Os habitantes das Américas foram chamados de “índios” pelos colonizadores europeus, pois acreditaram ter chegado às Índias. Mesmo depois de descobrirem que não estavam na Ásia, mas em um continente até então desconhecido, os europeus continuaram a chamá-los assim, ignorando, propositadamente, as diferenças lingüístico-culturais.

Os povos indígenas que hoje vivem na América do Sul são originários de povos caçadores que aqui se instalaram, vindos da América do Norte e que ocuparam, virtualmente, toda a extensão do continente há milhares de anos. A partir de então, essas populações desenvolveram diferentes modos de uso e manejo dos recursos naturais e formas de organização social, distintas entre si.

O atual estado de preservação das culturas e línguas indígenas é conseqüência direta da história do contato das diferentes sociedades indígenas com os europeus que dominaram o continente americano. Os  índios são vistos como parte do passado, como estando em processo de desaparecimento, mas há dados que confirmam o crescimento da população nas últimas três décadas, não só biologicamente, mas também do ponto de vista das tradições culturais.

As relações das comunidades indígenas e de suas lideranças com o mundo dos brancos se tornou muito mais freqüente. Os índios passaram a compreender muito melhor como vivem os brancos e suas leis. Eles também criaram organizações e passaram a estar presentes em reuniões e eventos nacionais e internacionais para defender seus direitos.

Hoje, muitas comunidades indígenas vêem televisão, ouvem rádio e acompanham o mundo que gira fora de suas aldeias. Muitos índios ocupam cargos importantes como funcionários das entidades governamentais. Talvez se possa afirmar que as mudanças ocorridas nas relações entre índios e brancos nestes últimos trinta anos foram mais profundas do que as dos 472 anos anteriores.

A Mr. Fly parabeniza e homenageia toda essa cultura e esses povos.