A premiação do Oscar 2011 já passou, mas vale registrar a festa da comunidade do bairro Jardim Gramacho em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Cerca de 2500 pessoas se reuniram para assistir ao documentário Lixo Extraordinário e aguardar o resultado da maior premiação do cinema.

“Nos sentimos campeões”, disse, chorando, Glória Cristina dos Santos, irmã de Sebastião, catador de lixo de Jardim Gramacho retratado em “Lixo extraordinário”, após o anúncio do Oscar de melhor documentário para “Trabalho interno”, projeto norte-americano que fala sobre a crise econômica mundial iniciada em 2007.

No tapete vermelho, Tião falou em entrevista à TNT: “O resultado está aqui, estamos no Oscar. (…) Fizemos um ótimo trabalho, tivemos um ótimo professor [referindo-se ao artista Vik Muniz] para que chegássemos aqui.” Quando perguntado sobre a validade da produção para o Rio de Janeiro, Tião disse que Lixo Extraordinário foi “uma experiência para o mundo”.

O filme

“Lixo extraordinário” foi gravado durante dois anos no lixão de Gramacho – maior aterro sanitário da América Latina -, que fica na periferia do Rio de Janeiro. O filme que mostra a trajetória do lixo até se tornar arte e expõe a vida dos catadores de lixo também foi rodado em Londres e em Nova York, onde fica o estúdio do artista plástico Vik Muniz.

O documentário é resultado de uma coprodução entre Brasil (O2) e Reino Unido (Almega Projects), com direção de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley e teve uma trajetória vitoriosa ao longo de 2010 em diversos festivais, como Sundance, Berlim, Rio e Paulínia.

Não poderíamos deixar de citar e indicar o filme por aqui. Confira o hotsite e o trailer.