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Você sabe o que é Economia Ecológica?

Você sabe o que é Economia Ecológica?

Por Pedro Fraga

Em 1992, quando as conferências do Rio de Janeiro estavam caminhando lentamente, alguns economistas, ecologistas e estudiosos da área perceberam a imediata necessidade de se pesquisar sobre a tal economia ecológica. Ainda que obscuro para grande parte da população, o tema foi levantado em diversas discussões ao redor do mundo, e o reflexo negativo que a economia da época exercia no meio ambiente impulsionou a criação da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, com o objetivo de debater sobre meios sustentáveis de desenvolvimento.

É bastante relevante que uma sociedade como essa debata assuntos desse porte. O raciocínio é simples e bem didático. Se um dos produtos, se não o maior produto, que movimenta a economia mundial com inúmeros dígitos é um recurso natural, é óbvio e esclarecido a todos que, em algum dia, num futuro próximo, esse recurso se esgotará.  O petróleo ainda é, assim como no início dos anos sessenta e setenta – quando a preocupação surgiu – a base para a economia do planeta, e se algo não for feito, se uma alternativa não for posta em prática, teremos uma crise econômica prevista para um futuro não muito distante. E se engana quem pensa que é só de petróleo que vive a economia. Inúmeros outros recursos naturais são indevidamente explorados todos os dias, e nada é feito para que as reservas desses recursos durem muito tempo, ou que esses recursos sejam renovados.

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A proposta de Economia Ecológica nasce justamente dessa preocupação com o futuro da própria economia, que diante do cenário atual de exploração de recursos, se vê regredindo continuamente. É muito interessante ver, por exemplo, que os especialistas que fazem parte da sociedade brasileira de economia ecológica analisam e criam propostas econômicas paralelas a conceitos biofísicos, indo de encontro a todo o pensamento comum. O primeiro fator a se considerar é a sustentabilidade dos recursos, e com isso integrar todas as alternativas a propostas de desenvolvimento da economia.

Hoje, a organização EcoEco (Economia Ecológica) está instalada no campus da UNICAMP, e está atuando ativamente nas discussões e na elaboração de propostas práticas para o desenvolvimento econômico e sustentável do Brasil.

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Você já ouviu falar do Rio+20?

Você já ouviu falar do Rio+20?

Por Pedro Fraga

Entre os dias treze e vinte e dois de junho do ano passado, ocorreu na cidade do Rio de Janeiro uma conferência absolutamente relevante do ponto de vista social, político e econômico. Como acontece com a maioria dos eventos desse porte, grande parte da população brasileira sequer ouviu falar do acontecimento, ou não soube o seu significado. É uma pena, já que esse foi o maior evento já feito pela ONU e contou com chefes de estado de mais de cento e noventa nações. Esse é o Rio+20, um evento que teve o objetivo de renovar o compromisso político dos países com o desenvolvimento sustentável.

Um dos temas principais da conferência realizada no evento era: ‘’A Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza’’. De acordo com o tema, a ideia central da discussão entre os países se baseava justamente no uso da conscientização da população em relação às questões ambientais, para que os problemas sociais sejam sanados. Uma ideia bastante complicada de ser posta em prática, mas que precisa de atenção imediata assim como as outras discussões propostas; como os novos acordos internacionais, as novas formas de recuperar os estragos já feitos no planeta sem deixar o progresso de lado e tantas outras.

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O maior problema atual certamente é o da dificuldade de se unir progresso a sustentabilidade, e a discussão que mais se fez presente tenta atrelar os dois quesitos. Como unir as metas de preservação do meio ambiente com as necessidades contínuas de progresso econômico? Para isso, foram debatidas inúmeras formas de se obter energia. Um debate já antigo, porém inconclusivo. A energia solar, eólica e geotérmica foram bastante citadas como possíveis precursoras do modo de vida sustentável. Porém, ainda há uma resistência muito grande por parte dos países na implantação dessas fontes de energia, e um dos problemas são os altos custos de instalação e manutenção que os aparelhos necessitam.

Vale lembrar que o Brasil é um dos países que apóiam e produzem o biodiesel, combustível sustentável e que não contribui para a liberação de CO2 na atmosfera. Ainda que se tenham inúmeras vantagens para a total implantação do biodiesel como principal fonte de combustível para automóveis, por exemplo, as indústrias petrolíferas e automobilísticas optam por não se uniram em pró do atual problema enfrentado pelos rastros de gases poluentes emitidos todos os dias. Aparentemente, sustentabilidade é algo economicamente desvantajoso para as grandes empresas.

Rio+20 Líderes

Líderes reunidos

O Rio+20 veio justamente para propor o contrário: unir o útil ao agradável. Ou melhor, unir o útil ao indispensável.
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