Por Pedro Fraga

‘’Salve o planeta!’’, diz o ativista. As variações climáticas atuais, o derramamento de poluentes em rios e mares, a caótica e ‘’suja’’ vida na cidade… Inúmeros fatores levam o engajado a se revoltar contra os sistemas de governo e as medidas irrisórias de preservação ao meio ambiente. É comum, por exemplo, encontramos campanhas de coleta seletiva de lixo espalhadas pelo Brasil, mesmo que isso seja uma obrigação de qualquer cidadão que se auto-intitula ‘’terráqueo’’.  A partir dessas campanhas, conseguimos encontrar alguma razão/motivo para discutirmos o real sentido das milhares campanhas ‘’Save the planet’’ ao redor do mundo.

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Que tal voltarmos um pouco no tempo?

Aqui estavam os dinossauros. Povoando o que chamamos de lar e utilizando recursos naturais como forma de sobrevivência. Gigantescos, poderosos, soberanos. Sem que pedissem por isso, os dinossauros foram expulsos da Terra, ou melhor, de seu próprio instinto de sobrevivência, por um gigantesco meteoro – e pelas catástrofes naturais subsequentes, claro.

Voltemos um pouco mais, então.

Eras glaciais, vulcões a pleno funcionamento, Terra absolutamente instável. O planeta sobreviveu a isso, incluindo chuvas constantes de imensos meteoros, meteoritos etc (basta abrir qualquer livro de geografia e encontrar falhas e crateras espalhadas pelo mundo).
A Terra não só ‘’aguentou’’ tudo isso, como se recuperou formidavelmente.

Se pararmos por dez minutos, e refletirmos sobre as frases e as bandeiras que os ativistas proferem/levantam todos os dias, baseados na rápida (e porca) recapitulação que fizemos, chegaremos a algumas conclusões.

Os maremotos, tornados e catástrofes naturais que acompanhamos anualmente, têm o único e exclusivo poder: o de diminuir populações. Com isso, o medo e o terror se instauram automaticamente a medida que um ventinho mais forte é sentido em Nova Iorque, por exemplo.  Esse medo, que torna os humanos, de fato, humanos, leva a passeatas e milhares de pessoas nas redes sociais ‘’lutando’’ por um planeta mais sustentável, ou ‘’saudável’’.

Partido disso, a frase ‘’Salve o planeta!’’, na verdade, é um grito desesperado por socorro. É o medo de maremotos no Brasil, ou de furacões no norte da China. Indo um pouco mais longe – e finalmente linkando os dinossauros e as eras de instabilidades da Terra – é o medo natural da morte. Medo da extinção definitiva da espécie.

‘’Salve o planeta!’’ é na realidade um ‘’Salvem os humanos!’’. A Terra já estava aqui antes. E mantinha-se muito bem. Se a preocupação do ativista é com a real situação do planeta, pode tranquilizá-lo. O planeta está longe de ser realmente ameaçado por um grupo que mora aqui de passagem, e que não apresenta perigo real algum. Somos formigas com medo.

Sejamos sustentáveis, sim! Cuidemos do que nos é oferecido pelo planeta, sim! Mas para que o que temos, não falte.

 Sugiro, entretanto, que as faixas sejam mudadas.