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Coreia do Sul terá cidade sustentável dentro de aeroporto

Coreia do Sul terá cidade sustentável dentro de aeroporto

Em 2018, a cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, vai receber os Jogos Olímpicos de Inverno. Por conta do evento, o governo do país já está preparando melhorias para o aeroporto de Incheon, o maior do país e que também serve a capital Seul. Um dos projetos é da empresa de arquitetura Gensler, que planejou uma verdadeira cidade sustentável dentro do Terminal 2 do aeroporto.

CIDADE SUSTENTÁVEL

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Uma das características dessa cidade dentro de Incheon é a grande quantidade de “áreas ao ar livre”, com tetos de vidro no meio de árvores, piso de madeira e poltronas reclináveis. O projeto também inclui cachoeiras, fontes e aviários.

A Gensler também incluiu jardins, cuja área equivale a dois campos de futebol, no projeto. O espaço conta com células fotovoltaicas, que geram parte da energia consumida pelos passageiros. Além disso, o esboço tem um “distrito comercial”, com espaço para lojas. Por fim, há um modelo eficiente de ar condicionado, que funciona apenas onde há pessoas transitando – lugares vazios não recebem refrigeração, o que traz economia de energia.

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(via Atitude Sustentável)

Designer australiano cria moto movida a oxigênio

Designer australiano cria moto movida a oxigênio

Por Pedro Fraga

É comum encontramos engenheiros mecânicos, ou civis, que se preocupam com o meio ambiente a ponto de inovarem e criarem alternativas para o consumo excessivo de matéria não sustentável e para solucionarem o exacerbado volume de poluição. São ideias como a do australiano Dean Benstead que ajudam a conscientizar aqueles que ainda não se deram conta da quantidade de gases poluentes que é depositada na atmosfera todos os dias.

O designer criou a 02 Pursuit, uma moto que usa o oxigênio como combustível. O chassi da moto (uma Yamaha WR 250R, doada pela própria marca), que era de alumínio, foi modificado para receber o pequeno propulsor movido a ar próximo aos pedais, e o tanque de combustível convencional deu lugar a um cilindro de ar comprimido, que é o mesmo utilizado pelos mergulhadores. Por conta do pouco peso que as peças colocadas no motor apresentam (11 kg, ao todo), a moto consegue chegar facilmente aos 140 Km/h. Algo absolutamente impensável, levando-se em conta a dificuldade de se achar um combustível que se assemelhe a gasolina, na potência que sua combustão consegue gerar.

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Para quem ainda duvidava da capacidade dos engenheiros de substituir combustíveis fósseis por renováveis, aí vai uma prova. O mais interessante, contudo, é ver que a potência não é perdida como se afirmava. Sim, o motor é bastante limitado, mas esses são testes e muito em breve teremos muito mais veículos híbridos, que não agridem o meio ambiente, circulando.

Se o seu argumento para trocar o veículo por um menos poluente se baseava na perda de potência, sugiro que você comece a pensar nas novas possibilidades.

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Confira as especificações da moto. Clique na imagem para ampliar. O texto está em inglês.

 

O novo código florestal

O novo código florestal

O novo Cógido Florestal é um dos assuntos mais comentados no momento. Mas, você sabe o que vai mudar nele?

Pensado nisso a Mr. Fly vai mostrar para você o que alguns pontos  que irão mudar com o novo Código Florestal , que foi  aprovado por 410 votos a 63 e 1 abstenção.

 

Proteção nos rios

As faixas de proteção nas margens dos rios continuam exatamente as mesmas da lei vigente hoje (30 a 500 metros dependendo da largura do rio), mas passam a ser medidas a partir do leito regular e não do leito maior nos períodos de cheia.

 

Texto mantém índices de reserva legal, mas permite usar APPs no cálculo

De acordo com o texto aprovado, os proprietários que explorem em regime familiar terras de até quatro módulos fiscais poderão manter, para efeito da reserva legal, a área de vegetação nativa existente em 22 de julho de 2008.

Na regra geral, o tamanho das Reservas Legais continua exatamente os mesmos exigidos no código em vigor: 80% nas áreas de floresta da Amazônia; 35% nas áreas de Cerrado; 20% em campos gerais e demais regiões do País. Quando indicado pelo Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do estado, o Executivo federal poderá reduzir, para fins de regularização da áreas agrícolas consolidadas, a reserva exigida na Amazônia. O Ministério do ½ Ambiente e o Conselho Nacional do ½  Ambiente (Conama) não precisam mais ser ouvidos, como prevê a lei em vigor.

APP conta como Reserva Legal

Para definir a área destinada à reserva legal, o proprietário poderá considerar integralmente a área de preservação permanente (APP) no cálculo se isso não provocar novo desmatamento, se a APP estiver conservada ou em recuperação e se o imóvel estiver registrado no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Formas de regularização das RLs

O texto aprovado permite a regularização da reserva legal de várias formas, mesmo sem adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Se o proprietário do imóvel optar por recompor a vegetação no próprio imóvel, isso poderá ocorrer em até 20 anos segundo critérios do órgão ambiental. O replantio poderá ser feito com espécies nativas e exóticas, em sistema agroflorestal. As exóticas não poderão ocupar mais de 50% do total da área a recuperar e a reserva poderá ser explorada economicamente por meio de plano de manejo.

O proprietário poderá também permitir a regeneração natural da vegetação dentro do imóvel ou compensar a área a recompor doando outra área ao Poder Público que esteja localizada em unidade de conservação de domínio público pendente de regularização fundiária. Admite-se ainda contribuição para fundo público, respeitados os critérios do regulamento, e a compra de Cota de Reserva Ambiental (CRA).

 

Cota de reserva

Quem tiver Reserva Legal em excesso poderá emitir a Cota de Reserva Ambiental (CRA). A emissão da cota será feita pelo órgão ambiental a pedido do dono da terra preservada com vegetação nativa ou recomposta em área excedente à reserva legal devida em sua propriedade.

Esse título poderá ser cedido ou vendido a outro proprietário que tenha déficit de reserva legal. O proprietário da terra que pedir a emissão do CRA será responsável pela preservação, podendo fazer um plano de manejo florestal sustentável para explorar a área.

A CRA somente poderá ser cancelada a pedido do proprietário que pediu sua emissão ou por decisão do órgão ambiental no caso de degradação da vegetação nativa vinculada ao título. O texto prevê também que a cota usada para compensar reserva legal só poderá ser cancelada se for assegurada outra reserva para o imóvel.

Plano de manejo será exigido para exploração de florestas nativas

O texto aprovado exige licenciamento ambiental para exploração de florestas nativas com base em um Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS) do qual devem constar mecanismos de controle dos cortes, da regeneração e do estoque existente. Estão isentos do PMFS o corte autorizado para uso do solo pela agropecuária, o manejo de florestas plantadas fora da reserva legal e a exploração não comercial realizada pelas pequenas propriedades e agricultores familiares.

Empresas industriais

O texto determina que a sociedade terá acesso público, pela internet, a um sistema que integre dados estaduais sobre o controle da origem da madeira, do carvão e de outros subprodutos florestais.

Áreas urbanas

Os assentamentos em área urbana consolidada que ocupem área de preservação permanente (APP), como o Palácio do Planalto, o Estádio do Beira Rio e Cristo Redentor, por exemplo, serão regularizados com a aprovação de um projeto de regularização fundiária, contanto que não estejam em áreas de risco.

Além de um diagnóstico da região, o processo para legalizar a ocupação perante o órgão ambiental deverá identificar as unidades de conservação, as áreas de proteção de mananciais e as faixas de APP que devem ser recuperadas.

Reservatórios de água

Para APPs em reservatórios de água, o projeto estipula tratamento diferenciado conforme o tamanho ou o tipo (natural ou artificial). No caso de lagoas naturais ou artificiais com menos de um hectare, será dispensada a área de proteção permanente. A medida tenta dar solução para os pequenos açudes construídos em imóveis rurais com objetivo de dessedentação de animais.

Os reservatórios artificiais formados por represamento em zona rural deverão manter APP de 15 metros, no mínimo, caso não sejam usados para abastecimento público ou geração de energia elétrica e tenham até 20 hectares de superfície. Naqueles usados para abastecimento ou geração de energia, a APP deverá ser de 30 a 100 metros em área rural e de 15 a 50 metros em área urbana.