Por Pedro Fraga

Muito se especula sobre os custos e perdas que o material reciclado traria para a construção civil, por exemplo. Para que haja um retorno prático para os empreiteiros, teriam que ser investidos milhares de dólares na transformação do material reciclado em algo sólido e apto para a utilização. Antes de tudo, a discussão vai além: seria mais interessante utilizar os materiais já disponíveis no mercado e não arcar com a responsabilidade ambiental, ou investir mais e transformar o ‘’lixo’’ em algo utilizável?

É complicado responder, visto que a construção civil também visa o lucro, bem como qualquer indústria. Mas algumas empresas têm apostado fortemente na utilização de materiais outrora jogados nos lixões, e transformando-os em verdadeiras alternativas ‘’verdes’’ para a construção. Um exemplo? O projetista William Waterhouse contou com o apoio da comunidade em que vive na Inglaterra para construir um telhado inteiro feito a partir de garrafas pet. O telhado ficou excelente, e todas as sete mil garrafas forma prensadas e desenvolvidas para que a temperatura não seja prejudicada no interior da casa.

Veja as imagens do telhado:

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O processo foi relativamente simples; as garrafas foram prensadas no asfalto com a ajuda de um pequeno veículo com um rolo compressor, e colocadas no teto da casa com alguns pregos e parafusos. Depois as garrafas foram fixadas a tubos de água de plástico, fazendo a cobertura.   Note que a iluminação do interior da casa recebeu um ‘’upgrade’’. E isso pode ser algo extremamente benéfico, pois inutiliza as lâmpadas que consomem energia e as força a trabalhar somente quando há total necessidade.

Um trabalho como o do projetista, apoiado pela comunidade londrina, serve de exemplo para as próprias empreiteiras que decidem não utilizar o material reciclado alegando preço e qualidade final da obra.

Um começo?