Por Mr.Fly

Em 5 de novembro de 1937, Tempos Modernos chegou às telas de cinema, se tornando
um retrato fiel da realidade vivida não só naquela época, mas que persiste também em dias atuais e dando ao diretor e ator,  Charles Chaplin renome permanente.

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No longa, vemos a história de trabalhadores industriais e todos os desmembramentos políticos e sociais que isso acarreta na vida dos grandes centros urbanos.
O impacto da rotina moldada pelas condições de trabalho características das fábricas que produzem em larga escala e a impessoalidade que o trabalhador passa a ter, se resumindo constantemente como apenas um trabalhador, que faz parte do mecanismo da grande máquina que é a empresa são mostrados ao público através do Carlitos.

Uma crítica direta ao sistema de produção ocidental, o filme sempre será muito atual, por tangenciar questões que ainda aparecem fortemente na construção da nossa sociedade.

Pensando no enredo do filme, vimos como a economia capitalista proporciona em muitas situações e governos, uma vivência semelhante aos trabalhadores.

Exaustão, stress, marginalidade, desvalorização e vulnerabilidade são personalizados na figura do personagem, que nos mostra as falhas sociais e políticas do materialismo e o consumo crescente e desenfreado.

Muitas coisas mudaram, de forma geral, pra melhor.

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Mas a reflexão proporcionada pelo filme é válida para o presente.

A humanização das relações é a forma mais sustentável de construção social.

Acreditamos que a nossa fruição com o consumo deva ser saudável.
Ser refém de objetos de consumo é uma forma de ser conivente com todo esse processo, que muitas vezes conta com várias condições injustas de produção.
Ser consciente é aprender a ponderar essas questões e saber caminhar nessa estrada onde o dinheiro indica a direção.
E principalmente: não importa as nossas funções, jamais devemos perder a noção de indivíduo, principalmente na vida profissional.
Trabalhar com pessoas é ter a certeza de que as pessoas são diferentes.

Pense consciente!