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Aproveite o Carnaval sem abrir mão da sustentabilidade!

Carnaval deve ser sinônimo de festa e alegria e não de destruição e irresponsabilidade. Confira 10 dicas supersimples para curtir esse feriado, sem deixar rastros de insustentabilidade por onde passar

 

Os brasileiros já estão em clima de Carnaval. Viagens, desfiles de escolas de samba, blocos de rua, trios elétricos, festas à fantasia… o feriado pode ser aproveitado de várias maneiras, mas no fundo todos querem a mesma coisa: divertir-se!

Curtir o Carnaval, no entanto, não precisa ser sinônimo de irresponsabilidade e destruiçãoe, muito menos, de ecochatice. Dá para aproveitar os quatro dias de festa com muita alegria e sem contribuir para a depredação do meio ambiente e da cidade onde você está. Quer ver?

Reunimos 10 dicas supersimples para os foliões que estão dispostos a aproveitar o Carnaval sem deixar de lado a consciência socioambiental.

1- SEJA UMA BOA VISITA
Não importa se você vai viajar nesse feriado ou ficará na sua cidade: quando estiver curtindo o Carnaval, na rua, respeite o espaço público! Fazer xixi no asfalto, destruir placas de sinalização, subir em cima de árvores e depredar monumentos não tem nada a ver com diversão, mas sim com falta de cidadania. Aproveite o feriado sem destruir os lugares por onde passar – até porque, muitos deles, como Ouro Preto, em Minas Gerais, e Salvador, na Bahia, são cidades históricas, que abrigam construções centenárias que não merecem ser destruídas em quatro dias de festa.

2- FAÇA DO DITADO UMA MARCHINHA: LUGAR DE LIXO É NO LIXO
A sujeira que o Carnaval deixa nas cidades é um dos maiores problemas do pós-feriado: latas de alumínio, garrafas de vidro, copos plásticos e panfletos de divulgação são facilmente encontrados nas ruas, entupindo bueiros e aumentando o risco de enchentes. Até mesmo os mares são feitos de lixeira pelos foliões, o que polui a água e prejudica a biodiversidade marinha. Em 2010, a ONG internacional Global Garbage postou fotos chocantes do fundo do mar de Salvador, 10 dias depois do Carnaval: mais de 1.500 latinhas e garrafas, além de pedaços de abadás e outros objetos plásticos, foram encontrados por mergulhadores.

Jogar o lixo no lixo, durante a folia, daria muito menos dor de cabeça na ressaca do pós-Carnaval!

3- GASTE ENERGIA, APENAS, NAS COMEMORAÇÕES
Se você for viajar, não esqueça de tirar da tomada todos os aparelhos eletroeletrônicos – como televisão, computador e microondas. Segundo o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, tirar esses equipamentos da tomada, quando eles estão fora de uso, pode reduzir a conta de luz em até 25%. Com o dinheiro que você economizar, dá até para trazer umas lembrancinhas de artesanato para os amigos e, de quebra, incentivar a economia local da cidade que você visitar.

4- NÃO TOLERE A EXPLORAÇÃO
O problema acontece o ano inteiro, mas no Carnaval – por conta do aumento da circulação de pessoas nas cidades e, também, do clima de “pode tudo” – a incidência de crimes sexuais contra crianças e adolescentes aumenta. Para tentar mudar essa realidade, o governo preparou para 2014 a campanha Proteja Brasil. Divulgada por todo o país, a ação incentiva a população a denunciar qualquer tipo de violência contra menores no Disque 100, que funciona 24h por dia. Portanto, já sabe: se você presenciar alguma cena de exploração neste feriado, não exite em colocar a boca no trombone. Apesar do número de denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes ter caído 15,6% em 2013, a situação ainda é grave: a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) registrou mais de 26 mil casos no ano passado, principalmente no período carnavalesco

5- ABUSE DA CRIATIVIDADE PARA SE FANTASIAR
Viagens e abadás já custam tanto dinheiro que economizar na hora de se fantasiar é uma ótima ideia. Que tal liberar a criatividade e utilizar materiais usados para confeccionar sua roupa de Carnaval? Além de poupar o bolso, você dá uma trégua para o meio ambiente e, depois da folia, dá para reciclar a fantasia ou, então, trocá-la com amigos. Aproveite e já combine com eles o roteiro do próximo Carnaval!

6 – PROGRAME O FERIADO DOS SEUS ANIMAIS
Acredite: tem gente que planeja a viagem de Carnaval com tanto entusiasmo e fica tão ansioso para os dias de folia que acaba esquecendo dos cuidados que deve tomar com os animais de estimação enquanto estiver fora. Ou, pior, os abandona na rua. Se seu bicho não o acompanhar na viagem, lembre de deixá-lo aos cuidados de um vizinho ou parente.

O ideal é que alguém passe na sua casa todos os dias, para brincar com ele, passear e limpar a sujeira.

Também há a opção de hotéis para animais domésticos, que dispensam a preocupação do viajante.

7 – ECONOMIZE COM O TRANSPORTE
Se optar por viajar de carro, lembre de oferecer carona para amigos e parentes que vão ao mesmo destino ou, então, que passem pelo seu caminho. Com mais gente no carro, todos economizam dinheiro e também poupam o meio ambiente, que deixa de receber os gases do efeito estufa liberados pela queima d combustível. A carona ainda alivia o trânsito, que pode ser infernal em feriados prolongados. Quão desagradável não é uma viagem que dura o dobro – ou mais – do que o necessário por causa do excesso de veículos?

8 – PREPARE O SEU CARRO
Para pegar a estrada e dirigir de forma confortável, lembre-se de fazer uma vistoria geral no seu veículo. A atitude garante mais segurança para você e, também, para os outros motoristas. Pneus calibrados, água no depósito do limpador pára-brisa, nível certo do óleo e parte elétrica em dia são, apenas, alguns dos itens necessários. Não se esqueça também do kit macaco, triângulo e chave de roda, para o caso do pneu furar.

9 – CAMISINHA NA CABEÇA E SAMBA NO PÉ
Faça as contas: nove meses depois do Carnaval, o número de bebês chegando ao mundo cresce bastante. Além de evitar a gravidez indesejada, a camisinha previne da contaminação de doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, como faz todos os anos, o Ministério da Saúde já lançou sua campanha para 2017: a Se tem festa, festaço ou festinha, tem que ter camisinha, que lembra os foliões a respeito da importância de usar preservativo nas relações sexuais. Não dá nem para usar a desculpa de que esqueceu de levar a camisinha para a festa: o governo anunciou que distribuirá, gratuitamente, até março 104 milhões de unidades de preservativos por todo o Brasil.

10 – MANEIRE NO ÁLCOOL
Lembre-se que condutores de veículos são proibidos de consumir bebidas alcoólicas. A lei que mudou o Código de Trânsito Brasileiro não é à toa: o álcool altera a capacidade de reação e prolonga a resposta do motorista. Trata-se de um poderoso catalisador de acidentes. De acordo com especialistas, não existe uma quantidade segura para se beber e dirigir. Então, para se divertir sem preocupação, combine com a turma quem será o motorista da vez e não beberá – ou pegue um taxi. Também é importante ter em mente que o álcool desidrata o organismo: para evitar a ressaca, beba água, isotônicos e sucos naturais.

Um 2017 mais sustentável sem largar a moda de lado!

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Que tal começar com 2017 em um mood diferente?
Moda sustentável vai muito além de uma tendência – é um estilo de vida!

Lojas de fast fashion perdem a força entre os jovens e passam a investir em programas de reciclagem e linhas feitas com tecidos tecnológicos. A Pantone escolhe o verde como como cor do ano, e pede um olhar mais atento à natureza. Marcas veganas e de menor produção ganham projeção nacional. Estamos em 2017 e uma das grandes preocupações do momento é um comércio justo tanto para quem compra quanto para quem cria e produz as peças. Vivienne Westwood já levanta essa bandeira há tempos, mas parece que a pauta está, finalmente, ganhando a importância que merece.

Mesmo assim, largar hábitos que fazem mal ao meio ambiente pode ser um desafio, especialmente para quem estava acostumada com a lógica de consumo desenfreado que se instalou na moda. Por isso, fomos atrás de pessoas que são referência quando se trata de sustentabilidade no mundo fashion para entender como foi o processo de entrada em uma nova rotina, mais consciente e sustentável, para pegar dicas práticas que podem ser adotadas no dia a dia de quem está começando a se interessar pelo assunto, mas não sabe por onde começar a mudança.

MAIS SUSTENTÁVEL NO DIA A DIA

Carla Lemos é o nome por trás do blog Modices. Seu site vai muito além das tendências, e é cheio de matérias sobre consumo consciente e empoderamento da mulher. Para ela, a melhor forma de ter uma vida mais sustentável é aprender a fazer escolhas: “Adquirir mais conhecimento sobre os produtos que são consumidos e como eles interferem não só na minha vida, mas na do planeta”, ela explica.

O principal é que passei a viver com menos, mas com a mesma ou até mais qualidade de vida.

Cristal Muniz

A ideia vai de encontro com o que acredita a designer Flavia Aranha, que criou a sua marca em cima do conceito de slow fashion, com uma produção justa e humanizada. Sua dica é para a hora de comprar roupas:  “Eu sempre me pergunto quem fez o produto no qual eu estou interessada. De que material ele foi feito? Vai durar bastante tempo? Preciso mesmo disso? Se não preciso, mas quero muito, tenho algo que eu possa me desfazer, doar ou vender para não acumular mais coisas no meu guarda-roupas?”. Ela não nega os desejos e impulsos, mas diz que o mais importante é superá-los. “Essas perguntas nos ajudam a nos relacionar com a moda de uma maneira mais harmônica, leve e positiva”.

  • Para Cristal Muniz, dona do projeto Um Ano Sem Lixo, sustentabilidade é a palavra de ordem. “Eu tento não produzir lixo levando comigo guardanapos de pano, copinhos e talheres para comer fora de casa. Compro comidas a granel e faço meus próprios produtos de limpeza; troquei descartáveis por reutilizáveis. Evito lixos de uma forma geral, evito desperdícios e evito tudo o que não seja extremamente necessário”, lista a blogueira.

Entre as mudanças do seu dia a dia desde o começo do blog, em 2015, ela aprendeu a fazer compras em feiras e não em mercados, aboliu as lojas de fast fashion e as compras por impulso. “Agora observo melhor o tecido, o caimento e principalmente o acabamento para decidir se vou levar. Só compro roupas planejadas, ou seja, quando preciso de blusas, casacos ou alguma coisa específica”.

O projeto foi levado tão a sério que até os produtos de belezas industrializados ficaram de lado: “Faço quase tudo em casa, eu mesma, com óleos vegetais e essenciais. Até sabão em pó e pasta de dente eu passei a fazer”, conta animada. E se você acha que todas essas escolhas fazem a vida dela mais difícil, a blogueira reforça: “O principal é que passei a viver com menos, mas com a mesma ou até mais qualidade de vida. Mais tempo para mim e mais felicidade em dormir sabendo que o que eu pratico é o que eu acredito para o mundo e para mim.”

DÁ PARA GOSTAR DE MODA E TER ESCOLHAS CONSCIENTES?

Para quem ama e está envolvido com moda, pode parecer difícil abrir mão das tendências do momento que chegam todas as semanas a lojas de fast fashion. Cair na tentação de acumular peças no armário é muito fácil para as fashionistas de plantão.

Bárbara Mattivy é uma das fundadoras da marca vegana Insecta Shoes, que produz sapatos superestilosos a partir do reuso de materiais, desde a sola até o tecido do calçado. Ela confessa que realmente não é simples manter o foco consciente na hora das compras. Para isso, ela indica os brechós: “Me divirto neles, e ainda economizo. Também tento ao máximo comprar de marcas locais, brasileiras e em feirinhas”.

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Se você trabalha diretamente com moda, vai entender perfeitamente a Marina Colerato, do site Modefica: “Quando se está todos os dias imerso nesse universo, é normal oscilar entre estar de saco cheio de tanto ver roupas e estar à frente das tendências, querendo algumas coisas antes de todo mundo”. A saída da designer, que trabalha na área há 10 anos, foi aprender a desvencilhar as compras do prazer. “Já sei que não é uma saia ou uma blusa que vai me fazer menos ou mais feliz de verdade, muito menos resolver os meus problemas ou mudar a minha vida”. Por isso, uma de suas prioridades quando vai adquirir algo novo é que a peça combine com o resto do seu guarda-roupa e que, preferencialmente, venha de “marcas de mulheres brasileiras que estão aí esquentando o mercado de maneira independente”. Cristal Muniz reforça: “Não adianta ter um guarda-roupa com 400 peças orgânicas, verdes, sustentáveis ou com tecido de reuso. Não é sustentável ter essa quantidade de peças. Moda sustentável tem a ver com o produto, mas também com o jeito como a gente consome“.

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CUSTO X SUSTENTABILIDADE

Quando comparados aos preços de fast fashion, os produtos que foram feitos a partir de preocupações com questões humanas e ambientais costumam ser mais caros, não há como negar. Mas Carla Lemos explica didaticamente o motivo disso: “A moda é uma indústria muito grande que envolve lojas, fábricas e plantações. É uma cadeia gigante, totalmente dependente do trabalho manual, e com uma carga tributária alta. Quando você começa a colocar no papel todas as pontas, você vê que é impossível uma blusinha ser vendida por 19 reais no Brasil, tendo sido produzida no sul da Ásia e percorrendo estradas e oceanos para chegar até a arara do shopping mais perto de casa”.

Porém, isso não significa que também é preciso pagar preços exorbitantes por uma peça. “Eu passei a entender que uma peça que custa R$ 20 não é normal ao passo que uma que custa R$ 20 mil também não. Hoje, eu prefiro comprar peças com valores medianos de marcas que sei que estão tentando trabalhar de maneira justa”, pondera Marina Colerato. Mesmo assim, não são todos que conseguem arcar com o custo médio de um produto. A estilista Flávia Aranha explica: “É caro e inacessível para grande parte da população. Então é necessário entendermos que o volume precisa ser repensado e que a qualidade precisa ser boa, para que os produtos que a gente compre durem mais também”.

A vlogger Nátaly Neri, do canal Afros e Afins, também aponta que o preço pode dizer muito sobre uma peça, mas é preciso ter cuidado. “Claro que nem toda peça cara é sinônimo de processo justo, vide grandes marcas que são sempre denunciadas. Vale a pena buscar saber mais sobre os processos produtivos dos locais em que escolher comprar”.

POR UM 2017 MAIS SUSTENTÁVEL

André Carvalhal acaba de lançar o livro “Moda com Propósito”, em que ele disserta sobre toda esta nova fase do consumo consciente. Para ele, seguir este estilo de vida é “garantir a sobrevivência dos nossos descendentes”. “O planeta está doente. As pessoas estão doentes em níveis físicos, mentais e energéticos. Se continuarmos com o nosso estilo de vida atual, dependendo do consumo desenfreado e inconsciente, vamos criar condições desfavoráveis à nossa sobrevivência”, explica. Bárbara Mattivy completa: “Deveria ser a prioridade de todos, pois já vimos que o cenário do futuro do planeta não é nada próspero, e se não revermos nossos hábitos, não teremos mais alternativas”.

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Joanna Moura, dona do blog Um Ano Sem Zara, acredita que não há um futuro sem empatia, por isso esta luta é tão importante: “Sustentabilidade nada mais é do que empatia pelo mundo e pelo restante da raça humana”.

DICAS PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO

Com um mundo de informações na palma da nossa mão, às vezes é fácil se perder e não saber exatamente por onde começar para finalmente começar a olhar para moda com uma postura mais consciente. A dica de André para o primeiro passo neste movimento é simples: pesquisar. “Existem sites, eventos, feiras e muitos conteúdos específicos direcionados ao tema. As opções não param de crescer”, ele afirma. “São várias ações em conjunto, mas todas vêm da consciência de que ter uma vida mais preocupada com as pessoas e o meio ambiente volta a nosso favor”, completa o escritor.

A fundadora da Insecta Shoes também reforça: “Existem ótimas leituras e documentários sobre o assunto, que esclarecem de forma bem didática os problemas na cadeia de moda e como ela é poluente. Acho que uma das maiores referências atuais nesse assunto é o documentário The True Cost, que dá um panorama muito completo sobre a gravidade da situação toda”. Os questionamentos são uma grande parte para dar um passo maior rumo ao consumo sustentável como Nátaly Neri relembra: “Precisamos ter 30 blusinhas diferentes, que são descartadas a cada nova tendência? Ou podemos investir em algo bacana e bonito, que respeita o trabalho dos outros e contribui para um mundo melhor e mais justo?”.

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Joanna Moura ainda ajuda a desmistificar o termo: “A palavra sustentabilidade parece complicada, mas não é. Tem um monte de coisas simples que você pode mudar na sua rotina agora mesmo pra tornar a sua vida mais sustentável. Depois que comecei a me interessar pelo assunto percebi que mudar não é difícil: passei a reciclar o lixo, evito produtos descartáveis, compro mais a granel, opto por produtos locais e orgânicos, consumo menos carne. Enfim, é um contínuo processo de olhar para a sua rotina e entender: como posso melhorar?“. Carla Lemos finaliza com um lembrete importante: “Respira e não pira. A gente ainda vive em um mundo que não foi feito para você ser sustentável. E você vai encontrar muitas barreiras e frustrações no caminho, mas o importante é ter consciência e ajudar a espalhá-la”.

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Faça bolos surpreendentes com casca, bagaço, sementes e até caroço

 

 

 

Nada de jogar fora o bagaço do milho ou o caroço da jaca. Com eles é possível preparar bolos nutritivos e gostosos

 

Você já provou um pedaço de bolo de bagaço de milho verde? Ou um de casca de laranja? Aposto que nunca comeu bolo de caroço de jaca! Os sabores parecem esquisitos, mas não são não. Além de gostosas, essas iguarias feitas de sobras de alimentos são nutritivas, ricas em fibras, vitaminas e sais minerais. Ao comer pedacinhos dessas sobremesas, você estará bem alimentado e contribuindo para o bem do meio ambiente, evitando o descarte desnecessário de resíduos orgânicos, que poluem o meio ambiente e geram gases de efeito estufa – como o metano – causadores do aquecimento global e das Mudanças Climáticas.

O bagaço do milho, ignorado por muitas pessoas, é rico em fibras, que auxiliam no bom funcionamento do intestino. A casca de laranja contém vitaminas do tipo A e C, que têm caráter antioxidante e, por isso, fortalecem o sistema imunológico. E o caroço da jaca tem as mesmas propriedades da polpa: alta concentração de ferro e de complexo B, prevenindo anemia e mantendo o bom funcionamento do metabolismo. Gosta de semente de abóbora? É rica em triptófano, que deixa a pessoa mais feliz e mantém o bom sono.

Quer aprender algumas receitinhas com esses alimentos Veja abaixo sugestões do projeto Mesa Brasil do Sesc , da Ceagesp e da Secretaria de Educação de Florianópolis.

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Bolo de bagaço de milho verde
(Mesa Brasil – Sesc)

Ingredientes
• 2 colheres de sopa de margarina ou manteiga
• 2 xícaras rasas de açúcar
• 3 gemas
• 2 xícaras cheias de farinha de trigo
• 1 xícara de leite de coco
• 1 xícara de bagaço de milho verde
• 1 colher de sopa de fermento em pó
• 3 claras em neve
• sobras de queijo (opcional)

Modo de preparo
Bater a manteiga com o açúcar e as gemas até formar um creme. Juntar a farinha, o leite, o bagaço de milho e o fermento pela ordem dos ingredientes; mexendo delicadamente. Despejar em uma forma untada e colocar alguns pedacinhos de queijo na massa. Assar em forno quente.

Dica: para fazer este bolo, utilizar o bagaço que sobrou do mingau de milho verde ou da pamonha.

 

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Bolo de laranja com casca
(Mesa Brasil)

Ingredientes
• 2 laranjas médias
• ¾ xícaras (chá) de óleo
• 3 ovos
• 2 xícaras (chá) de açúcar
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 1 colher (sopa) de fermento em pó

Modo de preparo
Cortar as laranjas em quatro, retirar as sementes e a parte branca do centro (deixar a casca e o bagaço). Bater no liquidificador as laranjas, o óleo, os ovos, o açúcar e a baunilha. Despejar esta mistura em uma vasilha, acrescentar a farinha de trigo mexendo bem e, por último, o fermento, misturando levemente. Assar em forma untada. Se preferir, despejar sobre o bolo quente suco de
duas laranjas, adoçado com 2 colheres (sopa) de açúcar.

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Bolo de caroço de jaca
(Ceagesp)

Ingredientes
• 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
• 2 colheres (sopa) de fermento em pó
• 1 colher (chá) de sal
• 6 ½ colheres (sopa) de margarina
• ½ xícara (chá) de açúcar
• 3 ovos
• 1 xícaras (chá) de leite ou água
• 1 xícara (chá) de caroço de jaca picada

Modo de preparo
Selecionar os caroços de jaca, lavá-los e cozinhá-los em panela de pressão por 20 minutos. Retirar a película que envolve o caroço e, por último, picá-los e reservar. Peneirar juntos a farinha, o fermento e o sal. Bater a manteiga com açúcar, até formar um creme. Juntar os ovos, um de cada vez, batendo bem. Acrescentar os ingredientes secos e por último o leite.Acrescentar os caroços picados, misturar bem a massa e levar ao forno preaquecido por 30 minutos.

 

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Bolo de casca de cenoura e semente de abóbora
(Secretaria de Educação de Florianópolis)

Ingredientes
• 1 xícara de casca de cenoura
• 3 ovos
• 1 xícara de óleo
• ½ xícara de semente de abóbora seca
• 2 xícaras de farinha de trigo
• 1 xícara de açúcar
• 1 colher de sopa de fermento químico

Modo de preparo
Bater no liquidificador a casca de cenoura, os ovos e o óleo. Reservar. Triturar as sementes de abóbora no liquidificador. Reservar. Misturar os demais ingredientes em um recipiente. Acrescentar a mistura do liquidificador e as sementes trituradas. Misturar bem. Colocar em assadeira untada e assar em fogo baixo por 30 minutos.

Dica: utilizar a cenoura para o preparo da salada do dia.

Arte, Educação e Sustentabilidade” no Espaço Furnas Cultural

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O beijo - Material utilizado: Caixas de remédios

O beijo – Material utilizado: Caixas de remédios

A exposição trata de questões vinculadas à arte e de processos artísticos inovadores, utilizando materiais inusitados e técnicas originais, com o viés da sustentabilidade, resignificando materiais provenientes do processo de reciclagem e reutilização.

A exposição é uma mostra coletiva, constituída por surpreendentes obras criadas pelos alunos do Colégio São Paulo, com a utilização exclusiva de materiais descartados, o que insere o projeto em um Programa de Educação Ambiental, visando uma nova consciência em relação ao meio ambiente, através de uma mudança comportamental.

Moça do Brinco de Pérola - Material utilizado: Cápsulas de café expresso

Moça do Brinco de Pérola – Material utilizado: Cápsulas de café expresso

Capsulas de café expresso, canetas desperdiçadas, rolhas, embalagens de remédios, fitas de vídeo, tampinhas de refrigerante, capas de cd, entre vários materiais descartados se transformam em obras de impacto, que trazem a história da arte, releitura de grandes mestres e  criações de mobiliário sustentável.

Compartilhando essas experiências e incentivando a cultura da reciclagem, a exposição sempre buscou atingir um público externo desde a sua primeira edição.

Guga - Arte sobre capas de cd

Guga – Arte sobre capas de cd

Da primeira à quarta edição, com o apoio cultural do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, com um público, em média, de 12 mil visitantes. Em 2016, inaugura uma galeria de arte no próprio Colégio São Paulo, onde aconteceu a quinta edição e ainda no mesmo ano, participou de quatro eventos externos com nosso acervo permanente, atingindo um público de, no mínimo, 10 mil  visitantes.

Com o apoio do Espaço Furnas Cultural, amplia-se o propósito de disseminar a cultura da reciclagem e de uma consciência de sustentabilidade, compartilhando com a sociedade as possibilidades reais de reutilização e criação com materiais que supostamente seriam lixo.

A exposição no Espaço Furnas Cultural contará com parte do acervo dessas cinco edições, o que montará um inédito painel retrospectivo do projeto.

Serviço

De 17 fevereiro a 1º abril.
Abertura para convidados: 17 fevereiro
Exposição de 18 fevereiro a 1º abril.
Local: Espaço Furnas Cultural (Rua Real Grandeza, 219, Botafogo).

Horário de visitação às exposições: Terça à sexta, das 14h às 18h e sábado, domingo e feriado, das 14h às 19h.

Para acesso ao Espaço Cultural, é necessária a apresentação de documento com foto. A entrada de pessoas trajando bermudas e sandálias é permitida somente nos finais de semana.

Entrada Franca

Obras

Coletivo Artístico  : Marcos Lanzieiro e seus alunos do Colégio São Paulo

Instituição Mantenedora

Colégio São Paulo – Ipanema RJ – Av. Vieira Souto, 22

Natureza das Obras

100% elaboradas a partir de processos de reciclagem e reutilização.

Técnicas inovadoras para aprendizagem da arte em diferentes linguagens: Pintura, Escultura, Desenho, Colagem, Instalações, mobiliário, etc;

Edições
Outubro 2012 – MHEx e FC – 10 mil visitantes + 2 mil comunidade escolar
Outubro 2013 – MHEx e FC – 10 mil visitantes + 2 mil comunidade escolar
Outubro 2014 – MHEx  e FC – 15 mil visitantes + 2 mil comunidade escolar
Outubro 2015 – MHEx e FC – 10 mil visitantes + 2 mil comunidade escolar
Janeiro 2016 – Evento CAARJ/ OAB – Fome de Leitura – público de 1000 pessoas
Agosto 2016 – Expo USA HOUSE – Comitê Olímpico Americano – s/referência de público
Outubro 2016 – Evento Centro Cultural Light – público de 1600 pessoas
Out/Nov 2016 – Expo Teatro Oi Casa Grade – s/referência de público
Out/Nov 2016 – V Expo Arte, Educação e Sustentabilidade – 1000 visitantes

Reciclagem de Papel em Casa

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O papel reciclado pode ser matéria prima para a criação de vários objetos, e tem a vantagem de poder ser feito em casa, com aqueles papéis que você não usa mais. Aqui a gente mostra o modo de fazer o seu próprio papel artesanal em casa!

Imagem: pixshark.com

Todos os dias são utilizados quilos e mais quilos de papel para a produção de materiais diversos, como revistas, jornais, panfletos, correspondências e muito mais. Após utilizados, esses impressos acabam sem utilidade, e na maioria das vezes são descartados no lixo comum, nem chegam à coleta seletiva.

Uma alternativa para driblar este problema é usar esses impressos para a produção de papel artesanal, é um artesanato simples de fazer e o resultado é incrível. No processo de reciclagem, você pode misturar todo tipo de papel, desde saco de pão até revistas e jornais antigos.

 

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Além de reduzir a quantidade de resíduos que seriam jogados no lixo, a reciclagem de papel pode representar economia para o seu bolso, sabia? Mas atenção, não saia reciclando tudo. Se você tiver livros e apostilas em bom estado de conservação, prefira doar para quem precisa. O ideal é que vá para a reciclagem apenas aqueles materiais sem utilidade.

Na produção do papel artesanal você pode reaproveitar papel sulfite, papelão, papel pardo, caixas de embalagens de produtos, papel de presente, folhas de caderno, páginas de revista, panfletos, cartolina, entre outros.

Características e Usos do Papel Reciclado

O papel reciclado é conhecido por seu aspecto rústico, ideal para a confecção de convites de casamentos, embalagens de produtos, e também para uso em trabalhos manuais. Outras características são a resistência, a diversidade de cores e a presença de pontinhos de pigmento.

Veja abaixo três projetos que você pode fazer com esse material, são eles: blocos de notas, caixinhas para lembranças e convites para datas especiais. Para ver as fotos em tamanho maior basta clicar sobre elas.

 

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Esse tutorial super simples foi adaptado do site sua pesquisa.

Materiais Necessários

  • Papéis variados
  • Água
  • Recipiente
  • Liquidificador
  • Tela ou peneira fina

Passo a Passo

Passo 1 – Recorte os papéis escolhido em pequenos pedaços e coloque tudo em um recipiente com água. Deixe assim por 24 horas.

Passo 2 – Bata o papel molhado em um liquidificador ou dissolva tudo com as mãos. A intenção é que essa mistura vire uma massa.

Passo 3 – Espalhe uma fina camada dessa massa em uma rede ou tela fina.

Passo 4 – Coloque um peso por cima da rede para prensar a massa.

Passo 5 – Depois de 24 horas, retire o peso e deixe o papel secar em ambiente seco ou ao sol.

 

Se você deseja aprender mais sobre esse assunto, assista ao vídeo que encontramos no canal Manual do Mundo, no You Tube.
Com ele você vai entender porque é possível dissolver papel para criar um novo.

Link do vídeo no You Tube: Como fazer papel reciclado em casa

“Existe realmente sustentabilidade em um conceito pleno na construção civil ?”

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Muito se fala na “maquiagem verde”, que usa o conceito de sustentabilidade para vender, mas não consegue entregar resultados.

A pesquisadora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lisiane Ilha Librelotto, desenvolveu o modelo ESA, que leva em consideração os aspectos econômicos, sociais e ambientais para avaliar a sustentabilidade da empresa construtora e comprovar a eficiência em construções.

Segundo ela, o que caracteriza uma construção sustentável é a adoção de estratégias dentro do edifício no equilíbrio das dimensões econômicas, sociais e ambientais. O conceito de sustentabilidade surgiu como alternativa ao capitalismo. Já que não conseguimos viver sem o capital, adotamos que o capital é necessário sim, mas que as empresas que atuam dentro do mercado têm que ter responsabilidade social e impactar o mínimo possível no meio ambiente.

Entende-se que um edifício não pode ser sustentável sem um ambiente urbano sustentável. Por exemplo, pode-se servir a uma construção uma série de tecnologias, como telhado verde ou os teto-jardins, geradores eólicos para energia limpa, placas fotovoltaicas, fachadas ventiladas, estratégias para isolamento térmico, mas tem-se que também comprovar o desempenho dessas estratégias, ou seja, elas têm que ser eficazes. E o meio ambiente urbano tem que também cumprir o seu papel. De nada adianta a implementação dessas tecnologias no edifício, elas funcionarem, mas o prédio ser uma ilha dentro daquele bairro ou daquela cidade. Então você não consegue chegar no prédio, porque as vias do bairro não comportam a quantidade de carros de moradores. A companhia de água não consegue fornecer a água, evidenciando um problema de compatibilidade entre oferta e demanda.

Para um cliente que está à procura desse tipo de edificação, uma construção sustentável, é indicado checar junto à construtora que tipo de resultados elas já podem apresentar em relação aos edifícios que já construíram. Recomendo que, além das tecnologias que são incorporadas nesses edifícios, veja que suporte essas empresas dão para manutenção, por exemplo, dessas estratégias. Que verifiquem a credibilidade e o know-how das empresas que comercializam esses empreendimentos. O cliente tem que tentar identificar tecnologias, comprovar experiências, verificar materiais que estão sendo entregados, suporte, manutenção e condicionamento dessas estratégias.

Hoje, eu pode-se dizer que a sustentabilidade dentro da construção, em um conceito pleno, ainda não existe. O que nós temos são iniciativas, que nós temos que ver com bons olhos, porque é melhor fazer alguma coisa do que não fazer nada. A cultura da população local presente naquele bairro. Se há policiamento, áreas de lazer para população. E principalmente enxergando a empresa construtora e o edifício como um agente promotor do desenvolvimento urbano. Se quiser construir ali e o bairro não apresenta condições, tem de implementar as condições primeiro para depois construir, em uma parceria público/privada. Há outras iniciativas de avaliação pautadas em selos e certificações que podem ser um indicativo da sustentabilidade nos edifícios, como a certificação LEED, AQUA e destaco com veemência o Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal, que deveria ser obrigatório pelo menos para alguns tipos de financiamentos. As certificações não são garantia exclusiva de sustentabilidade nas edificações, mas são bons indicativos de sua presença.

 

 

 

Jardinagem usando itens de cozinha

Já pensou fazer jardinagem usando uma xícara ou uma taça de vinho pra plantar uma suculenta ou flores ?

Nem imaginava que dava pra usar esses itens pra plantar.

Sai do tradicional e fica bonito em casa além de dar um novo propósito para algo que você já tem em casa.

 

1. Bule de café

Olha que bonito que ficou: o bule foi pintado e esmaltado usado pra colocar uma planta. Achei muito lindo. Daria pra colocar até dentrode casa né ?

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2. Usando taça de vinho

Nestas imagens mostram até o passo-a-passo pra poder plantar. A planta escolhida foi uma suculenta. As suculentas são ótimas pra isso. Você poderia até montar um trio pra fazer um conjuntinho ou ainda usar diferentes tipos de taças pra ficar legal também.

taca-vinho-planta

 3. Xícaras antigas e taças grandes

Sabe aquelas taças de sopa ? Ou aquelas xícaras que você não vai usar mais ? Então, que tal você plantar uma suculenta ? Ficou muito bom ! Eu colocaria uma bandeja embaixo pintada com verniz e colocaria na varanda.

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4. Escorredor de macarrão

O escorredor de macarrão tem ao menos 2 funções: ser usado como luminária (clique aqui e veja neste post) ou como suporte de planta também. Não tinha visto como suporte de planta. Muito boa ideia. Neste caso, foram colocadas flores.

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 5. Bule de chá

Os bules ficam bem simpáticos em uma varanda ou em um jardim. Vejam que parece bem simples de deixá-los bonitos. Muitos nem precisam ser restaurados. Eu gostei. Faria em casa. 🙂

 

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“Sustentabilidade é um conceito ultrapassado”

Michael Braungart, o químico alemão que defende que, em lugar de gerar menos danos ambientais, devemos trazer benefícios para a natureza

O químico alemão Michael Braungart, professor da Universidade Técnica de Munique, acha perda de tempo pensar sobre o lixo que produzimos. Mais inteligente, defende, é não produzir. Braungart e o colega William McDonough ficaram famosos na década de 1980 ao criticar a maneira como as sociedades fabricam, consomem e descartam bens. Para eles, os objetos que criamos por meio do processo industrial precisam ser planejados de modo a não gerar resíduos. Uma vez descartados, seus elementos devem retornar à cadeia produtiva, ou se degradar naturalmente sem liberar substancias tóxicas. Essa forma de pensar recebeu o nome de “design do berço ao berço”, e lançou as bases teóricas da economia circular. Nela, os resíduos gerados por uma indústria são transformados em matéria-prima para outras.
O tempo colaborou com a disseminação das ideias de Braungart. Elas conquistaram o apreço de nomes de peso, como o cineasta Steven Spilberg e o ex-presidente americano Bill Clinton. E Braungart se tornou um pensador mais radical, capaz de criticar premissas básicas do ambientalismo: “Sustentabilidade é um conceito ultrapassado”, diz ele numa entrevista que deu à ÉPOCA.

Transcrevemos aqui os trechos mais relevantes ao meio embiente e ao impacto dos resíduos na nossa cultura social.

Segundo ele, falta ambição à ideia de reduzir o impacto das atividades humanas. Em lugar de poluir menos e poupar recursos naturais – ideias centrais do conceito de sustentabilidade –, os artigos que produzimos deveriam fazer bem ao meio ambiente, e retornar à biosfera na forma de nutrientes. “Nós investimos muito dinheiro, ao longo dos anos, tentando ser menos danosos para o meio ambiente. Agora, precisamos investir dinheiro em ser realmente bons”, afirma. Em 1987, Braungart criou um instituto – o Epea – que pesquisa soluções técnicas e presta consultoria para que empresas de diversos setores passem a produzir segundo esses princípios. Segundo ele, não adianta cobrar que a indústrias e os consumidores protejam o meio-ambiente por motivos éticos. É preciso tornar essa ideia atraente – e lucrativa.

Há anos, ambientalistas do mundo inteiro dizem que devemos reduzir o consumo de recursos não renováveis, reciclar nosso lixo, ser mais sustentáveis. O senhor defende que eles estão equivocados. Por quê?
Michael Braungart –
 Eu acho que o conceito tradicional de sustentabilidade foi ótimo. Quando é inverno e noite na Suécia, os suecos precisam encontrar uma maneira de se aquecer, para sobreviver ao tempo frio. A ideia de sustentabilidade nos permitiu isso. Ajudou-nos a pensar soluções importantes para necessidades urgentes. Mas não é assim que a natureza funciona. A natureza não pensa em termos de minimizar danos ou adotar soluções provisórias. Os defensores da sustentabilidade tradicional afirmam que nós devemos diminuir nossa pegada ambiental. Que precisamos controlar a intensidade com que usamos os recursos naturais. Defendo uma ideia diferente: em lugar de não fazer mal, por que não fazemos bem ao meio ambiente?
 O senhor já chegou a dizer que o conceito de sustentabilidade é entediante.
Braungart –
 Isso é verdade. Primeiro porque inovação de verdade não é algo sustentável. Minha mãe era a mais velha em uma família de 11 irmãos. Por anos, ela lavou a roupa suja da família inteira em um riacho perto de casa. Quando os pais dela finalmente conseguiram comprar uma máquina de lavar, ela nunca mais voltou ao riacho. Inovação de verdade muda a forma como vivemos e gera impactos. E o conceito de sustentabilidade não considera isso da forma como deveria. O conceito de sustentabilidade, na verdade, é bastante ruim. Defende que devemos atender às necessidades das gerações presentes sem comprometer os recursos que serão usados pelas gerações futuras. Isso é triste. O desejo de um pai jamais será “não comprometer o futuro” de seus filhos. Os pais querem ser benéficos para o futuro de seus filhos. Sustentabilidade foi um conceito interessante para entendermos os problemas com os quais temos de lidar. Mas é um conceito ultrapassado. Nós precisamos começar a pensar em qual deverá ser a cara do futuro. E a ideia de sustentabilidade não nos permite isso. Ela nos ensina a reduzir os males que causamos. E, claro, isso é entediante. Se eu perguntar como é seu relacionamento com seu namorado ou namorada, qual será sua resposta? “Ah, é um relacionamento sustentável.” Se for essa a resposta, eu vou sentir pena de vocês.

Qual a alternativa à ideia de sustentabilidade?
Braungart – 
Todos os bens que consumimos, os produtos que empregamos, devem ser planejados de modo que, ao se degradar, se tornem nutrientes. Nossos bens precisam ser reabsorvidos pela biosfera. É essa a ideia do design do berço ao berço. Por que não criamos edifícios que funcionem como árvores, capazes de oferecer suporte à vida? Edifícios que limpem o ar, que limpem a água, que causem efeitos positivos, em lugar de simplesmente ser neutros na emissão de carbono. As cidades querem neutralizar suas emissões de carbono, mas árvore nenhuma faz isso. Queremos ser menos eficientes que uma árvore? Uma árvore traz benefícios ao meio ambiente, ocupa uma função no ecossistema. Ela não é “menos ruim”. Meu raciocínio é diferente do ambientalismo tradicional porque enxergo os humanos como uma oportunidade para o planeta. E não como um fardo.

E nós já possuímos conhecimento e tecnologia suficientes para funcionar como oportunidades para o planeta? Para construir edifícios que funcionem como árvores, por exemplo?
Braungart – 
Temos. Mas nós ainda não construímos edifícios perfeitos. Em cada edifício que minha equipe e eu ajudamos a projetar, incluímos três ou cinco elementos que obedeçam aos princípios do design do berço ao berço. Porque não queremos adiar a execução desses projetos e queremos que as pessoas experimentem os benefícios que essas tecnologias já podem oferecer. O grande problema é que ainda há pouca variedade de materiais desse gênero no mercado. Você poderia construir uma casa, hoje, perfeitamente adaptada a esses princípios. Mas ela seria, muito provavelmente, chata. Seria feia. E não é isso que queremos. Criamos, na Universidade Técnica de Munique, um grupo em que arquitetos, engenheiros e construtores podem compartilhar os novos materiais que eles desenvolvem. A ideia é que essas soluções sejam compartilhadas e adotadas mais frequentemente.

Isso vale para todas as indústrias, para todos os setores econômicos?
Braungart –
 Esses princípios valem para todas as áreas. Para todos os bens que, quando consumidos e descartados, passam por mudanças químicas, físicas ou biológicas. Comida, sapatos, detergentes. Todas essas coisas precisam ser projetadas de modo a ser boas para a biosfera. Os materiais ainda não são pensados com esse objetivo. Nós investimos muito dinheiro, ao longo dos anos, tentando ser menos danosos para o meio ambiente. Agora, precisamos investir dinheiro em ser realmente bons.

As empresas estão interessadas em produzir de acordo com os princípios do design do berço ao berço?
Braungart –
 Eu não esperava que a adoção desses princípios fosse rápida, que ocorresse ainda durante meu tempo de vida. Mudanças de mentalidade levam tempo para acontecer. Mas há um fator acelerando esse processo. As gerações mais jovens, daquelas pessoas com algo entre 18 e 23 anos – e que os críticos chamam de “geração dos selfies” –, se preocupam com a imagem que suas escolhas comunicam. Elas se preocupam com aquilo que consomem. Para essas pessoas, dinheiro não é tão importante quanto reconhecimento. E elas querem ter orgulho das coisas que consomem.

 Se os consumidores estão dispostos a valorizar essas inovações, o que falta para as empresas fazer o mesmo?
Braungart –
 Precisamos oferecer alternativas tecnológicas belas e eficientes, que façam bem aos ecossistemas, para que as empresas e os consumidores se interessem por elas. Não adianta pedir que as pessoas protejam o meio ambiente por questões éticas. Quando você constrói uma sociedade ao redor de conceitos éticos, sempre surgem desvios. As pessoas que querem ser éticas, quando postas sob pressão, quando querem ganhar dinheiro, acabam traindo seus ideais. O mesmo vale para o setor ambiental. Por isso, precisamos criar produtos que tragam benefícios para a biosfera e que sejam, ao mesmo tempo, lucrativos para as empresas.

Há empresas que fazem isso de maneira bem-sucedida?
Braungart –
 Há empresas que fabricam carpetes que limpam o ar. É o caso de uma companhia chamada Desso. Ela é extremamente lucrativa e consegue isso ao vender carpetes que absorvem toxinas e poeira.

 Como o senhor trabalha para promover essa ideia?
Braungart –
 Minha principal ocupação é como professor. Dou aulas em uma escola de administração, focada em gestão. Para os princípios que eu defendo serem aplicados, é preciso que eles façam sentido do ponto de vista dos negócios. Do contrário, serão somente ideias bonitas, mas nunca aplicadas. Nesse aspecto, meu trabalho tem sido bem-sucedido. De outro lado, além de convencer as empresas de que essas estratégias fazem sentido, ainda temos de lidar com uma série de questões técnicas. Por exemplo, ainda usamos muito PVC nas construções. É preciso descobrir substitutos viáveis e que não causem danos aos ecossistemas. Por isso, fundei a Epea em 1987. Fiz isso porque entendi que era importante protestarmos em favor do meio ambiente, mas que também era importante encontrar alternativas tecnológicas para resolver os problemas. Descobrimos, por exemplo, que é possível usar oxigênio em lugar de cloro para branquear o papel. Precisamos jogar nesses dois campos. Fazer pesquisa na universidade e também nos assegurarmos de que as empresas têm os recursos para fazer as mudanças técnicas necessárias.

Os governos podem ajudar nesse processo?
Braungart – 
Podem. Os governos podem, por exemplo, fazer compras que estimulem a produção desses artigos. Se o governo brasileiro disser que, até 2020, não vai comprar produtos feitos de papel não compostável, ele vai causar uma reestruturação completa da indústria.

Como o manejo de árvores usado em mobiliário pode fortalecer o ecossistema.

capa blog - origem controlada

 

 

É impossível falar de sustentabilidade no mobiliário e não pensar no uso de madeiras certificadas oriundas de um manejo de baixo impacto. Quando feita de maneira controlada, essa ação ajuda a fortalecer o ecossistema do local. Na última edição da feira Greenbuilding, agumas perguntas foram esclarecidas por Patrick Reydams, gestor de operações da Amata, empresa que faz a ponte entre a floresta e o mercado.

Atitude - origem controlada (Foto: Divulgação)

utiliza esse sistema de rastreamento de espécies?
Todas as operações florestais da Amata são certificadas pelo FSC desde 2011. Essa é uma forma de garantir à sociedade que a madeira tem procedência legal e que utilizamos as melhores técnicas no manejo florestal. Desenvolvemos uma plataforma na qual é possível visualizar a localização das árvores que geraram cada produto. Ao nosso ver, a maneira para combater a “madeira ilegal” é sensibilizar os consumidores em relação aos benefícios sociais e ambientais da “madeira legal” e oferecer alternativas a preços competitivos.

No Brasil, quais são as madeiras tidas como “preferência nacional” entre as marcas de mobiliário?
As mais utilizadas são freijó, jequitibá, cumaru e sucupira, mas esse foco nas madeiras mais conhecidas favorece a oferta de madeira ilegal e causa desequilíbrio na estrutura da floresta. Nós disponibilizamos 22 espécies nativas provenientes de manejo florestal e mais três espécies oriundas de plantios. Queremos mostrar essa variedade ao mercado, ampliando as possibilidades de criação dos designers e arquitetos.

fonte: http://revistacasaejardim.globo.com/

DECORAÇÃO COM PREVENÇÃO! ;)

capa blog - decoração e prevenção

Nosso verão está à todo vapor!

Mas além da temporada está propícia à praia, sol, piscina e aquela pancada de chuva refrescante dos fins de tarde, também é uma época pra atenção redobrada com focos de proliferação do mosquito da dengue!

Então a gente vai te dar umas ideias para dar um destino à aquele pneu velho ou aquela garrafa que pode estar juntando uma águinha parada lá no fundo do quintal!

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Pneus não mais utilizados podem ser excelentes xaxins! Você pode pintar e aplicar uma sustentação como base para terra, ou mesmo empilhar e utiliza-los apenas como demarcador de canteiro.

A terra na base não deixa a água acumular e a borracha mantem a terra úmida por mais tempo!

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Utilizando esses materiais  você pode deixar seu lar com mais harmonia, cores e espaço e eu entulho se torna peças práticas e funcionais!

 

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Que tal sua horta com um charme especial, podendo ser movido para qualquer parte da sua casa?

Na hora de substituir a parte hidráulica ou qualquer conserto de encanamento, os canos, juntas e aparas podem se tornar um material de construção jogado num cantinho pronto para empoçar na próxima chuva!

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Mas com um pouco de criatividade, os canos podem se transformar um base para um hortinha portátil!

Você elimina seu entulho e ainda transforma aquele cantinho num lugar de cultivo de temperos, cheio de vida e beleza!

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Garrafas são sempre um perigo iminente!

Além da dificuldade de armazenamento , elas tem esse característica de reuso que nos faz adiar se ciclo de descarte!

Mas com algumas plataformas, podemos criar prateleiras divertidas e versáteis.

 

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Prática e incrivelmente sustentável!

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Nossa clássica garrafa pet também tem vez na nossa onda de reaproveitamento!

A gente já deu inúmeras dicas de reciclagem dessa danada, mas que tal colocar essas mãozinhas na tinta?

Trabalhos manuais ajudam na cognição, no combate ao estresse e dão um toque mais humano ao ambiente!

Use sua criatividade, dê asas á imaginação!

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