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Faça bolos surpreendentes com casca, bagaço, sementes e até caroço

 

 

 

Nada de jogar fora o bagaço do milho ou o caroço da jaca. Com eles é possível preparar bolos nutritivos e gostosos

 

Você já provou um pedaço de bolo de bagaço de milho verde? Ou um de casca de laranja? Aposto que nunca comeu bolo de caroço de jaca! Os sabores parecem esquisitos, mas não são não. Além de gostosas, essas iguarias feitas de sobras de alimentos são nutritivas, ricas em fibras, vitaminas e sais minerais. Ao comer pedacinhos dessas sobremesas, você estará bem alimentado e contribuindo para o bem do meio ambiente, evitando o descarte desnecessário de resíduos orgânicos, que poluem o meio ambiente e geram gases de efeito estufa – como o metano – causadores do aquecimento global e das Mudanças Climáticas.

O bagaço do milho, ignorado por muitas pessoas, é rico em fibras, que auxiliam no bom funcionamento do intestino. A casca de laranja contém vitaminas do tipo A e C, que têm caráter antioxidante e, por isso, fortalecem o sistema imunológico. E o caroço da jaca tem as mesmas propriedades da polpa: alta concentração de ferro e de complexo B, prevenindo anemia e mantendo o bom funcionamento do metabolismo. Gosta de semente de abóbora? É rica em triptófano, que deixa a pessoa mais feliz e mantém o bom sono.

Quer aprender algumas receitinhas com esses alimentos Veja abaixo sugestões do projeto Mesa Brasil do Sesc , da Ceagesp e da Secretaria de Educação de Florianópolis.

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Bolo de bagaço de milho verde
(Mesa Brasil – Sesc)

Ingredientes
• 2 colheres de sopa de margarina ou manteiga
• 2 xícaras rasas de açúcar
• 3 gemas
• 2 xícaras cheias de farinha de trigo
• 1 xícara de leite de coco
• 1 xícara de bagaço de milho verde
• 1 colher de sopa de fermento em pó
• 3 claras em neve
• sobras de queijo (opcional)

Modo de preparo
Bater a manteiga com o açúcar e as gemas até formar um creme. Juntar a farinha, o leite, o bagaço de milho e o fermento pela ordem dos ingredientes; mexendo delicadamente. Despejar em uma forma untada e colocar alguns pedacinhos de queijo na massa. Assar em forno quente.

Dica: para fazer este bolo, utilizar o bagaço que sobrou do mingau de milho verde ou da pamonha.

 

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Bolo de laranja com casca
(Mesa Brasil)

Ingredientes
• 2 laranjas médias
• ¾ xícaras (chá) de óleo
• 3 ovos
• 2 xícaras (chá) de açúcar
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo
Cortar as laranjas em quatro, retirar as sementes e a parte branca do centro (deixar a casca e o bagaço). Bater no liquidificador as laranjas, o óleo, os ovos, o açúcar e a baunilha. Despejar esta mistura em uma vasilha, acrescentar a farinha de trigo mexendo bem e, por último, o fermento, misturando levemente. Assar em forma untada. Se preferir, despejar sobre o bolo quente suco de
duas laranjas, adoçado com 2 colheres (sopa) de açúcar.

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Bolo de caroço de jaca
(Ceagesp)

Ingredientes
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 2 colheres (sopa) de fermento em pó
• 1 colher (chá) de sal
• 6 ½ colheres (sopa) de margarina
• ½ xícara (chá) de açúcar
• 3 ovos
• 1 xícaras (chá) de leite ou água
• 1 xícara (chá) de caroço de jaca picada

Modo de preparo
Selecionar os caroços de jaca, lavá-los e cozinhá-los em panela de pressão por 20 minutos. Retirar a película que envolve o caroço e, por último, picá-los e reservar. Peneirar juntos a farinha, o fermento e o sal. Bater a manteiga com açúcar, até formar um creme. Juntar os ovos, um de cada vez, batendo bem. Acrescentar os ingredientes secos e por último o leite.Acrescentar os caroços picados, misturar bem a massa e levar ao forno preaquecido por 30 minutos.

 

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Bolo de casca de cenoura e semente de abóbora
(Secretaria de Educação de Florianópolis)

Ingredientes
• 1 xícara de casca de cenoura
• 3 ovos
• 1 xícara de óleo
• ½ xícara de semente de abóbora seca
• 2 xícaras de farinha de trigo
• 1 xícara de açúcar
• 1 colher de sopa de fermento químico

Modo de preparo
Bater no liquidificador a casca de cenoura, os ovos e o óleo. Reservar. Triturar as sementes de abóbora no liquidificador. Reservar. Misturar os demais ingredientes em um recipiente. Acrescentar a mistura do liquidificador e as sementes trituradas. Misturar bem. Colocar em assadeira untada e assar em fogo baixo por 30 minutos.

Dica: utilizar a cenoura para o preparo da salada do dia.

Arte, Educação e Sustentabilidade” no Espaço Furnas Cultural

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O beijo - Material utilizado: Caixas de remédios

O beijo – Material utilizado: Caixas de remédios

A exposição trata de questões vinculadas à arte e de processos artísticos inovadores, utilizando materiais inusitados e técnicas originais, com o viés da sustentabilidade, resignificando materiais provenientes do processo de reciclagem e reutilização.

A exposição é uma mostra coletiva, constituída por surpreendentes obras criadas pelos alunos do Colégio São Paulo, com a utilização exclusiva de materiais descartados, o que insere o projeto em um Programa de Educação Ambiental, visando uma nova consciência em relação ao meio ambiente, através de uma mudança comportamental.

Moça do Brinco de Pérola - Material utilizado: Cápsulas de café expresso

Moça do Brinco de Pérola – Material utilizado: Cápsulas de café expresso

Capsulas de café expresso, canetas desperdiçadas, rolhas, embalagens de remédios, fitas de vídeo, tampinhas de refrigerante, capas de cd, entre vários materiais descartados se transformam em obras de impacto, que trazem a história da arte, releitura de grandes mestres e  criações de mobiliário sustentável.

Compartilhando essas experiências e incentivando a cultura da reciclagem, a exposição sempre buscou atingir um público externo desde a sua primeira edição.

Guga - Arte sobre capas de cd

Guga – Arte sobre capas de cd

Da primeira à quarta edição, com o apoio cultural do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, com um público, em média, de 12 mil visitantes. Em 2016, inaugura uma galeria de arte no próprio Colégio São Paulo, onde aconteceu a quinta edição e ainda no mesmo ano, participou de quatro eventos externos com nosso acervo permanente, atingindo um público de, no mínimo, 10 mil  visitantes.

Com o apoio do Espaço Furnas Cultural, amplia-se o propósito de disseminar a cultura da reciclagem e de uma consciência de sustentabilidade, compartilhando com a sociedade as possibilidades reais de reutilização e criação com materiais que supostamente seriam lixo.

A exposição no Espaço Furnas Cultural contará com parte do acervo dessas cinco edições, o que montará um inédito painel retrospectivo do projeto.

Serviço

De 17 fevereiro a 1º abril.
Abertura para convidados: 17 fevereiro
Exposição de 18 fevereiro a 1º abril.
Local: Espaço Furnas Cultural (Rua Real Grandeza, 219, Botafogo).

Horário de visitação às exposições: Terça à sexta, das 14h às 18h e sábado, domingo e feriado, das 14h às 19h.

Para acesso ao Espaço Cultural, é necessária a apresentação de documento com foto. A entrada de pessoas trajando bermudas e sandálias é permitida somente nos finais de semana.

Entrada Franca

Obras

Coletivo Artístico  : Marcos Lanzieiro e seus alunos do Colégio São Paulo

Instituição Mantenedora

Colégio São Paulo – Ipanema RJ – Av. Vieira Souto, 22

Natureza das Obras

100% elaboradas a partir de processos de reciclagem e reutilização.

Técnicas inovadoras para aprendizagem da arte em diferentes linguagens: Pintura, Escultura, Desenho, Colagem, Instalações, mobiliário, etc;

Edições
Outubro 2012 – MHEx e FC – 10 mil visitantes + 2 mil comunidade escolar
Outubro 2013 – MHEx e FC – 10 mil visitantes + 2 mil comunidade escolar
Outubro 2014 – MHEx  e FC – 15 mil visitantes + 2 mil comunidade escolar
Outubro 2015 – MHEx e FC – 10 mil visitantes + 2 mil comunidade escolar
Janeiro 2016 – Evento CAARJ/ OAB – Fome de Leitura – público de 1000 pessoas
Agosto 2016 – Expo USA HOUSE – Comitê Olímpico Americano – s/referência de público
Outubro 2016 – Evento Centro Cultural Light – público de 1600 pessoas
Out/Nov 2016 – Expo Teatro Oi Casa Grade – s/referência de público
Out/Nov 2016 – V Expo Arte, Educação e Sustentabilidade – 1000 visitantes

Reciclagem de Papel em Casa

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O papel reciclado pode ser matéria prima para a criação de vários objetos, e tem a vantagem de poder ser feito em casa, com aqueles papéis que você não usa mais. Aqui a gente mostra o modo de fazer o seu próprio papel artesanal em casa!

Imagem: pixshark.com

Todos os dias são utilizados quilos e mais quilos de papel para a produção de materiais diversos, como revistas, jornais, panfletos, correspondências e muito mais. Após utilizados, esses impressos acabam sem utilidade, e na maioria das vezes são descartados no lixo comum, nem chegam à coleta seletiva.

Uma alternativa para driblar este problema é usar esses impressos para a produção de papel artesanal, é um artesanato simples de fazer e o resultado é incrível. No processo de reciclagem, você pode misturar todo tipo de papel, desde saco de pão até revistas e jornais antigos.

 

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Além de reduzir a quantidade de resíduos que seriam jogados no lixo, a reciclagem de papel pode representar economia para o seu bolso, sabia? Mas atenção, não saia reciclando tudo. Se você tiver livros e apostilas em bom estado de conservação, prefira doar para quem precisa. O ideal é que vá para a reciclagem apenas aqueles materiais sem utilidade.

Na produção do papel artesanal você pode reaproveitar papel sulfite, papelão, papel pardo, caixas de embalagens de produtos, papel de presente, folhas de caderno, páginas de revista, panfletos, cartolina, entre outros.

Características e Usos do Papel Reciclado

O papel reciclado é conhecido por seu aspecto rústico, ideal para a confecção de convites de casamentos, embalagens de produtos, e também para uso em trabalhos manuais. Outras características são a resistência, a diversidade de cores e a presença de pontinhos de pigmento.

Veja abaixo três projetos que você pode fazer com esse material, são eles: blocos de notas, caixinhas para lembranças e convites para datas especiais. Para ver as fotos em tamanho maior basta clicar sobre elas.

 

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Esse tutorial super simples foi adaptado do site sua pesquisa.

Materiais Necessários

  • Papéis variados
  • Água
  • Recipiente
  • Liquidificador
  • Tela ou peneira fina

Passo a Passo

Passo 1 – Recorte os papéis escolhido em pequenos pedaços e coloque tudo em um recipiente com água. Deixe assim por 24 horas.

Passo 2 – Bata o papel molhado em um liquidificador ou dissolva tudo com as mãos. A intenção é que essa mistura vire uma massa.

Passo 3 – Espalhe uma fina camada dessa massa em uma rede ou tela fina.

Passo 4 – Coloque um peso por cima da rede para prensar a massa.

Passo 5 – Depois de 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar em ambiente seco ou ao sol.

 

Se você deseja aprender mais sobre esse assunto, assista ao vídeo que encontramos no canal Manual do Mundo, no You Tube.
Com ele você vai entender porque é possível dissolver papel para criar um novo.

Link do vídeo no You Tube: Como fazer papel reciclado em casa

“Existe realmente sustentabilidade em um conceito pleno na construção civil ?”

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Muito se fala na “maquiagem verde”, que usa o conceito de sustentabilidade para vender, mas não consegue entregar resultados.

A pesquisadora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lisiane Ilha Librelotto, desenvolveu o modelo ESA, que leva em consideração os aspectos econômicos, sociais e ambientais para avaliar a sustentabilidade da empresa construtora e comprovar a eficiência em construções.

Segundo ela, o que caracteriza uma construção sustentável é a adoção de estratégias dentro do edifício no equilíbrio das dimensões econômicas, sociais e ambientais. O conceito de sustentabilidade surgiu como alternativa ao capitalismo. Já que não conseguimos viver sem o capital, adotamos que o capital é necessário sim, mas que as empresas que atuam dentro do mercado têm que ter responsabilidade social e impactar o mínimo possível no meio ambiente.

Entende-se que um edifício não pode ser sustentável sem um ambiente urbano sustentável. Por exemplo, pode-se servir a uma construção uma série de tecnologias, como telhado verde ou os teto-jardins, geradores eólicos para energia limpa, placas fotovoltaicas, fachadas ventiladas, estratégias para isolamento térmico, mas tem-se que também comprovar o desempenho dessas estratégias, ou seja, elas têm que ser eficazes. E o meio ambiente urbano tem que também cumprir o seu papel. De nada adianta a implementação dessas tecnologias no edifício, elas funcionarem, mas o prédio ser uma ilha dentro daquele bairro ou daquela cidade. Então você não consegue chegar no prédio, porque as vias do bairro não comportam a quantidade de carros de moradores. A companhia de água não consegue fornecer a água, evidenciando um problema de compatibilidade entre oferta e demanda.

Para um cliente que está à procura desse tipo de edificação, uma construção sustentável, é indicado checar junto à construtora que tipo de resultados elas já podem apresentar em relação aos edifícios que já construíram. Recomendo que, além das tecnologias que são incorporadas nesses edifícios, veja que suporte essas empresas dão para manutenção, por exemplo, dessas estratégias. Que verifiquem a credibilidade e o know-how das empresas que comercializam esses empreendimentos. O cliente tem que tentar identificar tecnologias, comprovar experiências, verificar materiais que estão sendo entregados, suporte, manutenção e condicionamento dessas estratégias.

Hoje, eu pode-se dizer que a sustentabilidade dentro da construção, em um conceito pleno, ainda não existe. O que nós temos são iniciativas, que nós temos que ver com bons olhos, porque é melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada. A cultura da população local presente naquele bairro. Se há policiamento, áreas de lazer para população. E principalmente enxergando a empresa construtora e o edifício como um agente promotor do desenvolvimento urbano. Se quiser construir ali e o bairro não apresenta condições, tem de implementar as condições primeiro para depois construir, em uma parceria público/privada. Há outras iniciativas de avaliação pautadas em selos e certificações que podem ser um indicativo da sustentabilidade nos edifícios, como a certificação LEED, AQUA e destaco com veemência o Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal, que deveria ser obrigatório pelo menos para alguns tipos de financiamentos. As certificações não são garantia exclusiva de sustentabilidade nas edificações, mas são bons indicativos de sua presença.

 

 

 

Jardinagem usando itens de cozinha

Já pensou fazer jardinagem usando uma xícara ou uma taça de vinho pra plantar uma suculenta ou flores ?

Nem imaginava que dava pra usar esses itens pra plantar.

Sai do tradicional e fica bonito em casa além de dar um novo propósito para algo que você já tem em casa.

 

1. Bule de café

Olha que bonito que ficou: o bule foi pintado e esmaltado usado pra colocar uma planta. Achei muito lindo. Daria pra colocar até dentrode casa né ?

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2. Usando taça de vinho

Nestas imagens mostram até o passo-a-passo pra poder plantar. A planta escolhida foi uma suculenta. As suculentas são ótimas pra isso. Você poderia até montar um trio pra fazer um conjuntinho ou ainda usar diferentes tipos de taças pra ficar legal também.

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 3. Xícaras antigas e taças grandes

Sabe aquelas taças de sopa ? Ou aquelas xícaras que você não vai usar mais ? Então, que tal você plantar uma suculenta ? Ficou muito bom ! Eu colocaria uma bandeja embaixo pintada com verniz e colocaria na varanda.

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4. Escorredor de macarrão

O escorredor de macarrão tem ao menos 2 funções: ser usado como luminária (clique aqui e veja neste post) ou como suporte de planta também. Não tinha visto como suporte de planta. Muito boa ideia. Neste caso, foram colocadas flores.

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 5. Bule de chá

Os bules ficam bem simpáticos em uma varanda ou em um jardim. Vejam que parece bem simples de deixá-los bonitos. Muitos nem precisam ser restaurados. Eu gostei. Faria em casa. 🙂

 

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“Sustentabilidade é um conceito ultrapassado”

Michael Braungart, o químico alemão que defende que, em lugar de gerar menos danos ambientais, devemos trazer benefícios para a natureza

O químico alemão Michael Braungart, professor da Universidade Técnica de Munique, acha perda de tempo pensar sobre o lixo que produzimos. Mais inteligente, defende, é não produzir. Braungart e o colega William McDonough ficaram famosos na década de 1980 ao criticar a maneira como as sociedades fabricam, consomem e descartam bens. Para eles, os objetos que criamos por meio do processo industrial precisam ser planejados de modo a não gerar resíduos. Uma vez descartados, seus elementos devem retornar à cadeia produtiva, ou se degradar naturalmente sem liberar substancias tóxicas. Essa forma de pensar recebeu o nome de “design do berço ao berço”, e lançou as bases teóricas da economia circular. Nela, os resíduos gerados por uma indústria são transformados em matéria-prima para outras.
O tempo colaborou com a disseminação das ideias de Braungart. Elas conquistaram o apreço de nomes de peso, como o cineasta Steven Spilberg e o ex-presidente americano Bill Clinton. E Braungart se tornou um pensador mais radical, capaz de criticar premissas básicas do ambientalismo: “Sustentabilidade é um conceito ultrapassado”, diz ele numa entrevista que deu à ÉPOCA.

Transcrevemos aqui os trechos mais relevantes ao meio embiente e ao impacto dos resíduos na nossa cultura social.

Segundo ele, falta ambição à ideia de reduzir o impacto das atividades humanas. Em lugar de poluir menos e poupar recursos naturais – ideias centrais do conceito de sustentabilidade –, os artigos que produzimos deveriam fazer bem ao meio ambiente, e retornar à biosfera na forma de nutrientes. “Nós investimos muito dinheiro, ao longo dos anos, tentando ser menos danosos para o meio ambiente. Agora, precisamos investir dinheiro em ser realmente bons”, afirma. Em 1987, Braungart criou um instituto – o Epea – que pesquisa soluções técnicas e presta consultoria para que empresas de diversos setores passem a produzir segundo esses princípios. Segundo ele, não adianta cobrar que a indústrias e os consumidores protejam o meio-ambiente por motivos éticos. É preciso tornar essa ideia atraente – e lucrativa.

Há anos, ambientalistas do mundo inteiro dizem que devemos reduzir o consumo de recursos não renováveis, reciclar nosso lixo, ser mais sustentáveis. O senhor defende que eles estão equivocados. Por quê?
Michael Braungart –
 Eu acho que o conceito tradicional de sustentabilidade foi ótimo. Quando é inverno e noite na Suécia, os suecos precisam encontrar uma maneira de se aquecer, para sobreviver ao tempo frio. A ideia de sustentabilidade nos permitiu isso. Ajudou-nos a pensar soluções importantes para necessidades urgentes. Mas não é assim que a natureza funciona. A natureza não pensa em termos de minimizar danos ou adotar soluções provisórias. Os defensores da sustentabilidade tradicional afirmam que nós devemos diminuir nossa pegada ambiental. Que precisamos controlar a intensidade com que usamos os recursos naturais. Defendo uma ideia diferente: em lugar de não fazer mal, por que não fazemos bem ao meio ambiente?
 O senhor já chegou a dizer que o conceito de sustentabilidade é entediante.
Braungart –
 Isso é verdade. Primeiro porque inovação de verdade não é algo sustentável. Minha mãe era a mais velha em uma família de 11 irmãos. Por anos, ela lavou a roupa suja da família inteira em um riacho perto de casa. Quando os pais dela finalmente conseguiram comprar uma máquina de lavar, ela nunca mais voltou ao riacho. Inovação de verdade muda a forma como vivemos e gera impactos. E o conceito de sustentabilidade não considera isso da forma como deveria. O conceito de sustentabilidade, na verdade, é bastante ruim. Defende que devemos atender às necessidades das gerações presentes sem comprometer os recursos que serão usados pelas gerações futuras. Isso é triste. O desejo de um pai jamais será “não comprometer o futuro” de seus filhos. Os pais querem ser benéficos para o futuro de seus filhos. Sustentabilidade foi um conceito interessante para entendermos os problemas com os quais temos de lidar. Mas é um conceito ultrapassado. Nós precisamos começar a pensar em qual deverá ser a cara do futuro. E a ideia de sustentabilidade não nos permite isso. Ela nos ensina a reduzir os males que causamos. E, claro, isso é entediante. Se eu perguntar como é seu relacionamento com seu namorado ou namorada, qual será sua resposta? “Ah, é um relacionamento sustentável.” Se for essa a resposta, eu vou sentir pena de vocês.

Qual a alternativa à ideia de sustentabilidade?
Braungart – 
Todos os bens que consumimos, os produtos que empregamos, devem ser planejados de modo que, ao se degradar, se tornem nutrientes. Nossos bens precisam ser reabsorvidos pela biosfera. É essa a ideia do design do berço ao berço. Por que não criamos edifícios que funcionem como árvores, capazes de oferecer suporte à vida? Edifícios que limpem o ar, que limpem a água, que causem efeitos positivos, em lugar de simplesmente ser neutros na emissão de carbono. As cidades querem neutralizar suas emissões de carbono, mas árvore nenhuma faz isso. Queremos ser menos eficientes que uma árvore? Uma árvore traz benefícios ao meio ambiente, ocupa uma função no ecossistema. Ela não é “menos ruim”. Meu raciocínio é diferente do ambientalismo tradicional porque enxergo os humanos como uma oportunidade para o planeta. E não como um fardo.

E nós já possuímos conhecimento e tecnologia suficientes para funcionar como oportunidades para o planeta? Para construir edifícios que funcionem como árvores, por exemplo?
Braungart – 
Temos. Mas nós ainda não construímos edifícios perfeitos. Em cada edifício que minha equipe e eu ajudamos a projetar, incluímos três ou cinco elementos que obedeçam aos princípios do design do berço ao berço. Porque não queremos adiar a execução desses projetos e queremos que as pessoas experimentem os benefícios que essas tecnologias já podem oferecer. O grande problema é que ainda há pouca variedade de materiais desse gênero no mercado. Você poderia construir uma casa, hoje, perfeitamente adaptada a esses princípios. Mas ela seria, muito provavelmente, chata. Seria feia. E não é isso que queremos. Criamos, na Universidade Técnica de Munique, um grupo em que arquitetos, engenheiros e construtores podem compartilhar os novos materiais que eles desenvolvem. A ideia é que essas soluções sejam compartilhadas e adotadas mais frequentemente.

Isso vale para todas as indústrias, para todos os setores econômicos?
Braungart –
 Esses princípios valem para todas as áreas. Para todos os bens que, quando consumidos e descartados, passam por mudanças químicas, físicas ou biológicas. Comida, sapatos, detergentes. Todas essas coisas precisam ser projetadas de modo a ser boas para a biosfera. Os materiais ainda não são pensados com esse objetivo. Nós investimos muito dinheiro, ao longo dos anos, tentando ser menos danosos para o meio ambiente. Agora, precisamos investir dinheiro em ser realmente bons.

As empresas estão interessadas em produzir de acordo com os princípios do design do berço ao berço?
Braungart –
 Eu não esperava que a adoção desses princípios fosse rápida, que ocorresse ainda durante meu tempo de vida. Mudanças de mentalidade levam tempo para acontecer. Mas há um fator acelerando esse processo. As gerações mais jovens, daquelas pessoas com algo entre 18 e 23 anos – e que os críticos chamam de “geração dos selfies” –, se preocupam com a imagem que suas escolhas comunicam. Elas se preocupam com aquilo que consomem. Para essas pessoas, dinheiro não é tão importante quanto reconhecimento. E elas querem ter orgulho das coisas que consomem.

 Se os consumidores estão dispostos a valorizar essas inovações, o que falta para as empresas fazer o mesmo?
Braungart –
 Precisamos oferecer alternativas tecnológicas belas e eficientes, que façam bem aos ecossistemas, para que as empresas e os consumidores se interessem por elas. Não adianta pedir que as pessoas protejam o meio ambiente por questões éticas. Quando você constrói uma sociedade ao redor de conceitos éticos, sempre surgem desvios. As pessoas que querem ser éticas, quando postas sob pressão, quando querem ganhar dinheiro, acabam traindo seus ideais. O mesmo vale para o setor ambiental. Por isso, precisamos criar produtos que tragam benefícios para a biosfera e que sejam, ao mesmo tempo, lucrativos para as empresas.

Há empresas que fazem isso de maneira bem-sucedida?
Braungart –
 Há empresas que fabricam carpetes que limpam o ar. É o caso de uma companhia chamada Desso. Ela é extremamente lucrativa e consegue isso ao vender carpetes que absorvem toxinas e poeira.

 Como o senhor trabalha para promover essa ideia?
Braungart –
 Minha principal ocupação é como professor. Dou aulas em uma escola de administração, focada em gestão. Para os princípios que eu defendo serem aplicados, é preciso que eles façam sentido do ponto de vista dos negócios. Do contrário, serão somente ideias bonitas, mas nunca aplicadas. Nesse aspecto, meu trabalho tem sido bem-sucedido. De outro lado, além de convencer as empresas de que essas estratégias fazem sentido, ainda temos de lidar com uma série de questões técnicas. Por exemplo, ainda usamos muito PVC nas construções. É preciso descobrir substitutos viáveis e que não causem danos aos ecossistemas. Por isso, fundei a Epea em 1987. Fiz isso porque entendi que era importante protestarmos em favor do meio ambiente, mas que também era importante encontrar alternativas tecnológicas para resolver os problemas. Descobrimos, por exemplo, que é possível usar oxigênio em lugar de cloro para branquear o papel. Precisamos jogar nesses dois campos. Fazer pesquisa na universidade e também nos assegurarmos de que as empresas têm os recursos para fazer as mudanças técnicas necessárias.

Os governos podem ajudar nesse processo?
Braungart – 
Podem. Os governos podem, por exemplo, fazer compras que estimulem a produção desses artigos. Se o governo brasileiro disser que, até 2020, não vai comprar produtos feitos de papel não compostável, ele vai causar uma reestruturação completa da indústria.

Como o manejo de árvores usado em mobiliário pode fortalecer o ecossistema.

capa blog - origem controlada

 

 

É impossível falar de sustentabilidade no mobiliário e não pensar no uso de madeiras certificadas oriundas de um manejo de baixo impacto. Quando feita de maneira controlada, essa ação ajuda a fortalecer o ecossistema do local. Na última edição da feira Greenbuilding, agumas perguntas foram esclarecidas por Patrick Reydams, gestor de operações da Amata, empresa que faz a ponte entre a floresta e o mercado.

Atitude - origem controlada (Foto: Divulgação)

utiliza esse sistema de rastreamento de espécies?
Todas as operações florestais da Amata são certificadas pelo FSC desde 2011. Essa é uma forma de garantir à sociedade que a madeira tem procedência legal e que utilizamos as melhores técnicas no manejo florestal. Desenvolvemos uma plataforma na qual é possível visualizar a localização das árvores que geraram cada produto. Ao nosso ver, a maneira para combater a “madeira ilegal” é sensibilizar os consumidores em relação aos benefícios sociais e ambientais da “madeira legal” e oferecer alternativas a preços competitivos.

No Brasil, quais são as madeiras tidas como “preferência nacional” entre as marcas de mobiliário?
As mais utilizadas são freijó, jequitibá, cumaru e sucupira, mas esse foco nas madeiras mais conhecidas favorece a oferta de madeira ilegal e causa desequilíbrio na estrutura da floresta. Nós disponibilizamos 22 espécies nativas provenientes de manejo florestal e mais três espécies oriundas de plantios. Queremos mostrar essa variedade ao mercado, ampliando as possibilidades de criação dos designers e arquitetos.

fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/

DECORAÇÃO COM PREVENÇÃO! ;)

capa blog - decoração e prevenção

Nosso verão está à todo vapor!

Mas além da temporada está propícia à praia, sol, piscina e aquela pancada de chuva refrescante dos fins de tarde, também é uma época pra atenção redobrada com focos de proliferação do mosquito da dengue!

Então a gente vai te dar umas ideias para dar um destino à aquele pneu velho ou aquela garrafa que pode estar juntando uma águinha parada lá no fundo do quintal!

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Pneus não mais utilizados podem ser excelentes xaxins! Você pode pintar e aplicar uma sustentação como base para terra, ou mesmo empilhar e utiliza-los apenas como demarcador de canteiro.

A terra na base não deixa a água acumular e a borracha mantem a terra úmida por mais tempo!

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Utilizando esses materiais  você pode deixar seu lar com mais harmonia, cores e espaço e eu entulho se torna peças práticas e funcionais!

 

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Que tal sua horta com um charme especial, podendo ser movido para qualquer parte da sua casa?

Na hora de substituir a parte hidráulica ou qualquer conserto de encanamento, os canos, juntas e aparas podem se tornar um material de construção jogado num cantinho pronto para empoçar na próxima chuva!

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Mas com um pouco de criatividade, os canos podem se transformar um base para um hortinha portátil!

Você elimina seu entulho e ainda transforma aquele cantinho num lugar de cultivo de temperos, cheio de vida e beleza!

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Garrafas são sempre um perigo iminente!

Além da dificuldade de armazenamento , elas tem esse característica de reuso que nos faz adiar se ciclo de descarte!

Mas com algumas plataformas, podemos criar prateleiras divertidas e versáteis.

 

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Prática e incrivelmente sustentável!

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Nossa clássica garrafa pet também tem vez na nossa onda de reaproveitamento!

A gente já deu inúmeras dicas de reciclagem dessa danada, mas que tal colocar essas mãozinhas na tinta?

Trabalhos manuais ajudam na cognição, no combate ao estresse e dão um toque mais humano ao ambiente!

Use sua criatividade, dê asas á imaginação!

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Detergente caseiro, econômico e sustentável

Saiba como fabricar sabão líquido para substituir o detergente comum

O detergente é um dos produtos de limpeza mais consumidos no nosso dia a dia. Mas o que muita gente não sabe é que os agentes químicos de sua composição, alguns deles derivados de petróleo, podem ser prejudiciais ao meio ambiente, sobretudo quando despejados em redes de esgoto que não possuem o tratamento adequado.

Mas há um modo de evitar o uso dos detergentes industrializados e obter um ótimo efeito limpante: basta fazer o seu próprio detergente caseiro! Confira, no vídeo acima, do Portal eCycle no YouTube, como produzi-lo. Se curtir, inscreva-se no canal. Abaixo, confira as informações presentes no vídeo e entenda como os ingredientes da fórmula conseguem ser eficientes.

Ingredientes:

  • 1 tablete de sabão feito com óleo de cozinha usado (200 g)
  • 3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio (42 g) – veja aqui onde comprar;
  • 3 litros de água;
  • Álcool etílico hidratado (50 ml);
  • Óleo essencial de sua preferência (10 ml).

Materiais

  • 1 panela grande;
  • 1 ralador;
  • Recipientes para armazenamento.

Modo de preparo

Rale as 200 gramas do sabão. Em seguida, esquente os três litros de água na panela e adicione as raspas. Quando elas se dissolverem, adicione, na seguinte ordem, os 50 ml de álcool, as três colheres de sopa de bicarbonato de sódio e os 10 ml do óleo essencial (você pode produzir sua própria  essência, saiba como aqui). Misture bem por cinco minutos, deixando descansar por uma hora. Pegue recipientes limpos, de preferência com tampa dosadora (como na imagem do início da matéria), e divida o sabão entre eles.

Pronto! O seu detergente caseiro está feito! Agora você pode lavar suas louças impactando menos o meio ambiente.

Em comparação com o detergente comum, o modelo caseiro fica bem menos homogeneizado, ou seja, há uma parte mais líquida e outra parte mais viscosa dentro do recipiente. Mas fique tranquilo, pois isso não significa que ele “deu errado” ou que não conseguirá efetuar a limpeza. Basta agitar o frasco antes de usá-lo.

Poder de limpeza

E por que a mistura dos ingredientes citados consegue se transformar em um bom produto limpante? O sabão em pedra possui a propriedade de quebrar moléculas de gordura (veja mais aqui) e o bicarbonato de sódio consegue adsorver odores, fazendo com que as moléculas responsáveis pelos aromas fiquem retidas nas superfícies dos grãos de bicarbonato. Esses grãos também são abrasivos, proporcionando atrito e consequente ação limpante para remover sujeira – a limpeza é mecânica e substitui a limpeza química dos detergentes industriais, produzidos principalmente a partir de sais de ácido sulfônico (ou seja, utilizando derivados de enxofre para tal, sendo estes mais agressivos). Portanto, usando o detergente caseiro, é necessário que você esfregue mais os utensílios sujos para que eles sejam devidamente limpos.

A questão da água

A eficiência de qualquer sabão depende também da natureza química da água, que pode ter variação na composição dos seus minerais. Há regiões em que a água apresenta excesso de magnésio e de cálcio(também chamada de água dura), o que dificulta a ação de limpeza dos sabões comuns. Por isso, a indústria adiciona sequestrantes a essa fórmula, que removem esses minerais em excesso e permitem que o sabão possa agir sobre a gordura. Dessa forma, os sabões /detergentes caseiros podem ser menos eficientes em alguns casos, dependendo das características das águas utilizadas na lavagem da louça.

Como ocorre com qualquer produto de limpeza, mantenha o conteúdo longe do alcance de crianças. Após realizar o procedimento, diga nos comentários como está sendo sua experiência com o detergente caseiro!

O futuro da moda irá unir tecnologia e sustentabilidade!

Na moda de hoje estão as pistas para entender o que deve acontecer nos próximos anos.

 

Os trajes minimalistas e com referências ao cosmo eram uma mistura do desejo por um design simplificado, muito marcante na época e sinônimo de modernidade, e das possibilidades e novas fronteiras trazidas pelas grandes potências mundiais e sua corrida pela conquista do espaço. As viagens tripuladas e a chegada do homem à Lua, cercada de euforia e espanto, abriram o caminho para uma onda de interesse não só pelo caminho das estrelas mas também pela cara que a sociedade teria quando morássemos em cidades ultratecnológicas.

O minimalismo e o futurismo sessentistas, aliás, continuam sendo em grande parte nossa referência estética de futuro. Da saga Star Wars ao 2001 de Kubrick, chegando ao hype da série Black Mirror, tudo explora o contraste de branco e preto, linhas simples, tons pastel e poucos enfeites. Nas produções de cinema e TV, o visual minimal clássico de certa maneira aponta para um mundo com recursos, mesmo que em guerra permanente ou eticamente falido. No comentadíssimo episódio de estreia da terceira temporada de BM, Bryce Dallas Howard interpreta uma neurótica em busca de popularidade num mundo em que o status social das pessoas, e suas conquistas, é totalmente determinado pelas notas que elas recebem numa rede social opressora, que conecta absolutamente todas as pessoas. Perversos, frustrados e doentios, os personagens usam roupas claras, impecáveis e de cortes limpos, assim como no 1984 de Orwell. São diferentes visões de uma espécie de uniforme.

 

O FIM DO MUNDO COMO O CONHECEMOS

Até mesmo em O Planeta dos Macacos original, de 1968, o figurino segue a linha minimal para os líderes e maltrapilho para os escravos. Os humanos não estão mais no poder, mas os símios assumiram o posto e podem se dar uma série de luxos, inclusive o de preferir roupas sofisticadas e elegantes.

A evolução dessa ideia nos leva às visões mais catastróficas do futuro. De novo graças ao cinema, outra linguagem visual começa a tomar conta dos olhares mais atentos. Com os anos 1970 avançando, as grandes utopias desmoronando e o cidadão comum passando a se dar conta e ser informado sobre questões ligadas à natureza, a percepção de que o futuro poderia ser um grande deserto passou a figurar entre as mais fortes imagens relacionadas a esse tópico.

Filmes como Mad Max ajudaram a moldar o look fashionista do caos, com seus modelos rasgados, desabados ou então com volumes desproporcionais endurecidos e estranhos. Não por acaso, algo semelhante ocorria na moda. As escolas japonista e belga de design têm ligação direta com esse tipo de estética, da assimetria, do estranhamento e da dificuldade de comunicação.

Rei Kawakubo, Ann Demeleumeester, Yohji Yamamoto, Martin Margiela e tantos outros ajudaram a consolidar essa imagem futurista, que, mesmo diferente e focada no estudo do desencontro, da impossibilidade, também é minimalista à sua maneira. É um minimalismo teatral, dramático, exagerado. Para ser mais exata, é paradoxalmente um minimalismo maximalista, um minimalismo levado às últimas consequências. De certa forma, ele reflete perfeitamente um cenário extremo, em que a tragédia é imensa e cada recurso restante tem de ser usado até o seu limite. Tanto literalmente (falta de água, superaquecimento etc.) quanto metaforicamente, no sentido de valores humanos que precisam ser resgatados e destacados.

ALGORITMO FASHION

Foi graças a belgas e japoneses que a moda deu um grande salto no escuro de um futuro abismal, que ela foi além das gerações anteriores e olhou mais de frente questões como a morte, a inteligência artificial e o X-corpo, o corpo mutante. Essa revolução tem um nome: Alexander McQueen.

O mais brilhante dos pessimistas e sua mítica Atlântida de Platão, primeiro desfile da história transmitido ao vivo e que teve como imagem mais forte os impossíveis sapatos Armadillo, feitos para pés não humanos, ou para a musa mama-monster da coleção, lady Gaga. Antes disso, o designer britânico já havia questionado em desfiles que podem ser chamados de obras de arte os limites da sanidade, da vaidade, da carne e da presença. O holograma de Kate Moss mostrado na coleção inverno 2006/07, as roupas pintadas por máquinas durante o show da primavera 1999, as mulheres plastificadas até a deformação no inverno 2009 – a lista de ousadias do designer é longa e oferece uma leitura riquíssima.

McQueen tem momentos minimal. Porém é, em geral, máxi. Muitos detalhes, recursos, bordados e texturas compõem a narrativa de suas roupas e apresentações. É um futuro em que o mundo não foi devastado nem deu muito certo, de grandes inovações e atrasos monumentais. É um futuro sempre próximo, mapeado de perto e, por isso, sempre parecido com o presente, embora com gadgets e tecnologia mais avançados e com roupas cada vez mais luxuosas.

Com a morte de McQueen, iconicamente enforcado em seu guarda-roupa, a moda entrou numa fase de códigos cada vez mais complicados e difusos. Talvez ele tenha ido longe demais como hacker de trends, e o sistema fashion, sentindo- -se muito exposto, tenha encontrado sua defesa se escondendo numa espécie de algoritmo complexo.

É claro que sempre podemos falar de Iris Van Herpen e de Hussein Chalayan, com suas técnicas extraordinárias, seu domínio da wearable technology, sua sofisticação em termos do que as novidades criadas pelo homem estão mudando em nossa maneira de vestir. Mas eles estão bem longe de ser os estilistas mais influentes de nosso tempo. E isso já dá uma pista de que eles não estão, de fato, captando e dando forma ao lado mais humano de nossa atual visão de futuro. No fundo é um pouco como olhar para as estrelas: a luz que se enxerga nelas é na verdade um reflexo do passado, vem de estrelas mortas há milhares e milhares de anos.

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Há mais novidade, por exemplo, na roupa antiguinha de Alessandro Michele para a Gucci. Ela diz mais sobre o futuro segundo o que pensam os millenials, por exemplo. Um futurismo nostálgico, que só vê vantagem em retomar as glórias de um passado aristocrata, como se os “antigos valores” fossem restaurar a fé no mundo. O futuro do pretérito, novos castelos de uma geração de princesinhas e príncipes moderninhos, fascinados pela herança (inclusive fashion) da vovó.

Não à toa, essa é a moda mais desejada do período em que o mundo alcançou seu patamar mais alto de concentração de renda nas mãos de menos de 1% da população mundial.

De outro lado, mas no mesmo barco, o mundo da não-ostentação caríssima de Demna Gvasalia e sua galera completa o quadro. Quanto mais rua, melhor, desde que com itens com preço de alto luxo. Não é um pauperismo como o proposto pela escola japonista, mas um “vidalokismo” de butique, na vibe de quando a cena punk chegou às passarelas. “No future for you”, diziam os Sex Pistols. Mas enquanto Sid Vicious morria de overdose, pouco tempo depois, Johnny Rotten virava um esquisitinho cool com o seu novo grupo, o PIL (sigla de Public Image Ltd.). Sintomaticamente, quando isso aconteceu, ele se livrou das tachas e dos alfinetes e recorreu a um look meio minimal desconstruído.

 

DAQUI PARA A FRENTE

Os millenials aos poucos ficam para trás e as gerações Z e A entram em cena. De seu gosto pela vida do dia a dia, pela rotina mais comum vista via InstaStories e Snapchat, começam a sair os novos códigos. E eles são cada vez mais nichados e específicos.

A programação do novo futuro fashion tem a ver com a tecnologia, mas não para nas novidades dos laboratórios. Ela está focada na diversidade e na recriação dos afetos, em como as pessoas vão se reaproximar fisicamente através do virtual, em como evitar extremos e encontrar algo que, apesar de único e baseado na experiência individual, também seja dotado de espírito coletivo. Todo o papo sobre diversidade e inclusão será colocado à prova e terá de mostrar sua verdade, muito além do marketing.

O look esportivo sai na frente nessa onda porque há tempos conversa com o sem gênero e com o design mais acessível e com personalidade. As novidades devem vir de novas injeções de criatividade sobre esses conceitos. A nova moda será a do avanço de robôs, mas também a da reconstrução do humano. O novo grande fashion designer dessa moda ainda está por vir. Talvez seja um coletivo ou milhões de indivíduos sem um nome nos letreiros (uma grife com coleções ultrapersonalizadas, com lançamentos “assinados” à distância por seus consumidores, por exemplo).

No final, o que interessa é se a nova onda da moda vai mais uma vez adaptar as roupas às regras sociais do status ou se, como em raros momentos, finalmente trabalhará, longe do oba-oba e da correria que não sai do lugar, por uma mudança genuína.