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Flower: Um jogo pra acalmar sua mente

Flower: Um jogo pra acalmar sua mente

Imagine poder se sentir como uma pétala sendo carregada pelo vento em um campo aberto, com paisagens lindas. Uma empresa chamada Thatgamecompany imaginou e colocou em prática essa ideia, criando o game Flower. O designer do jogo, Jenova Chen, descreveu-o como “um poema interativo, explorando a tensão entre o urbano e a natureza”. O título já ganhou vários prêmios, como “O melhor jogo independente de 2009″ no Spike Video Game Awards, e “Jogo casual do ano” pela Academy of Interactive Arts and Sciences.

Flower

Flower é o tipo de jogo que agrada até mesmo quem não curte videogames. Ele se destaca por seu visual deslumbrante e uma proposta zen, trazendo ao jogador uma experiência única de controlar pétalas de flores que passam por lindos cenários, interagindo com a natureza. Um dos pontos mais interessantes sobre o jogo é que ele não possui diálogos, apenas trilha sonora e sons, tornando o jogo simples e intuitivo.

Confira o trailer do jogo:

Durante o trailer, aparecem algumas frases em inglês. Traduzindo para o português, fica:

“Você se esqueceu? /  Os cheiros / Os sons / Se esqueceu? / A beleza / A brisa / Se esqueceu? / Lembre.”

Infelizmente, ele é exclusivo para PlayStation 3. Se você não tem um, não se preocupe: Ainda dá pra se divertir jogando Flow, o jogo que inspirou a criação de Flower, diretamente do seu PC. Para jogar, clique aqui.

Porque Wall-e não é só mais um filme

Porque Wall-e não é só mais um filme

Por Pedro Fraga

O público que consome produtos culturais nos dias de hoje está inconscientemente (e automaticamente) desmotivado a apreciar obras com alto teor de didatismo. Falar sobre ecologia, por exemplo, é uma tarefa absolutamente difícil. Diria até que é quase impossível. A questão ambiental do planeta não é abordada da maneira correta pelos noticiários, pelos jornais ou pelos meios de comunicação em geral. E quando decidem abordar o assunto, o fazem de forma cansativa e acabam afastando o grande público.

É por isso que quando surge um produto como Wall-e (2008), vindo de um estúdio gigantesco de Hollywood, nós temos a obrigação de apreciar a obra e passa-la para o maior número de pessoas possíveis.  Através do cinema, o estúdio Pixar difundiu a ideia catastrófica de um mundo cheio de lixo e levantou um importante debate sobre a reciclagem e a preservação do meio ambiente. E o que é melhor… Para crianças, adultos e idosos. Sem exclusão ou exigência de conhecimento. A obra funciona para uma criança de 10 anos, por exemplo, e funciona também para o veterano cinéfilo, que vai encontrar ali milhares de referências aos grandes clássicos do cinema.

O filme tem direção de Andrew Stanton (responsável também por Procurando Nemo e Vida de Inseto) e conta a história de Wall-e, um robozinho encarregado de prensar e empilhar toda a sujeira produzida pelos humanos. Logo no início, Wall-e nos apresenta o planeta Terra, absolutamente descuidado e tomado por imensas pilhas de lixo e sucata. Como bom filme da Pixar, a ideia central é encantar os mais jovens, porém, as cenas de abertura nos levam a um imenso sentimento de culpa por aquela atrocidade. A Terra é retratada sem vida, morta. E os humanos não estão mais aqui, já que as condições de vida foram parar, literalmente, no espaço.

Se a Pixar tem esse poder de dar vida a seres inanimados (já o fizeram com carros, brinquedos…), ela decidiu, por bem, retirar toda a vida presente na Terra para passar a mensagem.  As pessoas que assistem ao filme se encantam, ao mesmo tempo, com o robozinho e sua missão impossível de ‘’limpar’’ a Terra e aprendem sobre a importância de se reciclar todos os materiais que permitem essa atividade para que as próximas gerações vivam de forma saudável. Não há como deixar de elogiar uma obra que inspira a nova geração a cuidar desde cedo do planeta, e conscientiza os mais velhos de que os seus filhos, netos e bisnetos irão habitar a Terra no futuro, e para isso, é preciso respeitar a vida que aqui existe.
Como é mostrado no filme, uma pequena plantinha (a última, no caso) deve ser regada e cuidada com todo o carinho para que o que temos hoje, seja preservado.  E que possamos, diferente dos personagens do filme, não sentir nenhum tipo de arrependimento em relação ao nosso planeta.

É imprescindível que cuidemos imediatamente do planeta para que não precisemos recorrer a medidas como a do filme. Criar um robô para entulhar lixo será absolutamente desnecessário se cada um fizer a sua parte. Cuidar do planeta é dever de todos. E, por isso, Wall-e precisa ser visto.

Gostou? Confira o trailer: