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Porque o filme O Último Desafio precisa ser visto.

Porque o filme O Último Desafio precisa ser visto.

Por Pedro Fraga

Os filmes de ação em Hollywood mudaram. A necessidade de contar histórias mais próximas possíveis da realidade pode ser, em um primeiro momento, algo extremamente benéfico. Com isso nós tivemos a excelente trilogia Bourne e os Batmans de Nolan, por exemplo. Todos com medo das leis da física e mais preocupados com a veracidade das ações. O problema é que essa tendência começou a brotar em todos os filmes de ação, limitando as histórias. O cinema de ação Old School de Stallone, Bruce Willis e claro, Arnold Schwarzenegger, tinha seu lugar cativo no coração dos cinéfilos porque era descompromissado e levava histórias de ação a qualquer preço, seja esse pago com explosões surreais ou com brigas épicas.

O novo trabalho do já não tão novo Arnold Schwarzenegger agrada porque é justamente um resgate do cinema old school de ação: Violento, engraçado e caricato. O Último Desafio (The Last Stand, 2013) te faz lembrar dos ‘’longínquos’’ anos 80 e, de quebra, ainda brinca com o western.

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O visivelmente cansado (mas esforçado) Schwarzenegger encarna Ray Owens, um antigo policial de elite que se aposentou após ver muito ‘’sangue e morte’’, como ele mesmo diz. Para ‘’descansar’’, Ray deixou a cidade grande e decidiu se instalar na pacata cidade de Sommerton Junction, onde se tornou xerife. Como qualquer cidade do interior, quase não havia o que fazer.  Até que um perigoso líder do cartel mexicano (Eduardo Noriega) escapa das mãos do FBI de Las Vegas e decide cruzar a fronteira para fugir da jurisdição americana. No meio do caminho estava, obviamente, a calma cidade de Sommerton, e lá também estava o xerife e sua equipe de delegados completamente inexperientes. Juntos, os ‘’oficiais’’ da lei montam um plano para defender a cidade e capturar o bandido.

A ambientação do filme é quase toda voltada para a cidadezinha, e isso é o que faz o filme ganhar ritmo. Como não há ocorrências, os três delegados ficam atirando em carne boa parte do dia, e essa realidade do interior é interessante pois contrasta com a inexperiência que esse tipo de departamento tem normalmente. As melhores piadas do filme estão nas costas dos calmos moradores da região e do delegado atrapalhado Figgy. Um arregão completamente despreparado e fora de forma, mas que rende boas risadas.

Como um retrato dos anos 80, a canastrice aparece tanto no herói quanto no vilão. Schwarzenegger tem a profundidade dramática de uma piscina de plástico, isso não é novidade.  O interessante é ver que mesmo por trás das sobrancelhas já esbranquiçadas está um imponente xerife que é capaz de tudo para proteger sua cidade. O vilão, Gabriel Cortez, é caricato, mas não tem o carisma e a imponência que o senhor Governator carrega. No time de atores ainda estão Rodrigo Santoro e Forest Whitaker; um interpreta um ex-soldado que serviu no Afeganistão e o outro é o chefe da divisão de Narcóticos do FBI de Las Vegas. O primeiro chama atenção do público brasileiro por razões óbvias, e, por acaso, tem a melhor atuação do filme, ainda que com pouco destaque. O problema é que ele está muito superior aos outros, à vontade e dramático quando precisa, o que acaba deixando-o deslocado do resto do elenco. Já Whitaker está confuso, perdido. Aquele Forest de O Ùltimo Rei da Escócia ou de Quarto do Pânico não apareceu. O papel também não ajudou…

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A trilha sonora é terrível e parece ter sido retirada de uma sketch do programa policial mais fuleiro da TV americana. Por outro lado, as cenas de ação são extremamente bem construídas e executadas. Algumas até necessitam de um pequeno empurrão da sua imaginação para funcionarem, e é exatamente esse tipo de ação que diferencia o filme. O diretor Kim Jee-Woon, estreante em Hollywood, utiliza uma taxa maior de quadros por segundo para filmar as batidas e explosões de um ângulo diferente, aumentando levemente a veracidade dessas ações. Um pouco de sangue e frases de efeito à vontade também compõem o filme.

Mas e o western que você mencionou? Bom, ele pode ser captado no filme em diversos momentos.Vai desde a cidadezinha até o xerife durão com passado aterrorizante. Para aumentar, até um duelo á moda antiga está presente, com nosso querido Schwarzenegger aparecendo rapidamente em alguns close-ups (o dublê é mostrado mais vezes…).

Falho em diversos aspectos, O Último Desafio satisfaz por trazer o astro old school de ação de volta a ativa, mesmo que para isso ele tenha que utilizar carros na maioria do tempo (correr nem pensar…).  O filme é um divertido passatempo à moda antiga. Descompromissado, engraçado e violento.

 

Porque o filme 007 – Operação Skyfall deve ser visto

Porque o filme 007 – Operação Skyfall deve ser visto

Por Pedro Fraga

Em 2006, quando a proposta de aumentar o tom realista dos filmes de James Bond foi mostrada ao mundo, a surpresa foi positiva. O excelente Cassino Royale foi o exemplo que a franquia precisava para seguir em frente, e após testes feitos no fraco Quantum of Solace, os elementos que precisavam de um encaixe ou de uma melhor abordagem foram estudados de forma mais atenta. Em 007 – Operação Skyfall (Skyfall, 2012) temos a oportunidade de ver uma nova perspectiva para a franquia do agente britânico James Bond, que se baseia, ou melhor, se firma nos excelentes profissionais recém contratados.

O roteiro assinado por três mãos, sendo duas conhecidas pelos trabalhos nos dois filmes anteriores (Neal Purvis e Robert Wade) e o estreante na franquia John Logan (Gladiador, Rango), narram a história de uma operação mal sucedida em Istambul que colocou a agência britânica MI6 em uma posição difícil: James Bond (Daniel Craig) é dado como morto e o arquivo que dava motivos a existência da missão acaba nas mãos inimigas, e com isso, vários agentes infiltrados da OTAN tem seus rostos divulgados. Com isso, M (Judi Dench, interpretando a líder da agência britânica) vira alvo de uma investigação governamental por conta dos atos cometidos na missão fracassada. Durante a investigação, o autor dos atentados, Raoul Silva (Javier Bardem), forçará James Bond a se provar como agente 007.

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O terceiro filme da era Daniel Craig marca a data de 50 anos de James Bond nos cinemas, e a coincidência não poderia ser mais feliz. Além de homenagear os clássicos filmes dos anos 60 e 70 mostrando, por exemplo, o robusto Aston Martin usado por Sean Connery, o filme marca também uma nítida renovação na franquia. Daniel Craig nos entrega um James Bond com uma aparência mais cansada, porém, mais experiente e analítico.

A renovação acontece também no time de profissionais contratados para o projeto. A começar pelo excelente diretor Sam Mendes (Vencedor do Oscar pelo filme Beleza Americana), que trabalha belíssimos planos sequência durante todo o filme (um em especial apresenta o vilão do filme de forma magistral). É notável também a sua excelente direção de atores, onde os próprios atores, em entrevistas, disseram o quanto foi prazeroso e único trabalhar com tanta liberdade na interpretação de seus personagens.

Outro profissional envolvido se chama Roger Deakins (Indicado oito vezes ao Oscar);  diretor de fotografia que tem em seu currículo filmes como Onde os fracos não tem vez. Definitivamente, Deakins fez em Skyfall um trabalho primoroso. A fotografia composta por tons mais escuros, e enquadramentos semelhantes aos usados no próprio cinema britânico fizeram de 007 – Operação Skyfall um filme esteticamente lindo. Cores vibrantes nas cenas antecipam ao espectador o tom de suspense que virá a seguir. É um deslumbre acompanhar cada quadro. Não era de se esperar menos de Deakins.

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Os vilões de 007 sempre foram um show a parte. Cada filme merecia um vilão com características específicas, com armas específicas. Aqui em Skyfall, Javier Bardem entrega com seu Raoul Silva um vilão complexo e psicótico, ao mesmo tempo em que apresenta uma frieza característica de suas atuações.

Com alguns momentos de alívios cômicos e uma trilha sonora irrepreensível (A cantora Adele compôs e interpretou o tema do filme), 007 – Operação Skyfall é o compromisso que a franquia firma com o espectador. Compromisso que obriga as próximas produções a serem tão bem trabalhadas como essa. O nível não está mais no rótulo ‘’cinema de ação’’. Celebremos com martínis batidos, não mexidos.

Porque o filme Cabo do Medo deve ser visto.

Porque o filme Cabo do Medo deve ser visto.

Por Pedro Fraga

O público cinéfilo está cada vez mais exigente quando o assunto ‘’direção’’ é colocado diante das mesas de debate. Mas, mesmo com essa exigência, temos algumas unanimidades, como é o caso de grandes diretores (Chaplin, Hitchcock…). Muitas vezes reconhecemos esses grandes nomes por sua importância em apresentar ao público algum estilo, e se parássemos para analisar alguns filmes, veríamos que não se trata de filmes perfeitos, mas sim, de ideias inovadoras que revolucionaram a história do cinema.

Assim funciona com o GRANDE Martin Scorsese, que desde os anos 70 trás filmes de encher os olhos. Dentre sua vasta filmografia, temos o exemplar de hoje da coluna Sofazão, que  está aqui por suas opiniões um tanto divididas: Cabo do Medo (Cape Fear, 1991)

O motivo pelo qual o cinema se mostra algo tão maravilhoso é a discordância de seus fiéis acompanhantes. Com o filme Cabo do Medo, a história se repete, e a metade dos espectadores que reverencia o filme como um dos melhores da carreira de Scorsese se opõe a outra metade que prefere o original de 1962, dirigido por Jack Lee Thompson. A verdade é que não assisti ao original, e talvez por isso tenha gostado tanto do exemplar de Scorsese.

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O roteiro escrito a duas mãos, John MacDonald e James Webb, narra a história de Max Cady (De Niro), um psicopata que ficou 14 anos preso por conta de um estupro. Ao sair da prisão, Cady vai atrás de seu advogado de defesa, Sam Bowden (Nick Nolte), que omitiu do júri a informação de que a vítima era promíscua, o que poderia ter sensibilizado a corte, e com isso, ter sua pena reduzida.

As  estranhas aparições de Max na casa de Sam, e os constantes encontros nos quais predominavam  citações do velho testamento, levavam todos a acreditar que Cady estava arquitetando uma vingança contra Sam e sua família. A ideologia do ‘’olho por olho, dente por dente’’ era o que impulsionava nosso psicopata, que em seus 14 anos de prisão aprendeu direito, filosofia, o velho testamento da bíblia e outras coisas.

O filme, a princípio, parece ser filmado por um diretor normal, sem brilho, ou sem identidade própria.  É simplista demais. As cenas de violência, que tanto são elogiadas no original de 62, são sem intensidade, jogadas na tela de forma fria. Mas estamos falando de um filme de Scorsese, e isso fica explícito a qualquer um quando Robert De Niro, no auge de sua carreira e forma física, precisa demonstrar frieza e crueldade. Só um diretor como Scorsese consegue extrair o que de melhor De Niro tem a oferecer. Alguém aí já viu Taxi Driver?

Especial - Filmes de Terror Parte 5 - Cabo do Medo Foto 2

A atmosfera de suspense que o filme carrega durante todos os seus longos 128 minutos precisava  de uma trilha sonora a altura, e foi isso que Elmer Berstein fez. Pegou a trilha original composta por Bernard Herrman e a adaptou com maestria, criando (alguns defendem a idéia do plágio) uma das melhores trilhas de suspense que já ouvi.

É  bem verdade que  Cabo do Medo não é um dos melhores filmes de Scorsese, nem está entre os 5 melhores, mas ver Robert De Niro em ação, no auge de sua carreira, ainda faz desse um exemplar que precisa ser assistido.

Porque o filme 300 deve ser visto

Porque o filme 300 deve ser visto

Por Pedro Fraga

Artes conceituais tomaram conta de Hollywood. A cada dia aparece um roteiro, ou uma produção já pronta que quer levar algo novo, ou algo revolucionário. O grande problema é que nem todos conseguem atingir esses objetivos, já que o cinema é uma indústria com um público extremamente exigente. Quando um tal Frank Miller roteirizou e ilustrou a graphic novel  ”300”, a tal arte conceitual tomou forma, e Zack Snyder levou a tela grande uma experiência surreal aos olhos de um leigo, e fantástica até mesmo para quem conhecia o material impresso.

Com um minucioso trabalho de pesquisas, Frank Miller depositou no papel uma das melhores graphic novels da história. E para adaptar tal história, era necessário um grande diretor, alguém que tivesse Ph.D em cultura pop, e que pudesse apresentar novas e revolucionárias ideias. Chamaram Zack Snyder, diretor de videoclipes e relativamente jovem – não que seja algo ruim, mas não demonstra ”bagagem” para assumir um trabalho desse tamanho – mas que não teve medo de inovar. O resultado dessa aposta foi um filme plasticamente impecável, com design inovador e muitos litros de sangue digital.

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A história, que já havia sido contada nas telonas (Os 300 de Esparta, de Rudolph Maté- 1962), narra a épica batalha das Termópilas. O rei de Esparta, Leônidas (Gerard Butler, sensacional) reúne 300 dos seus melhores soldados e decide se opor a política expansionista que o grande império persa estava impondo. O problema era que o império Persa já tinha quase todo o continente asiático em suas posses e avançava mais a cada dia. Seus exércitos eram numerosos demais para serem contados. Em batalha, quando seus soldados marchavam, a superfície tremia. Quem os liderava era o poderoso rei-deus Xerxes (Rodrigo Santoro totalmente modificado, e gigantesco).

Analisando o visual, o filme é bastante inovador. Zack Snyder abusou do fundo verde e recriou um visual quase apocalíptico para inserir a atmosfera de guerra que o filme pedia. A fotografia, tomada de tons mostarda, oscila entre o crível e o surreal, causando aplausos em diversas cenas (quando os espartanos empurram vários persas penhasco a baixo). Nota-se também o carinho com que Snyder tratou a graphic novel. Em vários momentos temos a impressão de ver a câmera percorrendo páginas, demonstrando a plasticidade e a fidelidade da obra.

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As batalhas são tão grandiosas quanto seu orçamento. O slow-motion foi usado durante todo o filme – como na cena em as mãos são arrancadas durante as batalhas- tudo minuciosamente trabalhado e bem montado. As frases verborrágicas são exploradas para mostrar o sacrifício e o heroísmo dos trezentos nobres espartanos e de seu corajoso Rei, que não quer ver suas mulheres e crianças escravizadas por um tirano.

300 é uma obra digna de aplausos. Gostando ou não de filmes de ação, ou de épicos, ou também chamados de ”sandálias e espadas”, todos aqueles que defendem a bandeira do cinema devem encarar esse filme como, pelo menos, arte conceitual, e das boas

Porque o filme Sim Senhor deve ser visto.

Porque o filme Sim Senhor deve ser visto.

Por Pedro Fraga

O Oscar nunca deu o devido valor às comédias. Um absurdo, em minha opinião. Fazer rir é, para mim, a verdadeira arte e a mais difícil de ser executada de forma satisfatória. Prova disso são as fraquíssimas obras de comédia que saem aos montes todos os anos.  É dentro desse contexto que encontramos Jim Carrey, um excelente ator dramático (Por favor, vá assistir “Show de Truman” e “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”) que ficou marcado pelas surtadas e divertidas atuações em filmes de comédia.

Filmes como ‘’Ace Ventura’’, ‘’Débi e Lóide’’, ‘’O Mentiroso’’ e o meu favorito, ‘’O Pentelho’’, fizeram de Jim Carrey um ícone do cinema de comédia. E se há algum tempo Carrey não traz nada de novo ao gênero, em 2008 tivemos a oportunidade de enxergar um pequeno lapso da genialidade de outros tempos. Refiro-me ao subestimado Sim Senhor (Yes Man, 2008), que não é nenhum poço de risadas, mas que dá a sensação de alegria e conforto ao subir dos créditos, adicionando uma pequena reflexão a respeito do estilo de vida da maioria da população.

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No filme, Carrey interpreta Carl Allen, um sujeito frustrado, que segue sua vida de forma monótona e sem emoções. Passa a maior parte do seu tempo sozinho e vendo filmes em casa. Num belo dia, Carl encontra com um velho amigo, que parece feliz e de bem com a vida. Intrigado, Carl se interessa pelo estilo de vida de seu amigo e promete comparecer a uma espécie de palestra ministrada por um ‘’guru’’, na qual o ‘’Sim’’ é a reposta para uma vida mais agradável e bem sucedida. O mal humorado, negativista e solitário, passa a dizer ‘’sim’’ para absolutamente tudo, desde dar carona a um mendigo até fazer favores á velinhas ‘’fogosas’’.

A partir do momento que Carl começa a dizer ‘’sim para a vida’’, tudo muda. Ele conhece a belíssima Allison, interpretada pela doce Zooey Deschanel. Uma mulher que faz qualquer um apaixonar-se por ela. Assim acontece com Carl, que passa a levar a vida de forma mais alegre, bem sucedida e tranquila. E as melhores cenas do filme estão aí, quando Carl começa a dizer ‘’sim’’ para absolutamente tudo.

Carrey é marcado pelos surtos e caretas que seus papéis necessitam, e aqui não é diferente. As caretas (com a ajuda das rugas, que o deixam mais humano e menos caricato) estão presentes, só que de forma mais contida, o que o deixa natural o bastante para acharmos graça nas piadas, ainda que batidas.

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Outro ponto engraçadíssimo do filme é o personagem de Rhys Darby. Interpretando o chefe de Carl, Darby encarna um nerd no maior estilo ‘’vergonha alheia’’. De forma inocente, ele acaba sendo desagradável no trabalho, toscos com as piadinhas e as suas festinhas temáticas dão um show à parte, no melhor estilo Michael Scott, de The Office.

No mais, Sim Senhor é um excepcional exemplo de que a comédia não precisa apelar para a insinuação sexual ou para as loucuras de Las Vegas (Sim, falo de Se Beber, Não case). De forma leve e inteligente, o filme, que trás a volta de Jim Carrey, é gostoso de assistir e ótimo para retirar reflexões.  Será que o estilo de vida automático e negativo que vivemos não necessita de alguns ‘’sim’’ de vez em quando? Aceitar o convite para aquela festa aparentemente chata de seu amigo pode deixá-lo feliz. Dizer ‘’sim’’ ao pedido de ajuda de um necessitado pode transformar a vida dele. É disso que o filme se trata… E sim, vale à pena assistir!