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Cultura Consciente

Por Mr.Fly

Que a Mr.Fly tem como proposta principal a sustentabilidade, vocês já sabem.
Mas as nossas novas parcerias são novidades!

Com a vontade de empregar os conceitos sustentáveis de maneira cada vez mais prática na sociedade em que vivemos, resolvemos apoiar produtores e artistas locais em sua caminhada.

Nesse fluxo, estamos esbarrando com pessoas sensacionais, e que entendem o maior princípio de sustentabilidade: a coletividade, a necessidade de inclusão.

Essa semana, apresentamos uma banda super legal aqui de Juiz de Fora: a Xad Caramelo!

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A Banda de rock juizforana, surgiu em meados de 1990 e nos mais de 5 anos que esteve em atividade, firmou-se como uma das mais respeitadas no cenário regional. Influenciada por ícones do rock como Led Zeppelin, Rolling Stones, Queen, Barão Vermelho, Red Hot Chilli Peppers, Paralamas do Sucesso, entre outros, a XAD também desenvolveu um forte trabalho autoral nesse período, destacando-se músicas como ‘Carro Forte’ e ‘Pô Legal’.

Após mais de uma década sem que os seus músicos subissem no mesmo palco, a XAD CARAMELO retoma seus trabalhos no final de 2010 com a entrada do baixista Messias Lott, que completa o quarteto atual. Em 2011, lança um trabalho adequado a ambientes menores e eventos sociais como casamentos, coquetéis, convenções, festas em geral, o XAD LIGHT PROJECT, que são versões “xad-caramelizadas” do rock internacional/nacional, isto é, interpretações suaves, bem dosadas e com personalidade de bandas standard como Beatles, Smiths, The Police, Lulu Santos, Supertramp, Simply Red, Cazuza, Queen, etc. Em 2015, o projeto composto pelos músicos Alexandre Xad (vocal), Alexandre Amino (guitarra) e Messias Lott (baixo) passa a contar com o baterista Renato Mello.

Sensacional, não é mesmo?

Curta a página da banda e fique atento na agenda!
Faça parte dessa corrente de sustentabilidade cultural!


 

 

Indicação cultural: Vingador do Futuro

Indicação cultural: Vingador do Futuro

O cinema atual reflete o atual público que o frequenta, e O Vingador do Futuro (Total Recall, 2012) representa essa grande parcela.

A história já contada na década de 90 traz um operário que sofre um mal sucedido implante de memória e começa a ser atormentado por lembranças. O mundo como conhecemos está divido entre a Federação Britânica e a Colônia, lugares opostos entre riqueza e pobreza. Colin Farrell interpreta Doug Quaid, um operário da Colônia que tem dificuldade para aceitar sua vida medíocre. Casado com a belíssima Lori (Kate Beckinsale), Doug decide recorrer a Rekall, empresa que pode transformar os sonhos de seus clientes em memórias reais. O procedimento sai do controle e os responsáveis pelo processo descobrem que Doug na verdade é um espião. Na luta por sua verdadeira identidade, Doug conhece Melina (Jessica Biel), integrante das forças rebeldes.  O que é real, e de que lado Doug está, são os questionamentos que o diretor Len Wiseman (Anjos da Noite) busca desenvolver.

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Como dito no início, os filmes atuais refletem diretamente os compradores de ingressos. Temos, então, uma versão atualizadíssima de O Vingador do Futuro. As cenas de luta são coreografadas de forma magistral, e os cortes rápidos ajudam na sensação de velocidade das brigas e fugas.  Efeitos especiais ousados e eficazes, que servem para segurar na cadeira o inquieto espectador que frequenta o cinema, podem ser vistos durante todos os 118 minutos de projeção.  Aliás, toda a concepção artística do filme é impecável. O design dos cenários futuristas, desde os carros voadores até as favelas cibernéticas, são o verdadeiro diferencial do filme, que se apega aos quesitos técnicos para valer as horas de empenho. Curioso é ver como isso acontece em 90% das produções atuais.

Colin Farrell e Kate Beckinsale são os protagonistas, e o destaque de cada um é marcado por suas qualidades. Um pela insegurança e pelas expressões de aflição, e a outra por sua embasbacaste beleza. Farrell nem de longe se compara a Arnold Schwarzenegger, mas consegue convencer de que é um homem a procura de sua real identidade por conta de sua atuação ‘’perdida’’. Beckinsale é o destaque da produção. Linda, porém letal.

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Deixando a profundidade dramática de lado e se assumindo fraco, o filme se apega aos elementos que financiam o cinema atual e, como um bom filme de ação, prende a atenção do espectador pelo ritmo desenfreado. Acaba valendo o ingresso a partir do momento em que você fica impressionado com as ações e bate palma por perceber que elas estão críveis.

Pipocão. Dos divertidos, ao menos.

Porque o filme Cabo do Medo deve ser visto.

Porque o filme Cabo do Medo deve ser visto.

Por Pedro Fraga

O público cinéfilo está cada vez mais exigente quando o assunto ‘’direção’’ é colocado diante das mesas de debate. Mas, mesmo com essa exigência, temos algumas unanimidades, como é o caso de grandes diretores (Chaplin, Hitchcock…). Muitas vezes reconhecemos esses grandes nomes por sua importância em apresentar ao público algum estilo, e se parássemos para analisar alguns filmes, veríamos que não se trata de filmes perfeitos, mas sim, de ideias inovadoras que revolucionaram a história do cinema.

Assim funciona com o GRANDE Martin Scorsese, que desde os anos 70 trás filmes de encher os olhos. Dentre sua vasta filmografia, temos o exemplar de hoje da coluna Sofazão, que  está aqui por suas opiniões um tanto divididas: Cabo do Medo (Cape Fear, 1991)

O motivo pelo qual o cinema se mostra algo tão maravilhoso é a discordância de seus fiéis acompanhantes. Com o filme Cabo do Medo, a história se repete, e a metade dos espectadores que reverencia o filme como um dos melhores da carreira de Scorsese se opõe a outra metade que prefere o original de 1962, dirigido por Jack Lee Thompson. A verdade é que não assisti ao original, e talvez por isso tenha gostado tanto do exemplar de Scorsese.

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O roteiro escrito a duas mãos, John MacDonald e James Webb, narra a história de Max Cady (De Niro), um psicopata que ficou 14 anos preso por conta de um estupro. Ao sair da prisão, Cady vai atrás de seu advogado de defesa, Sam Bowden (Nick Nolte), que omitiu do júri a informação de que a vítima era promíscua, o que poderia ter sensibilizado a corte, e com isso, ter sua pena reduzida.

As  estranhas aparições de Max na casa de Sam, e os constantes encontros nos quais predominavam  citações do velho testamento, levavam todos a acreditar que Cady estava arquitetando uma vingança contra Sam e sua família. A ideologia do ‘’olho por olho, dente por dente’’ era o que impulsionava nosso psicopata, que em seus 14 anos de prisão aprendeu direito, filosofia, o velho testamento da bíblia e outras coisas.

O filme, a princípio, parece ser filmado por um diretor normal, sem brilho, ou sem identidade própria.  É simplista demais. As cenas de violência, que tanto são elogiadas no original de 62, são sem intensidade, jogadas na tela de forma fria. Mas estamos falando de um filme de Scorsese, e isso fica explícito a qualquer um quando Robert De Niro, no auge de sua carreira e forma física, precisa demonstrar frieza e crueldade. Só um diretor como Scorsese consegue extrair o que de melhor De Niro tem a oferecer. Alguém aí já viu Taxi Driver?

Especial - Filmes de Terror Parte 5 - Cabo do Medo Foto 2

A atmosfera de suspense que o filme carrega durante todos os seus longos 128 minutos precisava  de uma trilha sonora a altura, e foi isso que Elmer Berstein fez. Pegou a trilha original composta por Bernard Herrman e a adaptou com maestria, criando (alguns defendem a idéia do plágio) uma das melhores trilhas de suspense que já ouvi.

É  bem verdade que  Cabo do Medo não é um dos melhores filmes de Scorsese, nem está entre os 5 melhores, mas ver Robert De Niro em ação, no auge de sua carreira, ainda faz desse um exemplar que precisa ser assistido.