Mr. Fly l Moda Sustentável - peças ecológicas e conteúdo consciente

“Sustentabilidade é um conceito ultrapassado”

Michael Braungart, o químico alemão que defende que, em lugar de gerar menos danos ambientais, devemos trazer benefícios para a natureza

O químico alemão Michael Braungart, professor da Universidade Técnica de Munique, acha perda de tempo pensar sobre o lixo que produzimos. Mais inteligente, defende, é não produzir. Braungart e o colega William McDonough ficaram famosos na década de 1980 ao criticar a maneira como as sociedades fabricam, consomem e descartam bens. Para eles, os objetos que criamos por meio do processo industrial precisam ser planejados de modo a não gerar resíduos. Uma vez descartados, seus elementos devem retornar à cadeia produtiva, ou se degradar naturalmente sem liberar substancias tóxicas. Essa forma de pensar recebeu o nome de “design do berço ao berço”, e lançou as bases teóricas da economia circular. Nela, os resíduos gerados por uma indústria são transformados em matéria-prima para outras.
O tempo colaborou com a disseminação das ideias de Braungart. Elas conquistaram o apreço de nomes de peso, como o cineasta Steven Spilberg e o ex-presidente americano Bill Clinton. E Braungart se tornou um pensador mais radical, capaz de criticar premissas básicas do ambientalismo: “Sustentabilidade é um conceito ultrapassado”, diz ele numa entrevista que deu à ÉPOCA.

Transcrevemos aqui os trechos mais relevantes ao meio embiente e ao impacto dos resíduos na nossa cultura social.

Segundo ele, falta ambição à ideia de reduzir o impacto das atividades humanas. Em lugar de poluir menos e poupar recursos naturais – ideias centrais do conceito de sustentabilidade –, os artigos que produzimos deveriam fazer bem ao meio ambiente, e retornar à biosfera na forma de nutrientes. “Nós investimos muito dinheiro, ao longo dos anos, tentando ser menos danosos para o meio ambiente. Agora, precisamos investir dinheiro em ser realmente bons”, afirma. Em 1987, Braungart criou um instituto – o Epea – que pesquisa soluções técnicas e presta consultoria para que empresas de diversos setores passem a produzir segundo esses princípios. Segundo ele, não adianta cobrar que a indústrias e os consumidores protejam o meio-ambiente por motivos éticos. É preciso tornar essa ideia atraente – e lucrativa.

Há anos, ambientalistas do mundo inteiro dizem que devemos reduzir o consumo de recursos não renováveis, reciclar nosso lixo, ser mais sustentáveis. O senhor defende que eles estão equivocados. Por quê?
Michael Braungart –
 Eu acho que o conceito tradicional de sustentabilidade foi ótimo. Quando é inverno e noite na Suécia, os suecos precisam encontrar uma maneira de se aquecer, para sobreviver ao tempo frio. A ideia de sustentabilidade nos permitiu isso. Ajudou-nos a pensar soluções importantes para necessidades urgentes. Mas não é assim que a natureza funciona. A natureza não pensa em termos de minimizar danos ou adotar soluções provisórias. Os defensores da sustentabilidade tradicional afirmam que nós devemos diminuir nossa pegada ambiental. Que precisamos controlar a intensidade com que usamos os recursos naturais. Defendo uma ideia diferente: em lugar de não fazer mal, por que não fazemos bem ao meio ambiente?
 O senhor já chegou a dizer que o conceito de sustentabilidade é entediante.
Braungart –
 Isso é verdade. Primeiro porque inovação de verdade não é algo sustentável. Minha mãe era a mais velha em uma família de 11 irmãos. Por anos, ela lavou a roupa suja da família inteira em um riacho perto de casa. Quando os pais dela finalmente conseguiram comprar uma máquina de lavar, ela nunca mais voltou ao riacho. Inovação de verdade muda a forma como vivemos e gera impactos. E o conceito de sustentabilidade não considera isso da forma como deveria. O conceito de sustentabilidade, na verdade, é bastante ruim. Defende que devemos atender às necessidades das gerações presentes sem comprometer os recursos que serão usados pelas gerações futuras. Isso é triste. O desejo de um pai jamais será “não comprometer o futuro” de seus filhos. Os pais querem ser benéficos para o futuro de seus filhos. Sustentabilidade foi um conceito interessante para entendermos os problemas com os quais temos de lidar. Mas é um conceito ultrapassado. Nós precisamos começar a pensar em qual deverá ser a cara do futuro. E a ideia de sustentabilidade não nos permite isso. Ela nos ensina a reduzir os males que causamos. E, claro, isso é entediante. Se eu perguntar como é seu relacionamento com seu namorado ou namorada, qual será sua resposta? “Ah, é um relacionamento sustentável.” Se for essa a resposta, eu vou sentir pena de vocês.

Qual a alternativa à ideia de sustentabilidade?
Braungart – 
Todos os bens que consumimos, os produtos que empregamos, devem ser planejados de modo que, ao se degradar, se tornem nutrientes. Nossos bens precisam ser reabsorvidos pela biosfera. É essa a ideia do design do berço ao berço. Por que não criamos edifícios que funcionem como árvores, capazes de oferecer suporte à vida? Edifícios que limpem o ar, que limpem a água, que causem efeitos positivos, em lugar de simplesmente ser neutros na emissão de carbono. As cidades querem neutralizar suas emissões de carbono, mas árvore nenhuma faz isso. Queremos ser menos eficientes que uma árvore? Uma árvore traz benefícios ao meio ambiente, ocupa uma função no ecossistema. Ela não é “menos ruim”. Meu raciocínio é diferente do ambientalismo tradicional porque enxergo os humanos como uma oportunidade para o planeta. E não como um fardo.

E nós já possuímos conhecimento e tecnologia suficientes para funcionar como oportunidades para o planeta? Para construir edifícios que funcionem como árvores, por exemplo?
Braungart – 
Temos. Mas nós ainda não construímos edifícios perfeitos. Em cada edifício que minha equipe e eu ajudamos a projetar, incluímos três ou cinco elementos que obedeçam aos princípios do design do berço ao berço. Porque não queremos adiar a execução desses projetos e queremos que as pessoas experimentem os benefícios que essas tecnologias já podem oferecer. O grande problema é que ainda há pouca variedade de materiais desse gênero no mercado. Você poderia construir uma casa, hoje, perfeitamente adaptada a esses princípios. Mas ela seria, muito provavelmente, chata. Seria feia. E não é isso que queremos. Criamos, na Universidade Técnica de Munique, um grupo em que arquitetos, engenheiros e construtores podem compartilhar os novos materiais que eles desenvolvem. A ideia é que essas soluções sejam compartilhadas e adotadas mais frequentemente.

Isso vale para todas as indústrias, para todos os setores econômicos?
Braungart –
 Esses princípios valem para todas as áreas. Para todos os bens que, quando consumidos e descartados, passam por mudanças químicas, físicas ou biológicas. Comida, sapatos, detergentes. Todas essas coisas precisam ser projetadas de modo a ser boas para a biosfera. Os materiais ainda não são pensados com esse objetivo. Nós investimos muito dinheiro, ao longo dos anos, tentando ser menos danosos para o meio ambiente. Agora, precisamos investir dinheiro em ser realmente bons.

As empresas estão interessadas em produzir de acordo com os princípios do design do berço ao berço?
Braungart –
 Eu não esperava que a adoção desses princípios fosse rápida, que ocorresse ainda durante meu tempo de vida. Mudanças de mentalidade levam tempo para acontecer. Mas há um fator acelerando esse processo. As gerações mais jovens, daquelas pessoas com algo entre 18 e 23 anos – e que os críticos chamam de “geração dos selfies” –, se preocupam com a imagem que suas escolhas comunicam. Elas se preocupam com aquilo que consomem. Para essas pessoas, dinheiro não é tão importante quanto reconhecimento. E elas querem ter orgulho das coisas que consomem.

 Se os consumidores estão dispostos a valorizar essas inovações, o que falta para as empresas fazer o mesmo?
Braungart –
 Precisamos oferecer alternativas tecnológicas belas e eficientes, que façam bem aos ecossistemas, para que as empresas e os consumidores se interessem por elas. Não adianta pedir que as pessoas protejam o meio ambiente por questões éticas. Quando você constrói uma sociedade ao redor de conceitos éticos, sempre surgem desvios. As pessoas que querem ser éticas, quando postas sob pressão, quando querem ganhar dinheiro, acabam traindo seus ideais. O mesmo vale para o setor ambiental. Por isso, precisamos criar produtos que tragam benefícios para a biosfera e que sejam, ao mesmo tempo, lucrativos para as empresas.

Há empresas que fazem isso de maneira bem-sucedida?
Braungart –
 Há empresas que fabricam carpetes que limpam o ar. É o caso de uma companhia chamada Desso. Ela é extremamente lucrativa e consegue isso ao vender carpetes que absorvem toxinas e poeira.

 Como o senhor trabalha para promover essa ideia?
Braungart –
 Minha principal ocupação é como professor. Dou aulas em uma escola de administração, focada em gestão. Para os princípios que eu defendo serem aplicados, é preciso que eles façam sentido do ponto de vista dos negócios. Do contrário, serão somente ideias bonitas, mas nunca aplicadas. Nesse aspecto, meu trabalho tem sido bem-sucedido. De outro lado, além de convencer as empresas de que essas estratégias fazem sentido, ainda temos de lidar com uma série de questões técnicas. Por exemplo, ainda usamos muito PVC nas construções. É preciso descobrir substitutos viáveis e que não causem danos aos ecossistemas. Por isso, fundei a Epea em 1987. Fiz isso porque entendi que era importante protestarmos em favor do meio ambiente, mas que também era importante encontrar alternativas tecnológicas para resolver os problemas. Descobrimos, por exemplo, que é possível usar oxigênio em lugar de cloro para branquear o papel. Precisamos jogar nesses dois campos. Fazer pesquisa na universidade e também nos assegurarmos de que as empresas têm os recursos para fazer as mudanças técnicas necessárias.

Os governos podem ajudar nesse processo?
Braungart – 
Podem. Os governos podem, por exemplo, fazer compras que estimulem a produção desses artigos. Se o governo brasileiro disser que, até 2020, não vai comprar produtos feitos de papel não compostável, ele vai causar uma reestruturação completa da indústria.

Como o manejo de árvores usado em mobiliário pode fortalecer o ecossistema.

capa blog - origem controlada

 

 

É impossível falar de sustentabilidade no mobiliário e não pensar no uso de madeiras certificadas oriundas de um manejo de baixo impacto. Quando feita de maneira controlada, essa ação ajuda a fortalecer o ecossistema do local. Na última edição da feira Greenbuilding, agumas perguntas foram esclarecidas por Patrick Reydams, gestor de operações da Amata, empresa que faz a ponte entre a floresta e o mercado.

Atitude - origem controlada (Foto: Divulgação)

utiliza esse sistema de rastreamento de espécies?
Todas as operações florestais da Amata são certificadas pelo FSC desde 2011. Essa é uma forma de garantir à sociedade que a madeira tem procedência legal e que utilizamos as melhores técnicas no manejo florestal. Desenvolvemos uma plataforma na qual é possível visualizar a localização das árvores que geraram cada produto. Ao nosso ver, a maneira para combater a “madeira ilegal” é sensibilizar os consumidores em relação aos benefícios sociais e ambientais da “madeira legal” e oferecer alternativas a preços competitivos.

No Brasil, quais são as madeiras tidas como “preferência nacional” entre as marcas de mobiliário?
As mais utilizadas são freijó, jequitibá, cumaru e sucupira, mas esse foco nas madeiras mais conhecidas favorece a oferta de madeira ilegal e causa desequilíbrio na estrutura da floresta. Nós disponibilizamos 22 espécies nativas provenientes de manejo florestal e mais três espécies oriundas de plantios. Queremos mostrar essa variedade ao mercado, ampliando as possibilidades de criação dos designers e arquitetos.

fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/

DECORAÇÃO COM PREVENÇÃO! ;)

capa blog - decoração e prevenção

Nosso verão está à todo vapor!

Mas além da temporada está propícia à praia, sol, piscina e aquela pancada de chuva refrescante dos fins de tarde, também é uma época pra atenção redobrada com focos de proliferação do mosquito da dengue!

Então a gente vai te dar umas ideias para dar um destino à aquele pneu velho ou aquela garrafa que pode estar juntando uma águinha parada lá no fundo do quintal!

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Pneus não mais utilizados podem ser excelentes xaxins! Você pode pintar e aplicar uma sustentação como base para terra, ou mesmo empilhar e utiliza-los apenas como demarcador de canteiro.

A terra na base não deixa a água acumular e a borracha mantem a terra úmida por mais tempo!

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Utilizando esses materiais  você pode deixar seu lar com mais harmonia, cores e espaço e eu entulho se torna peças práticas e funcionais!

 

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Que tal sua horta com um charme especial, podendo ser movido para qualquer parte da sua casa?

Na hora de substituir a parte hidráulica ou qualquer conserto de encanamento, os canos, juntas e aparas podem se tornar um material de construção jogado num cantinho pronto para empoçar na próxima chuva!

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Mas com um pouco de criatividade, os canos podem se transformar um base para um hortinha portátil!

Você elimina seu entulho e ainda transforma aquele cantinho num lugar de cultivo de temperos, cheio de vida e beleza!

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Garrafas são sempre um perigo iminente!

Além da dificuldade de armazenamento , elas tem esse característica de reuso que nos faz adiar se ciclo de descarte!

Mas com algumas plataformas, podemos criar prateleiras divertidas e versáteis.

 

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Prática e incrivelmente sustentável!

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Nossa clássica garrafa pet também tem vez na nossa onda de reaproveitamento!

A gente já deu inúmeras dicas de reciclagem dessa danada, mas que tal colocar essas mãozinhas na tinta?

Trabalhos manuais ajudam na cognição, no combate ao estresse e dão um toque mais humano ao ambiente!

Use sua criatividade, dê asas á imaginação!

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Detergente caseiro, econômico e sustentável

Saiba como fabricar sabão líquido para substituir o detergente comum

O detergente é um dos produtos de limpeza mais consumidos no nosso dia a dia. Mas o que muita gente não sabe é que os agentes químicos de sua composição, alguns deles derivados de petróleo, podem ser prejudiciais ao meio ambiente, sobretudo quando despejados em redes de esgoto que não possuem o tratamento adequado.

Mas há um modo de evitar o uso dos detergentes industrializados e obter um ótimo efeito limpante: basta fazer o seu próprio detergente caseiro! Confira, no vídeo acima, do Portal eCycle no YouTube, como produzi-lo. Se curtir, inscreva-se no canal. Abaixo, confira as informações presentes no vídeo e entenda como os ingredientes da fórmula conseguem ser eficientes.

Ingredientes:

  • 1 tablete de sabão feito com óleo de cozinha usado (200 g)
  • 3 colheres de sopa de bicarbonato de sódio (42 g) – veja aqui onde comprar;
  • 3 litros de água;
  • Álcool etílico hidratado (50 ml);
  • Óleo essencial de sua preferência (10 ml).

Materiais

  • 1 panela grande;
  • 1 ralador;
  • Recipientes para armazenamento.

Modo de preparo

Rale as 200 gramas do sabão. Em seguida, esquente os três litros de água na panela e adicione as raspas. Quando elas se dissolverem, adicione, na seguinte ordem, os 50 ml de álcool, as três colheres de sopa de bicarbonato de sódio e os 10 ml do óleo essencial (você pode produzir sua própria  essência, saiba como aqui). Misture bem por cinco minutos, deixando descansar por uma hora. Pegue recipientes limpos, de preferência com tampa dosadora (como na imagem do início da matéria), e divida o sabão entre eles.

Pronto! O seu detergente caseiro está feito! Agora você pode lavar suas louças impactando menos o meio ambiente.

Em comparação com o detergente comum, o modelo caseiro fica bem menos homogeneizado, ou seja, há uma parte mais líquida e outra parte mais viscosa dentro do recipiente. Mas fique tranquilo, pois isso não significa que ele “deu errado” ou que não conseguirá efetuar a limpeza. Basta agitar o frasco antes de usá-lo.

Poder de limpeza

E por que a mistura dos ingredientes citados consegue se transformar em um bom produto limpante? O sabão em pedra possui a propriedade de quebrar moléculas de gordura (veja mais aqui) e o bicarbonato de sódio consegue adsorver odores, fazendo com que as moléculas responsáveis pelos aromas fiquem retidas nas superfícies dos grãos de bicarbonato. Esses grãos também são abrasivos, proporcionando atrito e consequente ação limpante para remover sujeira – a limpeza é mecânica e substitui a limpeza química dos detergentes industriais, produzidos principalmente a partir de sais de ácido sulfônico (ou seja, utilizando derivados de enxofre para tal, sendo estes mais agressivos). Portanto, usando o detergente caseiro, é necessário que você esfregue mais os utensílios sujos para que eles sejam devidamente limpos.

A questão da água

A eficiência de qualquer sabão depende também da natureza química da água, que pode ter variação na composição dos seus minerais. Há regiões em que a água apresenta excesso de magnésio e de cálcio(também chamada de água dura), o que dificulta a ação de limpeza dos sabões comuns. Por isso, a indústria adiciona sequestrantes a essa fórmula, que removem esses minerais em excesso e permitem que o sabão possa agir sobre a gordura. Dessa forma, os sabões /detergentes caseiros podem ser menos eficientes em alguns casos, dependendo das características das águas utilizadas na lavagem da louça.

Como ocorre com qualquer produto de limpeza, mantenha o conteúdo longe do alcance de crianças. Após realizar o procedimento, diga nos comentários como está sendo sua experiência com o detergente caseiro!

O futuro da moda irá unir tecnologia e sustentabilidade!

Na moda de hoje estão as pistas para entender o que deve acontecer nos próximos anos.

 

Os trajes minimalistas e com referências ao cosmo eram uma mistura do desejo por um design simplificado, muito marcante na época e sinônimo de modernidade, e das possibilidades e novas fronteiras trazidas pelas grandes potências mundiais e sua corrida pela conquista do espaço. As viagens tripuladas e a chegada do homem à Lua, cercada de euforia e espanto, abriram o caminho para uma onda de interesse não só pelo caminho das estrelas mas também pela cara que a sociedade teria quando morássemos em cidades ultratecnológicas.

O minimalismo e o futurismo sessentistas, aliás, continuam sendo em grande parte nossa referência estética de futuro. Da saga Star Wars ao 2001 de Kubrick, chegando ao hype da série Black Mirror, tudo explora o contraste de branco e preto, linhas simples, tons pastel e poucos enfeites. Nas produções de cinema e TV, o visual minimal clássico de certa maneira aponta para um mundo com recursos, mesmo que em guerra permanente ou eticamente falido. No comentadíssimo episódio de estreia da terceira temporada de BM, Bryce Dallas Howard interpreta uma neurótica em busca de popularidade num mundo em que o status social das pessoas, e suas conquistas, é totalmente determinado pelas notas que elas recebem numa rede social opressora, que conecta absolutamente todas as pessoas. Perversos, frustrados e doentios, os personagens usam roupas claras, impecáveis e de cortes limpos, assim como no 1984 de Orwell. São diferentes visões de uma espécie de uniforme.

 

O FIM DO MUNDO COMO O CONHECEMOS

Até mesmo em O Planeta dos Macacos original, de 1968, o figurino segue a linha minimal para os líderes e maltrapilho para os escravos. Os humanos não estão mais no poder, mas os símios assumiram o posto e podem se dar uma série de luxos, inclusive o de preferir roupas sofisticadas e elegantes.

A evolução dessa ideia nos leva às visões mais catastróficas do futuro. De novo graças ao cinema, outra linguagem visual começa a tomar conta dos olhares mais atentos. Com os anos 1970 avançando, as grandes utopias desmoronando e o cidadão comum passando a se dar conta e ser informado sobre questões ligadas à natureza, a percepção de que o futuro poderia ser um grande deserto passou a figurar entre as mais fortes imagens relacionadas a esse tópico.

Filmes como Mad Max ajudaram a moldar o look fashionista do caos, com seus modelos rasgados, desabados ou então com volumes desproporcionais endurecidos e estranhos. Não por acaso, algo semelhante ocorria na moda. As escolas japonista e belga de design têm ligação direta com esse tipo de estética, da assimetria, do estranhamento e da dificuldade de comunicação.

Rei Kawakubo, Ann Demeleumeester, Yohji Yamamoto, Martin Margiela e tantos outros ajudaram a consolidar essa imagem futurista, que, mesmo diferente e focada no estudo do desencontro, da impossibilidade, também é minimalista à sua maneira. É um minimalismo teatral, dramático, exagerado. Para ser mais exata, é paradoxalmente um minimalismo maximalista, um minimalismo levado às últimas consequências. De certa forma, ele reflete perfeitamente um cenário extremo, em que a tragédia é imensa e cada recurso restante tem de ser usado até o seu limite. Tanto literalmente (falta de água, superaquecimento etc.) quanto metaforicamente, no sentido de valores humanos que precisam ser resgatados e destacados.

ALGORITMO FASHION

Foi graças a belgas e japoneses que a moda deu um grande salto no escuro de um futuro abismal, que ela foi além das gerações anteriores e olhou mais de frente questões como a morte, a inteligência artificial e o X-corpo, o corpo mutante. Essa revolução tem um nome: Alexander McQueen.

O mais brilhante dos pessimistas e sua mítica Atlântida de Platão, primeiro desfile da história transmitido ao vivo e que teve como imagem mais forte os impossíveis sapatos Armadillo, feitos para pés não humanos, ou para a musa mama-monster da coleção, lady Gaga. Antes disso, o designer britânico já havia questionado em desfiles que podem ser chamados de obras de arte os limites da sanidade, da vaidade, da carne e da presença. O holograma de Kate Moss mostrado na coleção inverno 2006/07, as roupas pintadas por máquinas durante o show da primavera 1999, as mulheres plastificadas até a deformação no inverno 2009 – a lista de ousadias do designer é longa e oferece uma leitura riquíssima.

McQueen tem momentos minimal. Porém é, em geral, máxi. Muitos detalhes, recursos, bordados e texturas compõem a narrativa de suas roupas e apresentações. É um futuro em que o mundo não foi devastado nem deu muito certo, de grandes inovações e atrasos monumentais. É um futuro sempre próximo, mapeado de perto e, por isso, sempre parecido com o presente, embora com gadgets e tecnologia mais avançados e com roupas cada vez mais luxuosas.

Com a morte de McQueen, iconicamente enforcado em seu guarda-roupa, a moda entrou numa fase de códigos cada vez mais complicados e difusos. Talvez ele tenha ido longe demais como hacker de trends, e o sistema fashion, sentindo- -se muito exposto, tenha encontrado sua defesa se escondendo numa espécie de algoritmo complexo.

É claro que sempre podemos falar de Iris Van Herpen e de Hussein Chalayan, com suas técnicas extraordinárias, seu domínio da wearable technology, sua sofisticação em termos do que as novidades criadas pelo homem estão mudando em nossa maneira de vestir. Mas eles estão bem longe de ser os estilistas mais influentes de nosso tempo. E isso já dá uma pista de que eles não estão, de fato, captando e dando forma ao lado mais humano de nossa atual visão de futuro. No fundo é um pouco como olhar para as estrelas: a luz que se enxerga nelas é na verdade um reflexo do passado, vem de estrelas mortas há milhares e milhares de anos.

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Há mais novidade, por exemplo, na roupa antiguinha de Alessandro Michele para a Gucci. Ela diz mais sobre o futuro segundo o que pensam os millenials, por exemplo. Um futurismo nostálgico, que só vê vantagem em retomar as glórias de um passado aristocrata, como se os “antigos valores” fossem restaurar a fé no mundo. O futuro do pretérito, novos castelos de uma geração de princesinhas e príncipes moderninhos, fascinados pela herança (inclusive fashion) da vovó.

Não à toa, essa é a moda mais desejada do período em que o mundo alcançou seu patamar mais alto de concentração de renda nas mãos de menos de 1% da população mundial.

De outro lado, mas no mesmo barco, o mundo da não-ostentação caríssima de Demna Gvasalia e sua galera completa o quadro. Quanto mais rua, melhor, desde que com itens com preço de alto luxo. Não é um pauperismo como o proposto pela escola japonista, mas um “vidalokismo” de butique, na vibe de quando a cena punk chegou às passarelas. “No future for you”, diziam os Sex Pistols. Mas enquanto Sid Vicious morria de overdose, pouco tempo depois, Johnny Rotten virava um esquisitinho cool com o seu novo grupo, o PIL (sigla de Public Image Ltd.). Sintomaticamente, quando isso aconteceu, ele se livrou das tachas e dos alfinetes e recorreu a um look meio minimal desconstruído.

 

DAQUI PARA A FRENTE

Os millenials aos poucos ficam para trás e as gerações Z e A entram em cena. De seu gosto pela vida do dia a dia, pela rotina mais comum vista via InstaStories e Snapchat, começam a sair os novos códigos. E eles são cada vez mais nichados e específicos.

A programação do novo futuro fashion tem a ver com a tecnologia, mas não para nas novidades dos laboratórios. Ela está focada na diversidade e na recriação dos afetos, em como as pessoas vão se reaproximar fisicamente através do virtual, em como evitar extremos e encontrar algo que, apesar de único e baseado na experiência individual, também seja dotado de espírito coletivo. Todo o papo sobre diversidade e inclusão será colocado à prova e terá de mostrar sua verdade, muito além do marketing.

O look esportivo sai na frente nessa onda porque há tempos conversa com o sem gênero e com o design mais acessível e com personalidade. As novidades devem vir de novas injeções de criatividade sobre esses conceitos. A nova moda será a do avanço de robôs, mas também a da reconstrução do humano. O novo grande fashion designer dessa moda ainda está por vir. Talvez seja um coletivo ou milhões de indivíduos sem um nome nos letreiros (uma grife com coleções ultrapersonalizadas, com lançamentos “assinados” à distância por seus consumidores, por exemplo).

No final, o que interessa é se a nova onda da moda vai mais uma vez adaptar as roupas às regras sociais do status ou se, como em raros momentos, finalmente trabalhará, longe do oba-oba e da correria que não sai do lugar, por uma mudança genuína.

Curso online gratuito ensina sustentabilidade para professores do ensino fundamental

Curso online gratuito ensina sustentabilidade para professores do ensino fundamental

Os professores do ensino fundamental que quiserem aprender mais sobre sustentabilidade têm agora um curso online e gratuito ao seu dispor! A FGV Online criou, em parceria com o Walmart, um programa de aulas que farão com que o professor aprenda sobre o tema e possa transmitir os ensinamentos adquiridos para seus alunos.

A ideia é fazer com que os educadores percebam seu papel na construção de um mundo mais sustentável e que, com isso, passem a gerar debates em sala de aula. O intuito é propor análises apresentando vídeos e materiais diversos ao longo do ensino.

A carga horária total do curso é de 15 horas. Não há nenhum pré-requisito e o professor pode iniciá-lo imediatamente. Para se inscrever, basta acessar o site da FGV.

6 Dicas para preparar uma ceia de Natal Sustentável

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Para curtirmos as festas de fim de ano, comermos à vontade sem agredir o meio ambiente, estamos convidando as pessoas a fazerem um final de ano diferente, incorporando nas ceias e jantares uma pitada de sustentabilidade. Quer saber como?

6 Dicas para prepara uma ceia de Natal Sustentável:

Evite produtos importados

No livro “O Mundo é o que você come” (recomendamos a leitura) é feita uma análise sobre a origem da nossa comida e o longo caminho que ela percorre até chegar na nossa mesa.

Por exemplo, as nozes que quebramos na ceia de natal são produzidas nos EUA, principalmente na Califórnia e Oregon. As avelãs vêm da Espanha, Portugal e também dos EUA. Elas navegam, voam e andam por milhares de quilômetros quando são consumidos milhares de litros de combustível até a nossa mesa. Já pensou nisso?

Que tal trocar as nozes e avelãs pela castanha do Brasil produzida na Amazônia ou a noz pecã produzida no Sul do país? São produtos nacionais tão nutritivos e saborosos quanto as outras castanhas, e o melhor, o impacto na produção e comercialização é muito menor que o das importadas.

Troque os refrigerantes e suas famigeradas garrafas PET por sucos naturais de frutas da época

Nem precisa falar o quanto isso é melhor para o meio ambiente e principalmente para a sua saúde e da sua família.

Procure consumir vinhos e espumantes nacionais

O Vale dos Vinhedos no Sul do Brasil produz bebidas de excelente qualidade que não perdem em nada para as importadas.

Prefira orgânicos

Escolha frutas e legumes para orgânicos para preparar as receitas de natal.

Se a sua família não abre mão de comer carne e de ter sobre a mesa os famosos perus e leitoas assadas, que tal você escolher carnes orgânicas, produzidas por pequenos produtores?

Evite comprar as aquelas produzidas pelos grandes produtores de carne em série. No interior é possível você achar pessoas que ainda produzem carne de maneira sustentável.

Cuidado com o desperdício

Calcule bem a quantidade de comida, pois quando a mesa tem muita variedade, as pessoas tendem a comer só um pouco de cada prato.

Separe o lixo e encaminhe as embalagens para a reciclagem

Com essas dicas e muita criatividade você vai fazer uma ceia de natal diferente, sustentável, saborosa e alegre como deve ser a nossa vida.

Um abraço e boas festas.

REUTILIZAR É MUITO BOM GOSTO!

Como reutilizar materiais descartáveis e baratos na decoração

Sabe qual a melhor coisa do finalzinho de ano? Listas!  E a Erika Karpuk, do Estúdio Dekor e do EKtube fez uma super incrível para gente

Decorar a casa com bom gosto usando coisas que jogaríamos no lixo..

. É o que mostra a matéria da Erika Karpuk na 2ª Edição da Revista OcaPop. Olha quanta ideia incrível:

A beleza do descartável

Reutilizando materiais descartáveis e baratos na decoração

projeto e imagem: Erika Karpuk|Estúdio Dekor®

O Brasil é realmente um país de grandes contrastes. Se de um lado as pessoas são calorosas e a natureza exuberante, do outro, montanhas de lixo são acumuladas diariamente provenientes das nossas próprias casas e trabalhos.

O propósito desta reflexão não é apontar você como culpado. É mostrar que você pode ser a solução! Todos nós geramos lixo, e precisamos ter consciência disso. As informações vão aparecendo e nós, como sociedade, recebemos a informação, entendemos, filtramos, absorvemos e colocamos em prática. Acho que esse é o processo para tudo né? Mesmo que muitas vezes ele pareça evoluir a passos de tartaruga, ainda assim, é como a vida funciona.

Leia esta matéria aqui na 2ª Edição da Oca! É grátis!

projeto e imagem: Erika Karpuk|Estúdio Dekor®

E voltando a falar sobre contrastes, eles só existem por conta de uma palavra: consumo. Graças a esse sentimento do “ter” estamos transformando nosso planeta em uma “grande e única indústria”. Utilizando todos os recursos naturais para produzir “coisas”. Coisas de todos os tipos. Coisas que muitas vezes a gente quer e nem sabemos por quê. Coisas que queremos porque todo mundo tem. Coisas que usamos uma vez e descartamos porque foram feitas com essa intenção. Coisas e mais coisas que consumimos e consumimos sem freio ou consciência.

projeto e imagem: Erika Karpuk|Estúdio Dekor®

Isso é muito sério gente! E é aqui que proponho a ideia de que precisamos deixar de ser o problema e nos tornarmos a solução! O universo do design é muito maior do que imaginamos, ele está inserido em tudo o que vivemos e fazemos. Os pallets já ganharam as casas e corações de todos e conseguimos enxergar sua beleza e utilidade.

Repare numa simples caixa de ovos. Analise seu design, repare na sua estrutura e no material que é feita. Será que não existe beleza nessa embalagem considerada descartável? E as outras tantas “coisas” que de alguma forma são úteis por um período e depois de utilizadas são descartadas sem dó?

projeto e imagem: Erika Karpuk|Estúdio Dekor®

projeto e imagem: Erika Karpuk|Estúdio Dekor®

O que proponho é uma reflexão sobre seu olhar para as coisas que consome, já com a intenção de reaproveitamento!

Por que não comprar o shampoo pensando no que sua embalagem pode se transformar? Latas, rolhas, jornais e revistas, eletrônicos usados, garrafas. É um mundo de coisas com seus designs exclusivos, esperando serem descobertos.

projeto e imagem: Erika Karpuk|Estúdio Dekor®

projeto e imagem: Erika Karpuk|Estúdio Dekor®

  Já que precisamos consumir, que seja de forma consciente. Acredito piamente no poder do design sustentável. Mas ele só tem força se tivermos a consciência de que ele pode e deve ser usado por todos e para todos. Utilizando o maravilhoso universo da decoração de forma sustentável, podemos fazer a diferença no futuro do nosso planeta. ♥

Dez dicas de economia e sustentabilidade para pequenos negócios

A sustentabilidade deve estar absolutamente harmoniosa com nosso dia a dia.

Por isso a gente achou legal algumas dicas para ser sustentável também no trabalho.

O site  http://dc.clicrbs.com.br/ listou 10 dicas práticas e a gente adorou poder repassar:

 

1. Ter produtores locais como fornecedores. Transporte e métodos de cultivo de baixo impacto ambiental. Por exemplo: restaurantes e padarias.

2. Pedir que fornecedores realizem cursos grátis com funcionários. Por exemplo: salões de beleza.

3. Pedir que instituições financeiras façam palestras sobre educação financeira para os trabalhadores.

4. Vender artigos de artesanato de um clube de mães ou cooperativa de artesãs ou agricultoras. Permite a independência econômica das mulheres.

5. Usar sistema de captação de água da chuva como cisternas para regar plantas e até mesmo para limpar o chão de uma oficina mecânica, por exemplo. Economia para o planeta e para o empreendedor.

6. Criar um Plano de Participação nos Resultados, que serve como incentivo financeiro para redução no consumo de água e energia. Use por base as contas de anos anteriores e estabeleça metas.

7. Incentiva deslocamento com bicicleta ou a pé para pequenas distâncias.

8. Substituir luzes de grande consumo pelas lâmpadas de led.

9. Doar o resíduo orgânico para agricultores usarem em composteiras e minhocário. Até pedir em troca hortaliças, quem sabe?

10. Usar alimentos da estação. Evita o transporte por longas distâncias e armazenamento com perdas.

Bairro renasce das cinzas com agricultura urbana nos EUA

Moradores de North End, na castigada Detroit, se uniram para criar o primeiro bairro urbano agrícola do país, que alimenta gratuitamente 2 mil famílias

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Você já sonhou em plantar sua própria horta caseira? Pois um bairro inteiro na cidade de Detroit, nos Estados Unidos, resolveu arregaçar as mangas e pôr as mãos na terra. Os moradores de North End, região central da cidade, se uniram para criar o primeiro bairro urbano agrícola dos Estados Unidos.

Projetos de horta urbana têm ganhado fôlego no país, mas em North End o negócio ganhou contornos mais radicais, baseado em um modelo alternativo de crescimento de bairros que posiciona a agricultura no centro do desenvolvimento de uso misto. O foco é unir agricultura local, residências, lazer, trabalho e todas as amenidades da vida em cidade.

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No coração do bairro, em meio ao que antes eram casas abandonadas e terra vaga, cresce uma horta de 30 mil metros quadrados, o equivalente a quatro campos de futebol. Dessa estrutura verdejante saem 300 variedade de vegetais frescos, que abastecem gratuitamente 2 000 famílias e igrejas locais.

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A Queda

Nada disso aconteceu da noite para o dia, claro. North End fora outrora um bairro próspero com construções de alto padrão, comércio efervescente e vida noturna agitada. Nos pós-guerra, ganhou fama ao concentrar a elite da cidade, atraindo celebridades como Aretha Franklin, Smokey Robinson e Diana Ross.

Nos anos 90, porém, o bairro entrou em queda livre com o declínio da indústria mobilística que atingiu em cheio a cidade de Detroit, motor do setor. Nos anos seguintes, uma série de más gestões de prefeitos associadas à crise financeira de 2008  levaram a cidade símbolo do poder industrial americano a declarar falência.

Empregos sumiram e levaram consigo muitas famílias que se mudaram em busca de oportunidades. Alguns bairros tornaram-se fantasmas enquanto em outros, como Nothe End, só ficaram as populações mais pobres, entregues à própria sorte.

O Renascimento

Finalmente, em 2014, o então recém-eleito prefeito da cidade Mike Duggan se comprometeu com revitalização da cidade, começando pelo bairro de North End. A ideia da revitalização verde nasceu em conjunto com os próprios moradores, mas ganhou corpo mesmo foi com o apoio da The Michigan Urban Farming Initiative (ou simplesmente Mufi), organização não-governamental criada pela Universidade de Michigan.

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Desde 2012, a organização, que é focada em agricultura urbana de impacto social, vem ajudando a mobilizar investimentos e voluntários para o projeto. E isso fez toda a diferença. Nos últimos quatro anos, mais de 8 mil pessoas contribuíram coletivamente com mais de 80 mil horas de trabalho que, somados aos investimentos feitos por instituições e empresas, equivalem a cerca de US$ 4 milhões.

Além do desenvolvimento da área de cultivo, a empreitada também envolveu a reforma de dois prédios da região que agora servem de centro de educação sobre agricultura urbana e projetos socioculturais voltados para a vida comunitária.

“Nós crescemos de uma horta urbana que fornece produtos frescos para nossos moradores para um campus agrícola diversificado que ajudou a sustentar o bairro e que atraiu novos residentes e investimentos na área”, disse Tyson Gersh, presidente da Mufi, em comunicado da ONG.

Segundo ele, há uma demanda crescente de pessoas que querem viver no bairro agrícola, que parte de uma tendência maior em curso em todo o país de pessoas redefinindo como a vida no ambiente urbano deve ser.

“Oferecemos uma experiência única para quem quer viver em espaços interessantes com uma mistura de residencial, comercial, mobilidade e agricultura”, explica.

Sem dúvida, o sucesso dessa investida verde lança um sinal claro a respeito do potencial de renovação que as hortas urbanas comunitárias representam para todas as cidades.