Por Pedro Fraga

Entre os dias treze e vinte e dois de junho do ano passado, ocorreu na cidade do Rio de Janeiro uma conferência absolutamente relevante do ponto de vista social, político e econômico. Como acontece com a maioria dos eventos desse porte, grande parte da população brasileira sequer ouviu falar do acontecimento, ou não soube o seu significado. É uma pena, já que esse foi o maior evento já feito pela ONU e contou com chefes de estado de mais de cento e noventa nações. Esse é o Rio+20, um evento que teve o objetivo de renovar o compromisso político dos países com o desenvolvimento sustentável.

Um dos temas principais da conferência realizada no evento era: ‘’A Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza’’. De acordo com o tema, a ideia central da discussão entre os países se baseava justamente no uso da conscientização da população em relação às questões ambientais, para que os problemas sociais sejam sanados. Uma ideia bastante complicada de ser posta em prática, mas que precisa de atenção imediata assim como as outras discussões propostas; como os novos acordos internacionais, as novas formas de recuperar os estragos já feitos no planeta sem deixar o progresso de lado e tantas outras.

rio20

O maior problema atual certamente é o da dificuldade de se unir progresso a sustentabilidade, e a discussão que mais se fez presente tenta atrelar os dois quesitos. Como unir as metas de preservação do meio ambiente com as necessidades contínuas de progresso econômico? Para isso, foram debatidas inúmeras formas de se obter energia. Um debate já antigo, porém inconclusivo. A energia solar, eólica e geotérmica foram bastante citadas como possíveis precursoras do modo de vida sustentável. Porém, ainda há uma resistência muito grande por parte dos países na implantação dessas fontes de energia, e um dos problemas são os altos custos de instalação e manutenção que os aparelhos necessitam.

Vale lembrar que o Brasil é um dos países que apóiam e produzem o biodiesel, combustível sustentável e que não contribui para a liberação de CO2 na atmosfera. Ainda que se tenham inúmeras vantagens para a total implantação do biodiesel como principal fonte de combustível para automóveis, por exemplo, as indústrias petrolíferas e automobilísticas optam por não se uniram em pró do atual problema enfrentado pelos rastros de gases poluentes emitidos todos os dias. Aparentemente, sustentabilidade é algo economicamente desvantajoso para as grandes empresas.

Rio+20 Líderes

Líderes reunidos

O Rio+20 veio justamente para propor o contrário: unir o útil ao agradável. Ou melhor, unir o útil ao indispensável.
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