Fazer uma franquia dar certo no cinema não é tarefa fácil. Pior ainda quando a franquia é uma adaptação de alguma obra literária, pois além de enfrentar um público que desconhece a história, ainda é necessário conquistar aqueles que conhecem os livros e os admiram. É com essa missão que Jogos Vorazes (Hunger Games, 2012) estreou nos cinemas no ano passado: conquistar ambos os públicos. E pelo que foi apresentado na tela, a franquia está no caminho certo.

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A história narra um futuro muito diferente do que aquele que imaginamos. Os Estados Unidos estão divididos em uma capital e 12 distritos. A cada ano, os distritos devem ceder uma mulher e um homem – entre 12 e 18 anos – para participarem dos Jogos Vorazes, reality Show que dá o nome ao filme. Os participantes devem se enfrentar numa batalha controlada pelo governo, até que um sobreviva, e assim, levar glória e fama ao distrito.

Ao contrário das comparações, Jogos Vorazes é muito mais maduro que outras sagas que poluem os jovens com conceitos de castidade e bem contra o mal. De forma coerente e simples, o diretor Gary Ross consegue contar uma história grandiosa e complexa, envolvendo conceitos muito atuais como o culto as celebridades.

Além de amadurecer a franquia, o filme consegue agradar fãs das obras literárias e, também, aqueles que não conheciam a história de Katniss Everdeen.

O elenco está magnífico. Nomes como Woody Harrelson, Stanley Tucci e a própria Jennifer Lawrence (que vive a protagonista) levam o filme de forma brilhante e garantem boas cenas. Destaque para a protagonista, que já havia mostrado serviço em filmes como X-Men: Primeira Classe, na pele da vilã Mística.

Com todos os pontos positivos, o futuro de Jogos Vorazes na telona é promissor.  Uma ótima pedida para o final de semana.