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Porque o filme Hell deve ser visto

Porque o filme Hell deve ser visto

Por Pedro Fraga

Independente do tipo de apocalipse que você acredita que poderá ocorrer, algo é absolutamente comum a todos eles. Podem ser os zumbis, o apocalipse nuclear, os ETs… Não importa. O maior inimigo da humanidade será ela mesma. Milícias se formarão, comida e água se tornarão itens raros e você precisará chegar ao limite para sobreviver. E é justamente essa a abordagem que os filmes adotam para narrar histórias pós-apocalípticas, explorando o limite e a natureza duvidosa do ser humano. Hoje temos o dúbio Hell (Alemanha, 2012), que se apropria do que de melhor existe no gênero para contar algo um pouco diferente – mas que acaba se perdendo no meio do caminho.

Num futuro muito próximo, a Terra tornou-se uma imensa bola infértil. Inclusive, esse é um dos pontos mais interessantes dessa produção, já que estamos a exatos três anos de seus acontecimentos. Em 2016, como explica o filme, a temperatura do planeta subiu dez graus Celsius, e todos os animais e plantas, obviamente, sofreram as conseqüências. O aquecimento provocou também aquela tão temida falta d’água (que é um assunto bastante discutido no Brasil por abrigarmos uma das maiores reservas do mundo). Em meio a essa escassez de suprimentos, conhecemos Phillip, Marie e sua irmã mais nova, que estão partindo em busca de água e melhores condições de vida. ‘’As montanhas estão com vida’’, pensa Phillip ao ver uma ave indo em direção as montanhas.
O sol se tornou um perigoso adversário, desidratando e queimando qualquer um que se expusesse a ele. O dia passou a ser muito mais perigoso que a noite.

Hell

Foi esse cenário árido e desértico que o diretor estreante Tim Fehlbaum escolheu para ambientar sua história, que vai além do interesse científico sobre o aquecimento da Terra e parte para o velho e batido estudo sobre a natureza humana e suas necessidades. Com todas as dificuldades de se viajar à luz do dia e a escassez de suprimentos, formaram-se grupos de ladrões e desesperados por comida e água, dispostos a fazer qualquer coisa para sobreviverem. Na trama conhecemos um desses grupos, na verdade, uma família, que além de batalhar pela sobrevivência, pretende ainda dar continuidade a raça humana. Bonito, não? O problema é que essa família seqüestra mulheres para que os homens possam desfrutar dos prazeres da carne e, de sobra, render filhos.

Nessa divisão de batalha pela sobrevivência num mundo pós-apocalíptico e família bizarra que sequestra as pessoas para interesse próprio, o filme cai no seu principal problema. A trama deixa de seguir um rumo e troca, de forma abrupta, para um viés completamente diferente do proposto no início do filme, e o que era considerado perigoso, passa a ser secundário. O sol e o clima agressivos passam a se tornar coadjuvantes quando os personagens principais encontram a tal família, e o filme passa a ser de terror em seus moldes clássicos. Mesmo com essa mudança, o filme se sustenta, na maioria das cenas, pelas boas atuações. A personagem de Marie, que no início só queria proteger a irmã, cresce e se torna forte. Diante das adversidades, a personagem passa até uma mensagem feminista interessante, mas nada muito explícito.

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A fotografia do filme é definitivamente o diferencial. Para o bem ou para o mal. Os tons pastéis excessivamente brilhosos estouram a primeira vista, assim como nos personagens, que não podem olhar diretamente para o sol, nem deixar os olhos expostos por muito tempo. O filme, nos seus minutos iniciais e finais, parece ter usado um filtro absurdamente claro em sépia nas filmagens, e na pós-produção, o brilho foi colocado pelo estagiário abusado. O fato é que o visual ficou extremamente interessante e nos coloca com uma pulga atrás da orelha com relação a esse tipo de acontecimento. O Sol e a Terra podem (quando quiserem) destruir ou dificultar a vida insignificante que temos por aqui. Somos formiguinhas na mão desse universo, e, no mísero ponto de vista, esse apocalipse é o mais possível, e o mais próximo.

Para escapar desse terrível fato que assola a humanidade, o filme assume um caráter esperançoso ao final, e nos revela aquilo que precisamos para continuar acreditando que é possível viver em paz nesse pálido ponto azul.

Dúbio na narrativa e no nome (Hell em alemão pode ser ‘’brilho’’ ou ‘’inferno’’. Sacaram a brincadeira com a luz, o sol e o inferno instaurado?), o filme se encaixa perfeitamente numa tarde tediosa. É falho, mas interessante e bem sucedido em diversos pontos.

E se encolhessem a sua casa?

E se encolhessem a sua casa?

Navegando pela internet sempre encontramos coisas interessantes. Esta semana um vídeo nos chamou a atenção e vamos compartilhar com vocês.

Todos já sentiram na pele o famoso ditado de que só damos valor ao que temos, quando perdemos, certo? Mas você já parou para pensar que suas atitudes, se não forem sustentáveis ou pelo menos com certa preocupação com o ambiente em que você vive, podem estar contribuindo para você perder a sua casa? Sim, a sua casa.

O vídeo abaixo é simples, pequeno, mas com um enorme conteúdo. Vale para a reflexão do início da sua semana. Para para pensar e comece a repensar suas atitudes. Afinal, “quando você sente, já é tarde demais”.