Por Mariana Martins

CONSUMO BLOG
Uma das coisas mais importantes que aprendemos a enxergar nos últimos anos é que precisamos nos informar e fiscalizar o que chega às nossas mãos.

Obviamente, seríamos poupados dessa tarefa incansável se os departamentos, leis e normas fossem cumpridos e pensados para beneficiar as pessoas e o meio ambiente.
Mas sabemos também que, infelizmente, as coisas são pensadas sempre em torno da economia.

É uma realidade que nos força a desempenhar múltiplos papéis:
temos que estudar, trabalhar, ganhar dinheiro, fazer compras, alimentar nossos filhos,
fiscalizar os meios de comunicação e tudo que nos envolve.
Fazemos parte de uma cadeia que nos quer cansados.
Dormimos mal, nos alimentamos mal e nos relacionamos de uma forma cada vez menos humana.
Porque lucra.

Tentar lutar contra essa corrente pode parecer uma utopia furada, porque as pessoas não tem tempo pra isso.
E porque estar atento 24 horas por dia, é pedir demais.
A questão toda é que, isso tudo cansa.
E é por isso que muitas vezes, as pessoas se rendem, mesmo conscientes dessa realidade.

Repensando essa forma de construção comercial em que vivemos, recebemos a matéria do reality show norueguês que, em uma tentativa de otimizar a visão entre realidade e consumo, levou algumas blogueiras de moda para vivenciar a rotina de trabalhadores têxteis de fábricas de baixo orçamento no Camboja.

SweatShop-Reality-Show1
Os participantes comeram, dormiram e trabalharam juntos com os empregados.
O choque de realidade foi brutal, visto que os blogueiros de moda escolhidos fazem parte de uma parcela pequena e afortunada.

As pessoas são boas, mas muitas vezes, fechar os olhos para a realidade alheia faz com que a gente seja conivente com injustiças.
É importante ressaltarmos que essa experiência se mostrou comprometida com a esfera social que esses núcleos permeiam.
Não podemos perder de vista como isso afeta o meio ambiente.

Achamos interessante o debate que isso promoveu, e voltamos a bater na tecla da sustentabilidade e da consciência que precismos desenvolver.
Vamos repensar nossas relações com os nossos desejos e consumo.
O que construímos tem feito mal para o nosso planeta e para os que nele moram.

No “Sweatshop Deadly Fashion” vemos três blogueiros saindo da sua zona de conforto e enfrentando novas realidades temporariamente.
Se colocar no lugar do outro deveria ser um exercício diário para ponderarmos nossas escolhas.
Que tal fazer a sua parte?