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15 mulheres negras que fizeram história no último século

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Seja no ramo das artes, como ativistas ou pioneiras em alguma área, elas deixaram seu legado de luta e superação.

 

Viola Davis
Não é de hoje que a atriz emociona a todos com seus discursos ao falar que a única coisa de que os negros precisam é oportunidade. Além de cativante, ela não cansa de mostrar seu trabalho na TV e nos cinemas. E o talento é cada dia mais reconhecido: este ano, Viola Davis se tornou a primeira negra a receber três indicações ao Oscar, devido a suas atuações em “Histórias Cruzadas”, “Dúvida” e “Um Limite Entre Nós” – que lhe garantiu a estatueta.

Viola Davis em Um Limite Entre Nós e quando ganhou o Oscar pelo papel (Foto:  Divulgação Paramount | REUTERS/Lucas Jackson)
Viola Davis em Um Limite Entre Nós e quando ganhou o Oscar pelo papel (Foto: Divulgação Paramount | REUTERS/Lucas Jackson)

 

Simone Biles
Nem pense em comparar a nova rainha da ginástica com outro medalhista olímpico! Durante a Olimpíada do Rio – onde se consagrou como a maior campeã da história da ginástica – Biles foi direta ao falar de suas conquistas: “Eu não sou o próximo Usain Bolt ou Michael Phelps. Sou a primeira Simone Biles“. Com apenas 19 anos a jovem já foi premiada com 14 medalhas olímpicas em três edições dos Jogos.

Simone Biles durante a Olimpíada do Rio (Foto: Reprodução TV Globo)
Simone Biles durante a Olimpíada do Rio (Foto: Reprodução TV Globo)

 

Janelle Commissiong
Em 1977, após 25 anos de existência, o Miss Universo deu a coroa a uma negra. E não, ela não era americana. Janelle Commissiong nasceu em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1953. O título que mudou a sua vida veio quando a jovem tinha 24 anos e emocionou pessoas ao redor do mundo.

Janelle Commissiong  (Foto: Reprodução/Instagram | Reprodução/ YouTube)
Janelle Commissiong (Foto: Reprodução/Instagram | Reprodução/ YouTube)

 

Ruby Bridges
Imagine ter que passar por vaias, protestos e ameaças toda vez que fosse para a escola. Ruby Bridges teve que enfrentar isso em 1960, aos seis anos de idade. O motivo? Era a primeira criança negra a estudar em um colégio de brancos em Louisiana, no sul dos Estados Unidos. Somente uma professora aceitou dar aulas para a menina, que durante um ano inteiro teve que estudar em uma sala sozinha. Mesmo com pouca idade ela se tornou um ícone dos direitos civis, e quando cresceu virou ativista, lutando por um país mais igualitário. Sua história foi retratada no filme “Ruby Bridges – Uma Menina luta por seus Direitos”, de 1998.

Ruby Bridges retratada na pintura de Norman Rockwell e hoje (Foto: Norman Rockwell/ Reprodução/Instagram | Agência Getty Images)
Ruby Bridges retratada na pintura de Norman Rockwell e hoje (Foto: Norman Rockwell/ Reprodução/Instagram | Agência Getty Images)

 

Hattie McDaniel
Foi a primeira negra a ir a uma premiação do Oscar como convidada, o que já causou certa dificuldade na época, pois o local onde o evento era realizado não permitia a entrada de negros. Isso porque ela tinha participado de “E O Vento Levou”, filme que havia sido um grande sucesso de bilheteria e acabou entrando para a história! Embora estivesse com medo da ascensão da Ku Klux Klan (organização racista que aterrorizava os Estados Unidos na época), Hattie não só prestigiou o evento como acabou levando a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante para casa, se tornando a primeira negra a receber o prêmio. Hoje, seu nome está na calçada da fama.

Hattie Mcdaniel em "...E O Vento Levou" com Vivien Leigh e quando ganhou o Oscar (Foto: Agência Getty Images)
Hattie Mcdaniel em “…E O Vento Levou” com Vivien Leigh e quando ganhou o Oscar (Foto: Agência Getty Images)

 

Mae Jemison
Engenheira, médica e… astronauta! Mas a NASA foi apenas o mecanismo que a permitiu se tornar a primeira negra a ir para o espaço. Além de fazer história, Mae ainda recebeu nove prêmios honoris causa e ainda participou de um episódio de “Star Trek: The Next Generation”!

Mae Jemison (Foto: Divulgação/ NASA | Agência Getty Images)
Mae Jemison (Foto: Divulgação/ NASA | Agência Getty Images)

 

Bessie Coleman
Se hoje ainda vemos poucas mulheres pilotas imagina o que foi para uma negra conquistar a licença de aviadora em 1922! A americana teve que se mudar para a França para alcançar o seu sonho, já que enfrentava muito racismo em sua terra natal. Hoje, é considerada uma pioneira no ramo da aviação.

Bessie Coleman (Foto: Agência Getty Images)
Bessie Coleman (Foto: Agência Getty Images)

 

Josephine Baker
E vedete pode entrar na lista? Pode sim, senhor! Freda Josephine McDonald foi uma dançarina e cantora negra considerada uma das maiores celebridades de seu tempo. Após fazer grande sucesso na Broadway, ela se mudou para a França, onde se tornou uma das artistas mais bem pagas da Europa. Além disso, foi uma grande ativista em prol dos direitos dos negros.

Josephine Baker (Foto: Agência Getty Images)
Josephine Baker (Foto: Agência Getty Images)

 

Nhá Chica
Você conhece Nhá Chica? Não? Pois saiba que ela foi a primeira negra a receber o título de beata pela Igreja Católica no Brasil. Filha de escravos, ela era analfabeta, o que a impedia de ler a Bíblia, mas não de fazer a caridade. A beatificação veio após o Vaticano atribuir a cura da doença de uma mulher à oração feita à Nhá Chica.

Nhá Chica (Foto: Reprodução/TV Globo)
Nhá Chica (Foto: Reprodução/TV Globo)

 

Aretha Franklin
A Rainha do soul é umas das cantoras a conquistar mais prêmios Grammy na história, com 18 no total. Além disso, foi a primeira artista mulher a ser incluída no Hall da Fama do Rock and Roll. Ela também já foi considerada a maior cantora de todos os tempos e a nona maior artista de músicada história pela revista Rolling Stone.

Aretha Franklin (Foto: Reuters)
Aretha Franklin (Foto: Reuters)

 

Rosa Parks
Se tornou um símbolo dos direitos civis no EUA após se recusar a ceder seu lugar a um branco no ônibus, algo impensável na época. Embora tenha sido presa por essa “ousadia”, sua atitude estimulou um boicote na cidade e pressionou o Estado a acabar com leis segregatícias.

Rosa Parks  (Foto: Agência Getty Images)
Rosa Parks (Foto: Agência Getty Images)

 

Ellen Johnson Sirleaf
Nascida na Libéria, Ellen completou seus estudos nos Estados Unidos, onde chegou a fazer mestrado em Administração Pública na Universidade de Harvard. Após voltar para o seu país, começou a trabalhar no ramo da política. Além de ser exilada, chegou a receber a pena de dez anos de prisão por se posicionar contra o governo da Libéria. Nada disso a impediu de, em 2006, se tornar a primeira mulher presidente de um país africano e a primeira negra a ocupar o cargo no mundo.

Ellen Johnson Sirleaf (Foto: Agência Getty Images)
Ellen Johnson Sirleaf (Foto: Agência Getty Images)

 

Whitney Houston
A cantora pode até ter tido um fim trágico, mas ninguém pode negar a sua importância no ramo musical. Whitney Houston é a artista feminina mais premiada de todos os tempos, o que inclui dois Emmys, sete Grammys, 31 Billboard Music Awards e 22 American Music Awards. Se você acha muito saiba que ao longo da vida ela recebeu 425 prêmios. Além disso, é detentora do 4º disco mais vendido do mundo, o “The Bodyguard”.

Whitney Houston (Foto: Getty Images)
Whitney Houston (Foto: Getty Images)

 

Toni Morrison
Se escrever um livro não é uma tarefa fácil, imagine o que é ganhar um Nobel de Literatura. Toni Morrison foi a primeira negra a ser agraciada com o prêmio pela obra “Amada”, publicada em 1987. O livro, que também ganhou um Pulitzer, conta a história de uma ex-escrava que foge com os filhos da fazenda onde trabalhava após a abolição da escravatura nos EUA.

Toni Morrison (Foto: Agência Getty Images)
Toni Morrison (Foto: Agência Getty Images)

 

Beyoncé
É claro que Beyoncé não poderia ficar de fora! Além de ser a segunda mulher com mais Grammys, ficando atrás apenas da violinista Alison Krauss, ela foi a primeira mulher a ter 12 ou mais faixas de um mesmo disco simultaneamente entre as 100 mais tocadas dos EUA. E é claro que estamos falando de “Lemonade”. Como se isso não fosse pouco ela ainda é a artista negra mais bem paga de todos os tempos.

Beyoncé ao ganhar dois Grammys (Foto: Robyn BECK  AFP)
Beyoncé ao ganhar dois Grammys (Foto: Robyn BECK AFP)

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