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De olho no consumo: como poupar recursos naturais dentro de casa e ainda economizar

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Já parou para pensar na quantidade de água e energia que você consome todos os dias? Na hora do banho, de usar o aspirador ou mesmo no momento de lavar a louça, é muito importante poupar recursos naturais – e ainda dá para economizar dinheiro fazendo isso.

Nas últimas décadas o consumo de água cresceu duas vezes mais do que a população e a estimativa é que a demanda cresça 55% até 2050. Se continuarmos esbanjando, em 2030 o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%¹. Ou seja, precisamos economizar mesmo!

O mesmo vale para o consumo de energia. Estima-se que daqui a trinta anos a população passe de sete para mais de nove bilhões de pessoas. Serão necessários quase três planetas Terra para manter o atual estilo de vida da humanidade². Não queremos que isso aconteça, certo? Por isso, para economizar água, energia e dinheiro, separamos dicas eficientes e que você pode adotar agora mesmo.

 

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1. Não lave mais louça
Não estamos dizendo que você precisa deixar a louça suja na pia para sempre, mas se possível, comprar uma lava-louças é a melhor opção. Sabia que para cada copo que sujamos, são necessários mais dois copos de água limpa para lavá-lo? Em quinze minutos de torneira aberta na pia gastam-se em média 90 litros de água3. Na lava-louças, a economia pode chegar a 27 mil litros em um ano, o que vale a 55 caixas d’água de 500 litros! ⁴

 

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2. Peneirando o chuveiro
Uma opção barata e fácil, os arejadores, também chamados de “peneirinhas”, misturam ar à água dando a sensação de maior volume. A eficiência é a mesma, mas os respingos que levam ao desperdício serão menores. E ele pode ser implantado na pia também. A peça custa cerca de R$ 605 e você nem precisa chamar o encanador – basta rosquear os arejadores nos bicos das torneiras e chuveiros e pronto. Fácil!

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3. Sem desperdício
Já pensou em reutilizar a água da pia do banheiro na descarga? A pia fica acoplada ao vaso sanitário, e toda a água utilizada nela é direcionada à descarga. Isso proporciona uma economia de até 70% da água usada no banheiro.6

 

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4. “Lavar roupa todo dia”. Só que não
Uma lavadora de cinco quilos consome 135 litros de água a cada uso7. Acumule roupas da semana para lavar de uma só vez E, se for possível, reuse aquela blusinha de segunda, que continua limpa, na sexta. Lavar roupas sem necessidade é bobagem!

 

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5. Em modo “stand by”
Você sabia que os aparelhos domésticos ficam em stand by e gastam energia mesmo nessa função? Não adianta só desligar os aparelhos no comando, é preciso tirá-los da tomada também. Isso pode acontecer com TVs, computadores, carregadores de celular, equipamento de canal a cabo e etc.

 

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6. Na dança do balde
Enquanto você está encolhido no canto do box esperando a água do chuveiro esquentar, prepare um balde para receber a água fria. Você pode reutilizá-la para lavar as roupas, o quintal, o carro etc. No final do dia, você poupou mais de 8 litros de água!8 Você também pode captar água enquanto toma banho. É só colocar uma bacia sob os seus pés.

 

Morador usa piscina de vinil para armazenar e reutilizar água da chuva

7. Aproveitando a piscina ao máximo
Você pode reutilizar a água da piscina de montar para regar os jardins quando não for mais usá-la! Verifique se o nível de cloro não está alto para as plantas, pois isso pode matá-las. Você provavelmente não vai utilizar toda a água de uma piscina de 10 litros, por exemplo, então dividi um pouquinho com o seu vizinho não terá problema nenhum e fará com que todos saiam felizes: você, seu bolso, a água e as plantinhas.

A dimensão social da sustentabilidade

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É possível notar que o uso da palavra “sustentabilidade” em projetos – de qualquer natureza – tem perdido credibilidade e significado nos último anos, tanto pela grande abrangência de sua definição quanto pela superficialidade de sua aplicação. No entanto, projetos arquitetônicos e urbanos sustentáveis são sim necessários e vão além do uso de produtos certificados ou energia renovável. Eles devem tocar igualmente os três pilares que definem o conceito de sustentabilidade: o ambiental, o econômico e o social. Dentre eles, o último é o menos visado, talvez pela dificuldade da aplicação de métricas, talvez pelo resultado vir a longo prazo, mas sua importância é fundamental para a obtenção de um projeto verdadeiramente sustentável.

Sustentabilidade como ferramenta de marketing: o “greenwashing”

Foi na Conferência de Estocolmo, organizada pela ONU em 1972, que iniciou-se a discussão da degradação ambiental como problema global, reconhecendo a necessária busca por um desenvolvimento econômico mais equilibrado, que respeitasse os recursos naturais do planeta. Mais tarde, o conceito de desenvolvimento sustentável foi formalizado a partir do Relatório Brundtland, em 1987, com a definição clássica de desenvolvimento sustentável como “o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações”.

Bonito - MS.. Image © Lis Cavalcante

 

Em 1992, um novo encontro mundial aconteceu no Rio de Janeiro, a ECO-92, cujo principal documento produzido foi a Agenda 21, que estabeleceu a importância de cada país a se comprometer com a um novo padrão de desenvolvimento, refletindo sobre os problemas socioambientais. A partir daí, inúmeras iniciativas foram sendo criadas nas últimas décadas, além de diversas conferências, certificações, produtos, tecnologias, etc.

No entanto, é necessário tomar cuidado com produtos e ações “verdes” que se dizem responsáveis ambientalmente, mas que no fundo não passam de ferramentas de marketing para alavancar vendas ou justificar práticas irresponsáveis. Greenwashing, portanto, é o termo em inglês que descreve o ato de induzir consumidores a acreditarem nas práticas ambientais de uma empresa ou nos benefícios ambientais de um produto ou serviço de forma errônea.

Um exemplo clássico foi o caso da empresa Mobil Chemical, que lançou sacolas “biodegradáveis” que na verdade se comportavam como sacolas comuns, não sendo decompostas se jogadas em aterros sanitários, somente quando deixadas no sol, e ainda assim eram apenas reduzidas a pedaços menores de plástico. O próprio porta-voz da empresa admitiu que a tal biodegradabilidade era nada mais que uma ferramenta de marketing para vender mais sacolas.

No ramo da construção civil não é diferente: quantos empreendimentos imobiliários vendidos como “verdes” estão inseridos em APPs (Áreas de Preservação Ambiental), impactando os recursos naturais circundantes? E quantos pouco levam em consideração os condicionantes sociais?

 

A dimensão social da sustentabilidade, Usuário Flickr Alan Levine, licença Attribution 2.0 Generic (CC BY 2.0)

O fator humano da sustentabilidade

Como dito anteriormente, “sustentabilidade” é definida por três dimensões: a ambiental, a econômica e a social e, para ser “verdadeiramente” sustentável, é necessário olhar para os três aspectos. Na literatura especializada, são inúmeros os estudos centrados na dimensão ambiental, buscando soluções para reduzir o impacto ambiental das mais diversas atividades, assim como a dimensão econômica, com estudos extensos sobre tecnologias e estratégias para redução de custos com energia ou e/ou operações.

No entanto, a dimensão social é uma das menos exploradas, é a mais difícil de medir e está geralmente atrelada às dimensões econômicas e ambientais – a sociedade como uma ameaça aos recursos naturais ou o ser humano como objeto do aumento da produtividade para redução de custos.

Autores como Magis e Shinn (2008) afirmam que a sociedade deve ser sustentada por direito próprio e, por isso, a sustentabilidade social tem papel fundamental na sustentabilidade como um todo, uma vez que são os seres humanos, individual ou coletivamente, que irão determinar níveis de bem-estar econômico ou ambiental. Para Larsen (2008), sustentabilidade deve pensar primeiro nas pessoas, como elas fazem suas escolhas e suas respectivas consequências.

Esses autores também apontam que há quatro condições principais que apoiam o bem-estar social e, consequentemente, a sustentabilidade social. Essas condições possibilitam a criação de movimentos que equilibram interesses múltiplos e diversos, guiam políticas e encorajam a resiliência:

  • o bem-estar humano (suprimento das necessidades básicas e segurança),
  • a igualdade (garantia de um compartilhamento igualitário dos benefícios e custos da sociedade)
  • governo democrático (governança orientada à população) e
  • sociedade civil democrática (empoderamento da população para participar do processo democrático).

O caminho a partir da interdisciplinaridade

Dessa forma, o papel da interdisciplinaridade torna-se ainda maior quando abraçamos a dimensão social da sustentabilidade, uma vez que o bem-estar humano depende de condições culturais, econômicas, sociais, ambientais e políticas. É necessário criar políticas urbanas que promovam a interação social e a participação pública na tomada de decisões, tornando comunidades entes vivos, coesos e integrados; encorajar a colaboração entre os diversos atores para a resolução de problemas; oferecer acesso aos serviços básicos, ao espaço público de qualidade, ao emprego, saúde, etc.

Portanto, sustentabilidade não se reduz apenas a uma tecnologia “verde” ou a utilização de materiais reciclados numa praça. É criar a oportunidade para as pessoas prosperarem, aumentando sua integração social, participação e qualidade de vida. Ir além dos relatórios de responsabilidade social empresariais e repensar questões éticas centrais de suas operações. A dimensão social da sustentabilidade não tem a ver com a capacidade do ser humano ser mais produtivo trabalhando num edifício certificado, mas aumentar seu engajamento cívico e sua responsabilidade sobre o consumo, suas escolhas e até mesmo suas atitudes.

A sustentabilidade e a gestão de riscos

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A nova versão da ISO9001 e 14001 pode ser uma grande mudança comportamental das organizações frente as questões principalmente ambientais, no que diz respeito aos riscos do negócio

 

Vivemos em uma sociedade de risco e, assim sendo, cabe a nós gerenciarmos esses riscos, sejam eles de aumento de custos, perda de mercado, penalizações ou multas, por exemplo.

O que muda, portanto, é nossa forma perante o risco. Ou seja, é fazer do risco uma oportunidade para crescer, transformar a ineficiência em ecoeficiência, a perda de mercado com aumento do mercado, e isso é função da sustentabilidade corporativa.

Segundo Ricardo Yong do Instituto Ethos, sustentabilidade corporativa cria valor para a organização, através do aproveitamento das oportunidades e do gerenciamento dos riscos, sempre com vistas ao tripé social, econômico e ambiental.

Se pensarmos na evolução da gestão ambiental, vamos desde a negação, onde o meio ambiente não é importante, o que importa é produzir, passando pela fuga, onde a poluição é um fato da vida e os clientes pagam os custos, a ambivalência, onde se acredita que o meio ambiente é importante, mas não cabe a nós a solução do problema, até chegarmos ao comprometimento, onde todos devem se esforçar para melhorar o meio ambiente e a pro atividade onde devemos fazer o que tiver de ser feito.

 

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Mas para chegar à fase do comprometimento e a pro atividade, tivemos que passar por algumas fases de “pressão regulatória” e necessidade do cumprimento legal, principalmente com a criação da lei de crimes ambientais, instituída pela Lei n. 9605, em 1998.

Sustentabilidade hoje é oportunidade, mais do que solucionar problemas ou cumprir leis, sustentabilidade é para inovar e obter lucros.

Ainda de acordo com Yong, as empresas ditas sustentáveis possuem quatro pontos em comum: todas possuem um líder que acredita no conceito e enxergam o tema sob a ótica da oportunidade e não do risco, inseriram os valores sustentáveis nas estratégias de negócio, e educam para inovar.

E essa tal de sustentabilidade nada mais é do que implantar os conceitos da gestão integrada ao meio ambiente, qualidade, saúde e segurança no trabalho e responsabilidade social ao negócio.

Se pensarmos hoje em indicadores de sustentabilidade, teremos:

AMBIENTAIS

Emissões: locais e globais

Geração de Efluentes e de Resíduos

Uso de recursos naturais

Riscos ambientais

SOCIAIS (perceptividade)

Qualidade de vida: acesso a bens, saúde e conforto

Empregabilidade e características da ocupação e renda

Receptividade de ações

ECONÔMICOS

Custos e preços

Riscos de mercado

Consumo de matérias primas e demais insumos energéticos ou não energéticos

Legislação

Todos os indicadores são trabalhados dentro de uma gestão que envolve a análise de riscos não só ambientais, mas de saúde e segurança e que podem impactar de forma drástica nos fatores econômicos de uma organização.

 

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Em 2015 foi publicada a nova versão das normas NBR ISO14001 e NBR ISO9001, e com essa nova versão, as organizações não só passam a gerenciar o risco em todas as fases de implantação das normas, mas reconhecem que as questões ambientais e de qualidade fazem parte do negócio, sendo traçados já em seu planejamento estratégico.

A nova versão da ISO9001 e 14001 pode ser uma grande mudança comportamental das organizações frente as questões principalmente ambientais, no que diz respeito aos riscos do negócio. Se observamos os grandes acidentes da história, como em Chernobil, Minamata, Bhopal, Goiânia, Cubatão e o mais recente triste acidente em Mariana, podemos dizer que houve sim uma falha de análise de riscos ambientais ao negócio, que talvez poderiam ser evitados com uma sustentabilidade corporativa.

 

 

 

TRANSFORME CÁPSULAS DE CAFÉ USADAS EM LUMINÁRIA FIO DE LUZ

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Num não tão distante Dia das Mães, demos de presente para minha Tia uma cafeteira Dolce Gusto .
Além de arregar constantemente chococinos deliciosos na mesa de café ela despacha também um copinho de plástico maciço que fica sem lugar pra ir se não para o lixo.
As cápsulas não podem ser reciclados facilmente porque eles são muitas vezes feitas de uma mistura de plástico e alumínio.

A complexidade da embalagem – muitas vezes uma mistura de diferentes materiais – combinado com a borra de resíduos orgânicos de café moído não utilizado sentado na parte inferior do pod os torna difíceis de processar em fábricas de reciclagem municipais padrão.

Enquanto não conseguimos solucionar as questões acerca da reciclagem e o descarte das cápsulas de café, nossa saída será diminuir a quantidade dessas a ir para os depósitos de lixo.
E como a gente não precisa de desculpa pra fazer arte, a gente vai fazer aqui um passo a passo pra transformar essas nova mini vilãzinhas  em algo bonito e decorativo para sua casa!

O resultado da empreitada foi um fio de luz fácil demais de fazer e bem econômico só comi coisas que já se tem em casa: tintas que já você já tenha comprado pra outros projetos, pisca-pisca que tava guardado há tempos e as próprias cápsulas, que, vendo o vídeo vocês vão ver, parece que nasceram pra fazer companhia às luzinhas.

25 filmes filmes que empoderam as mulheres!

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Por exemplo, cineastas feministas não estão apenas preocupadas com o conteúdo, mas elas também desafiam a noção de heteronormatividade, fecho narrativo, edição, fetichização, objetificação, modos de prazer, temporalidade e espacialidade.

Em experiências com a forma e o conteúdo de um filme, os cineastas feministas estão incorporando perspectivas femininas no mundo do cinema diegético e ao mesmo tempo, desafiando o filme patriarcal. Não é apenas sobre a criação de diferença de gênero, mas é sobre a construção de uma linguagem cinematográfica que pode dar prazer (e desgosto) para uma variedade de espectadores.

Este artigo não se destina a criar uma lista definitiva de filmes que você precisa ver. É uma tentativa de criar uma discussão sobre os filmes que foram elogiados por criar novas perspectivas e novas representações de mulheres no filme. É um ponto de partida a partir do qual pode-se explorar novas vozes femininas.


25. Frozen (Dir. Jennifer Lee, 2013)

A destemida e otimista Anna sai em uma jornada épica, ao lado de Kristoff e sua leal rena Sven, para encontrar sua irmã Elsa, cujos poderes congelantes aprisionaram o reino de Arendelle em um inverno eterno. Encontrando condições de Everest, trolls místicos e um hilário boneco de neve chamado Olaf, Anna e Kristoff enfrentam obstáculos em uma corrida para salvar o reino.

Os 25 melhores filmes feministas


24. Valente (Dir. Brenda Chapman, 2012)

A jovem princesa Merida foi criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos rebeldes não tem a menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o tiro ao arco. Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava… Agora caberá à jovem ajudar a sua mãe e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos.

"BRAVE" (Pictured) MERIDA. ©2012 Disney/Pixar. All Rights Reserved.


23. Frida (Dir. Julie Taymor, 2002)

Frida Kahlo (Salma Hayek) foi um dos principais nomes da história artística do México. Conceituada e aclamada como pintora, ela teve também um casamento aberto com Diego Rivera (Alfred Molina), seu companheiro também nas artes, e ainda um controverso caso com o político Leon Trostky (Geoffrey Rush) e com várias outras mulheres.


22. Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (Dir. Steven Soderbergh, 2000)

Erin (Julia Roberts) é a mãe de três filhos que trabalha num pequeno escritório de advocacia. Quando descobre que a água de uma cidade no deserto está sendo contaminada e espalhando doenças entre seus habitantes, convence seu chefe a deixá-la investigar o assunto.


21. Tomates Verdes Fritos (Dir. Jon Avnet, 1991)

Evelyn Couch (Kathy Bates) é uma dona de casa emocionalmente reprimida, que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Ed (Gailard Sartain), o marido dela, quase não nota a existência de Evelyn. Toda semana eles vão visitar uma tia em um hospital, mas a parente nunca permite que Evelyn entre no quarto. Uma semana, enquanto ela espera que Ed termine sua visita, Evelyn conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy), uma debilitada mas gentil senhora de 83 anos, que ama contar histórias. Através das semanas ela faz relatos que estão centrados em uma parente, Idgie (Mary Stuart Masterson), que desde criança, em 1920, sempre foi muito amiga do irmão, Buddy (Chris O’Donnell). Assim, quando ele morreu atropelado por um trem (o pé ficou preso no trilho), Idgie não conseguia conversar com ninguém, exceto com a garota de Buddy, Ruth Jamison (Mary-Louise Parker).


20. Uma Mulher Descasada (Dir. Paul Mazursky, 1978)

Trajetória de uma mulher que busca reconciliação com sua identidade e com a sexualidade após ser trocada por outra mulher e ver acabar um casamento de 16 anos.


19. Tudo Pela Vida (Dir. John Sayles, 1992)

Vítima de um acidente, atriz de novela(Mary McDonnel) interrompe sua carreira para recuperar-se em sua cidade natal, na casa dos pais. Torna-se o terror das enfermeiras, até que Chantelle(Alfre Woodard), mulher negra de índole calma, consegue tranquilizá-la. Apesar das diferenças, as duas acabam tornando-se amigas.


18. A Cor Púrpura (Dir. Steven Spielberg, 1985)

Em 1906, em uma pequena cidade da Georgia, sul dos Estados Unidos, a quase adolescente Celie, violentada pelo próprio pai, torna-se mãe de duas crianças. Separada dos filhos, Celie (Whoopi Goldberg, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz por este filme em 1985), é doada à Mister (Danny Glover, de Máquina Mortífera), que a trata como companheira e escrava ao mesmo tempo. Cada vez mais calada e solitária, Celie passa a compartilhar sua tristeza em carta. Baseado no livro de Alice Walker, A Cor Púrpura recebeu 11 indicações ao Oscar em 1985 e já é considerado um clássico do cinema. Ao recriar 40 anos de crises emocionais na vida de vários personagens, o diretor Steven Spielberg ( O Império do Sol) fez o filme mais desafiante de sua carreira, capaz de despertar fúria, risos e lágrimas.

15 mulheres negras que fizeram história no último século

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Seja no ramo das artes, como ativistas ou pioneiras em alguma área, elas deixaram seu legado de luta e superação.

 

Viola Davis
Não é de hoje que a atriz emociona a todos com seus discursos ao falar que a única coisa de que os negros precisam é oportunidade. Além de cativante, ela não cansa de mostrar seu trabalho na TV e nos cinemas. E o talento é cada dia mais reconhecido: este ano, Viola Davis se tornou a primeira negra a receber três indicações ao Oscar, devido a suas atuações em “Histórias Cruzadas”, “Dúvida” e “Um Limite Entre Nós” – que lhe garantiu a estatueta.

Viola Davis em Um Limite Entre Nós e quando ganhou o Oscar pelo papel (Foto:  Divulgação Paramount | REUTERS/Lucas Jackson)
Viola Davis em Um Limite Entre Nós e quando ganhou o Oscar pelo papel (Foto: Divulgação Paramount | REUTERS/Lucas Jackson)

 

Simone Biles
Nem pense em comparar a nova rainha da ginástica com outro medalhista olímpico! Durante a Olimpíada do Rio – onde se consagrou como a maior campeã da história da ginástica – Biles foi direta ao falar de suas conquistas: “Eu não sou o próximo Usain Bolt ou Michael Phelps. Sou a primeira Simone Biles“. Com apenas 19 anos a jovem já foi premiada com 14 medalhas olímpicas em três edições dos Jogos.

Simone Biles durante a Olimpíada do Rio (Foto: Reprodução TV Globo)
Simone Biles durante a Olimpíada do Rio (Foto: Reprodução TV Globo)

 

Janelle Commissiong
Em 1977, após 25 anos de existência, o Miss Universo deu a coroa a uma negra. E não, ela não era americana. Janelle Commissiong nasceu em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1953. O título que mudou a sua vida veio quando a jovem tinha 24 anos e emocionou pessoas ao redor do mundo.

Janelle Commissiong  (Foto: Reprodução/Instagram | Reprodução/ YouTube)
Janelle Commissiong (Foto: Reprodução/Instagram | Reprodução/ YouTube)

 

Ruby Bridges
Imagine ter que passar por vaias, protestos e ameaças toda vez que fosse para a escola. Ruby Bridges teve que enfrentar isso em 1960, aos seis anos de idade. O motivo? Era a primeira criança negra a estudar em um colégio de brancos em Louisiana, no sul dos Estados Unidos. Somente uma professora aceitou dar aulas para a menina, que durante um ano inteiro teve que estudar em uma sala sozinha. Mesmo com pouca idade ela se tornou um ícone dos direitos civis, e quando cresceu virou ativista, lutando por um país mais igualitário. Sua história foi retratada no filme “Ruby Bridges – Uma Menina luta por seus Direitos”, de 1998.

Ruby Bridges retratada na pintura de Norman Rockwell e hoje (Foto: Norman Rockwell/ Reprodução/Instagram | Agência Getty Images)
Ruby Bridges retratada na pintura de Norman Rockwell e hoje (Foto: Norman Rockwell/ Reprodução/Instagram | Agência Getty Images)

 

Hattie McDaniel
Foi a primeira negra a ir a uma premiação do Oscar como convidada, o que já causou certa dificuldade na época, pois o local onde o evento era realizado não permitia a entrada de negros. Isso porque ela tinha participado de “E O Vento Levou”, filme que havia sido um grande sucesso de bilheteria e acabou entrando para a história! Embora estivesse com medo da ascensão da Ku Klux Klan (organização racista que aterrorizava os Estados Unidos na época), Hattie não só prestigiou o evento como acabou levando a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante para casa, se tornando a primeira negra a receber o prêmio. Hoje, seu nome está na calçada da fama.

Hattie Mcdaniel em "...E O Vento Levou" com Vivien Leigh e quando ganhou o Oscar (Foto: Agência Getty Images)
Hattie Mcdaniel em “…E O Vento Levou” com Vivien Leigh e quando ganhou o Oscar (Foto: Agência Getty Images)

 

Mae Jemison
Engenheira, médica e… astronauta! Mas a NASA foi apenas o mecanismo que a permitiu se tornar a primeira negra a ir para o espaço. Além de fazer história, Mae ainda recebeu nove prêmios honoris causa e ainda participou de um episódio de “Star Trek: The Next Generation”!

Mae Jemison (Foto: Divulgação/ NASA | Agência Getty Images)
Mae Jemison (Foto: Divulgação/ NASA | Agência Getty Images)

 

Bessie Coleman
Se hoje ainda vemos poucas mulheres pilotas imagina o que foi para uma negra conquistar a licença de aviadora em 1922! A americana teve que se mudar para a França para alcançar o seu sonho, já que enfrentava muito racismo em sua terra natal. Hoje, é considerada uma pioneira no ramo da aviação.

Bessie Coleman (Foto: Agência Getty Images)
Bessie Coleman (Foto: Agência Getty Images)

 

Josephine Baker
E vedete pode entrar na lista? Pode sim, senhor! Freda Josephine McDonald foi uma dançarina e cantora negra considerada uma das maiores celebridades de seu tempo. Após fazer grande sucesso na Broadway, ela se mudou para a França, onde se tornou uma das artistas mais bem pagas da Europa. Além disso, foi uma grande ativista em prol dos direitos dos negros.

Josephine Baker (Foto: Agência Getty Images)
Josephine Baker (Foto: Agência Getty Images)

 

Nhá Chica
Você conhece Nhá Chica? Não? Pois saiba que ela foi a primeira negra a receber o título de beata pela Igreja Católica no Brasil. Filha de escravos, ela era analfabeta, o que a impedia de ler a Bíblia, mas não de fazer a caridade. A beatificação veio após o Vaticano atribuir a cura da doença de uma mulher à oração feita à Nhá Chica.

Nhá Chica (Foto: Reprodução/TV Globo)
Nhá Chica (Foto: Reprodução/TV Globo)

 

Aretha Franklin
A Rainha do soul é umas das cantoras a conquistar mais prêmios Grammy na história, com 18 no total. Além disso, foi a primeira artista mulher a ser incluída no Hall da Fama do Rock and Roll. Ela também já foi considerada a maior cantora de todos os tempos e a nona maior artista de músicada história pela revista Rolling Stone.

Aretha Franklin (Foto: Reuters)
Aretha Franklin (Foto: Reuters)

 

Rosa Parks
Se tornou um símbolo dos direitos civis no EUA após se recusar a ceder seu lugar a um branco no ônibus, algo impensável na época. Embora tenha sido presa por essa “ousadia”, sua atitude estimulou um boicote na cidade e pressionou o Estado a acabar com leis segregatícias.

Rosa Parks  (Foto: Agência Getty Images)
Rosa Parks (Foto: Agência Getty Images)

 

Ellen Johnson Sirleaf
Nascida na Libéria, Ellen completou seus estudos nos Estados Unidos, onde chegou a fazer mestrado em Administração Pública na Universidade de Harvard. Após voltar para o seu país, começou a trabalhar no ramo da política. Além de ser exilada, chegou a receber a pena de dez anos de prisão por se posicionar contra o governo da Libéria. Nada disso a impediu de, em 2006, se tornar a primeira mulher presidente de um país africano e a primeira negra a ocupar o cargo no mundo.

Ellen Johnson Sirleaf (Foto: Agência Getty Images)
Ellen Johnson Sirleaf (Foto: Agência Getty Images)

 

Whitney Houston
A cantora pode até ter tido um fim trágico, mas ninguém pode negar a sua importância no ramo musical. Whitney Houston é a artista feminina mais premiada de todos os tempos, o que inclui dois Emmys, sete Grammys, 31 Billboard Music Awards e 22 American Music Awards. Se você acha muito saiba que ao longo da vida ela recebeu 425 prêmios. Além disso, é detentora do 4º disco mais vendido do mundo, o “The Bodyguard”.

Whitney Houston (Foto: Getty Images)
Whitney Houston (Foto: Getty Images)

 

Toni Morrison
Se escrever um livro não é uma tarefa fácil, imagine o que é ganhar um Nobel de Literatura. Toni Morrison foi a primeira negra a ser agraciada com o prêmio pela obra “Amada”, publicada em 1987. O livro, que também ganhou um Pulitzer, conta a história de uma ex-escrava que foge com os filhos da fazenda onde trabalhava após a abolição da escravatura nos EUA.

Toni Morrison (Foto: Agência Getty Images)
Toni Morrison (Foto: Agência Getty Images)

 

Beyoncé
É claro que Beyoncé não poderia ficar de fora! Além de ser a segunda mulher com mais Grammys, ficando atrás apenas da violinista Alison Krauss, ela foi a primeira mulher a ter 12 ou mais faixas de um mesmo disco simultaneamente entre as 100 mais tocadas dos EUA. E é claro que estamos falando de “Lemonade”. Como se isso não fosse pouco ela ainda é a artista negra mais bem paga de todos os tempos.

Beyoncé ao ganhar dois Grammys (Foto: Robyn BECK  AFP)
Beyoncé ao ganhar dois Grammys (Foto: Robyn BECK AFP)

9 DICAS PARA TORNAR SUA EMPRESA MAIS AMIGA DO MEIO AMBIENTE

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São com simples gestos que cada um faz sua parte para um planeta mais sustentável.

A sustentabilidade vem ganhando uma grande importância em nossas vidas e cada vez mais a sociedade cobra das empresas ações mais sustentáveis.

Minimizar os impactos ambientais causa muitos benefícios para o meio ambiente, para a sociedade e também para o empreendimento, pois a sustentabilidade gera reflexos na parte financeira da empresa e ajuda a construir uma imagem positiva no mercado.

Pensando nisso, o Sebrae do Espírito Santo lista algumas medidas simples e soluções para os empresários que desejam aderir as práticas  sustentáveis, dentro da própria empresa.

Para que uma empresa seja considerada sustentável ambientalmente e socialmente, ela deve adotar atitudes éticas, práticas que visem seu crescimento econômico sem agredir o meio ambiente.

Pode ser bastante simples tornar a sua empresa amiga do meio-ambiente (Foto: Pexels)

 

 

1. Diminua o consumo de descartáveis: Incentive os seus colaboradores a utilizarem garrafas ou canecas que podem ser lavados e não descartados.

2. Use luzes fluorescentes: As lâmpadas de LED possuem uma vida útil dez vezes maior do que as comuns e não têm o mesmo impacto no meio ambiente.

3. Reduza o uso de energia elétrica: Em vez de depender apenas da luz elétrica, pinte as paredes da empresa com cores claras e em dias mais frescos deixe as janelas abertas, para o que o ambiente fique mais fresco, dispensando o uso do ar condicionado.

4. Diminua o uso de papel: O papel pode ser substituído por maneiras alternativas de distribuir informação, em vez de imprimir diversas cópias de um relatório, considere enviar uma versão digital via e-mail.

5. Separe e descarte corretamente o lixo produzido: Além de ajudar o meio ambiente, o empreendedor ainda vai colaborar para a geração de empregos da indústria de separação de lixo.

6. Trabalhe com empresas verdes: Priorize parcerias com empresas que trabalham de forma sustentável, por exemplo, que oferecem serviços de bikeboys ao invés de motoboys.

7. Utilize seus equipamentos de forma consciente e eficiente: Equipamentos eletrônicos como os computadores e estabilizadores gastam energia mesmo quando estão em standy-by, por isso o ideal é que você desligue-os totalmente, retirando tudo da tomada após o expediente.

8. Use equipamentos mais sustentáveis: Troque os aparelhos ultrapassados por produtos alternativos mais adequados, que tenham menores emissões de elementos químicos danosos no meio ambiente e que utilizem a energia de forma mais inteligente.

9. Use produtos biodegradáveis: Os produtos biodegradáveis causam menos danos ao ecossistema, pois são compostos por itens orgânicos e a decomposição é mais rápida na natureza.

 

As empresas que ainda não possuem um projeto de práticas sustentáveis, o ideal é começar um planejamento e para isso, é preciso identificar e medir os impactos negativos. Depois de identificados é hora de elaborar uma estratégia e medidas que deverão ser avaliados de acordo com os critérios financeiros, ambientais e sociais.

Segundo o diretor de atendimento do Sebrae, Ruy Dias de Souza,  o mais importante é compreender a necessidade desta tendência para o mundo corporativo. “Pensar de forma sustentável também pode significar muitos benefícios para a empresa, já que estas práticas diminuem o consumo de energia e melhoram a imagem da empresa no mercado.” acrescentou.

 

Casas pré-fabricadas são exemplo de sustentabilidade aliada a habitação

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A sustentabilidade entrou em voga não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Com a natureza cobrando seu preço depois de anos de degradação do meio ambiente, diversos países investem cada vez mais em ações que não causem impactos negativos a natureza, seja na produção de alimentos, na manufatura de vestimentas ou até mesmo na construção de casas.

As casas pré-fabricadas são um excelente exemplo das chamadas “moradias verdes” pois causam dano zero ao local onde são construídas, além de outros benefícios. Segundo José CinjiMyazaki, responsável técnico da Soldatopo/Fladafi, empresa especializada no ramo de containeres e a responsável por trazer as Casas Pré-Fabricadas para nossa região, as moradias podem ser comparadas aos moveis de uma casa, pois são disponibilizadas ao cliente em peças que podem ser montadas sem grandes problemas.

A pessoa interessada em comprar a casa somente precisa preparar uma base para a moradia, mas como as residências pré-fabricadas não são tão pesadas quanto uma casa convencional a base não necessita da preparação com base em engenharias complexas, resumindo-se basicamente a preparação do piso, rede de esgoto e água. Com a base pronta a empresa envia ao proprietário um kit contendo as peças da casa, que tem medidas máximas de três metros de comprimento e 60 kg por peça.

A empresa oferece aos seus clientes um vídeo tutorial e um material escrito explicando detalhadamente o processo de montagem, porém também disponibiliza uma consultoria para ajudar o cliente a montar sua residência ou até mesmo enviar uma equipe para montar a casa se necessário. “O importante é deixarmos o cliente seguro com relação a sua residência, porém o processo é simples já que as peças já vem preparadas para serem encaixadas e parafusadas. É importante frisar que, ao contrário de construções convencionais onde você perde até 30% do material de construção, gerando detritos ao meio ambiente, o mesmo não acontece com nossas residências, pois as peças vem prontas para encaixe”, afirmou Myazaki.

Cada peça que irá compor a residência consiste em duas placas de aço pintadas e que contam com um revestimento termo acústico entre elas, o que traz diversas vantagens, como facilidade de limpeza, nenhum risco de infiltração e uma resistência tão grande quanto uma casa convencional. “Se você pegar uma marreta e bater em uma parede de concreto, você irá quebrá-la, mas se fizer o mesmo em uma parede com placa de aço, você apenas irá amassá-la”, brinca Myazaki.

Pelo fato de ser construída com peças encaixáveis, outra vantagem das casas pré-fabricadas está no fato de você poder modificá-las com facilidade. A Fladafi atualmente oferece casas pré-fabricadas térreas de um a três dormitórios, porém a pessoa pode personalizar suas residências da maneira que quiser. Quer expandir sua casa, basta comprar um novo kit de peças e ampliar um determinado cômodo, criar um novo quarto ou aumentar toda a casa.

Quando oportunidades melhores surgirem em outra região e a mudança for necessária, seu investimento não será perdido pois sua casa poderá ir onde você for. “Basta desmontar as placas e levar sua residência consigo, sem deixar praticamente nenhum detrito para trás, o que não acontece com casas convencionais”, completa o responsável técnico.

Além de ser ecologicamente correta, pela falta de detritos em sua construção e manutenção as casas tem uma vida útil de mais de 30 anos e a um custo benefício muito atraente, já que a Soldatopo/Fladafi oferece uma casa de 50 metros quadrados por aproximadamente de R$ 59 mil, um valor abaixo do preço praticado em casa convencionais desta metragem.

Trazendo um preço atrativo, além de serem ecologicamente corretas, as casas pré-fabricadas se mostram um ótimo investimento para quem quer morar com conforto sem agredir a natureza.

Aproveite o Carnaval sem abrir mão da sustentabilidade!

Carnaval deve ser sinônimo de festa e alegria e não de destruição e irresponsabilidade. Confira 10 dicas supersimples para curtir esse feriado, sem deixar rastros de insustentabilidade por onde passar

 

Os brasileiros já estão em clima de Carnaval. Viagens, desfiles de escolas de samba, blocos de rua, trios elétricos, festas à fantasia… o feriado pode ser aproveitado de várias maneiras, mas no fundo todos querem a mesma coisa: divertir-se!

Curtir o Carnaval, no entanto, não precisa ser sinônimo de irresponsabilidade e destruiçãoe, muito menos, de ecochatice. Dá para aproveitar os quatro dias de festa com muita alegria e sem contribuir para a depredação do meio ambiente e da cidade onde você está. Quer ver?

Reunimos 10 dicas supersimples para os foliões que estão dispostos a aproveitar o Carnaval sem deixar de lado a consciência socioambiental.

1- SEJA UMA BOA VISITA
Não importa se você vai viajar nesse feriado ou ficará na sua cidade: quando estiver curtindo o Carnaval, na rua, respeite o espaço público! Fazer xixi no asfalto, destruir placas de sinalização, subir em cima de árvores e depredar monumentos não tem nada a ver com diversão, mas sim com falta de cidadania. Aproveite o feriado sem destruir os lugares por onde passar – até porque, muitos deles, como Ouro Preto, em Minas Gerais, e Salvador, na Bahia, são cidades históricas, que abrigam construções centenárias que não merecem ser destruídas em quatro dias de festa.

2- FAÇA DO DITADO UMA MARCHINHA: LUGAR DE LIXO É NO LIXO
A sujeira que o Carnaval deixa nas cidades é um dos maiores problemas do pós-feriado: latas de alumínio, garrafas de vidro, copos plásticos e panfletos de divulgação são facilmente encontrados nas ruas, entupindo bueiros e aumentando o risco de enchentes. Até mesmo os mares são feitos de lixeira pelos foliões, o que polui a água e prejudica a biodiversidade marinha. Em 2010, a ONG internacional Global Garbage postou fotos chocantes do fundo do mar de Salvador, 10 dias depois do Carnaval: mais de 1.500 latinhas e garrafas, além de pedaços de abadás e outros objetos plásticos, foram encontrados por mergulhadores.

Jogar o lixo no lixo, durante a folia, daria muito menos dor de cabeça na ressaca do pós-Carnaval!

3- GASTE ENERGIA, APENAS, NAS COMEMORAÇÕES
Se você for viajar, não esqueça de tirar da tomada todos os aparelhos eletroeletrônicos – como televisão, computador e microondas. Segundo o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, tirar esses equipamentos da tomada, quando eles estão fora de uso, pode reduzir a conta de luz em até 25%. Com o dinheiro que você economizar, dá até para trazer umas lembrancinhas de artesanato para os amigos e, de quebra, incentivar a economia local da cidade que você visitar.

4- NÃO TOLERE A EXPLORAÇÃO
O problema acontece o ano inteiro, mas no Carnaval – por conta do aumento da circulação de pessoas nas cidades e, também, do clima de “pode tudo” – a incidência de crimes sexuais contra crianças e adolescentes aumenta. Para tentar mudar essa realidade, o governo preparou para 2014 a campanha Proteja Brasil. Divulgada por todo o país, a ação incentiva a população a denunciar qualquer tipo de violência contra menores no Disque 100, que funciona 24h por dia. Portanto, já sabe: se você presenciar alguma cena de exploração neste feriado, não exite em colocar a boca no trombone. Apesar do número de denúncias de abuso sexual contra crianças e adolescentes ter caído 15,6% em 2013, a situação ainda é grave: a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) registrou mais de 26 mil casos no ano passado, principalmente no período carnavalesco

5- ABUSE DA CRIATIVIDADE PARA SE FANTASIAR
Viagens e abadás já custam tanto dinheiro que economizar na hora de se fantasiar é uma ótima ideia. Que tal liberar a criatividade e utilizar materiais usados para confeccionar sua roupa de Carnaval? Além de poupar o bolso, você dá uma trégua para o meio ambiente e, depois da folia, dá para reciclar a fantasia ou, então, trocá-la com amigos. Aproveite e já combine com eles o roteiro do próximo Carnaval!

6 – PROGRAME O FERIADO DOS SEUS ANIMAIS
Acredite: tem gente que planeja a viagem de Carnaval com tanto entusiasmo e fica tão ansioso para os dias de folia que acaba esquecendo dos cuidados que deve tomar com os animais de estimação enquanto estiver fora. Ou, pior, os abandona na rua. Se seu bicho não o acompanhar na viagem, lembre de deixá-lo aos cuidados de um vizinho ou parente.

O ideal é que alguém passe na sua casa todos os dias, para brincar com ele, passear e limpar a sujeira.

Também há a opção de hotéis para animais domésticos, que dispensam a preocupação do viajante.

7 – ECONOMIZE COM O TRANSPORTE
Se optar por viajar de carro, lembre de oferecer carona para amigos e parentes que vão ao mesmo destino ou, então, que passem pelo seu caminho. Com mais gente no carro, todos economizam dinheiro e também poupam o meio ambiente, que deixa de receber os gases do efeito estufa liberados pela queima d combustível. A carona ainda alivia o trânsito, que pode ser infernal em feriados prolongados. Quão desagradável não é uma viagem que dura o dobro – ou mais – do que o necessário por causa do excesso de veículos?

8 – PREPARE O SEU CARRO
Para pegar a estrada e dirigir de forma confortável, lembre-se de fazer uma vistoria geral no seu veículo. A atitude garante mais segurança para você e, também, para os outros motoristas. Pneus calibrados, água no depósito do limpador pára-brisa, nível certo do óleo e parte elétrica em dia são, apenas, alguns dos itens necessários. Não se esqueça também do kit macaco, triângulo e chave de roda, para o caso do pneu furar.

9 – CAMISINHA NA CABEÇA E SAMBA NO PÉ
Faça as contas: nove meses depois do Carnaval, o número de bebês chegando ao mundo cresce bastante. Além de evitar a gravidez indesejada, a camisinha previne da contaminação de doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, como faz todos os anos, o Ministério da Saúde já lançou sua campanha para 2017: a Se tem festa, festaço ou festinha, tem que ter camisinha, que lembra os foliões a respeito da importância de usar preservativo nas relações sexuais. Não dá nem para usar a desculpa de que esqueceu de levar a camisinha para a festa: o governo anunciou que distribuirá, gratuitamente, até março 104 milhões de unidades de preservativos por todo o Brasil.

10 – MANEIRE NO ÁLCOOL
Lembre-se que condutores de veículos são proibidos de consumir bebidas alcoólicas. A lei que mudou o Código de Trânsito Brasileiro não é à toa: o álcool altera a capacidade de reação e prolonga a resposta do motorista. Trata-se de um poderoso catalisador de acidentes. De acordo com especialistas, não existe uma quantidade segura para se beber e dirigir. Então, para se divertir sem preocupação, combine com a turma quem será o motorista da vez e não beberá – ou pegue um taxi. Também é importante ter em mente que o álcool desidrata o organismo: para evitar a ressaca, beba água, isotônicos e sucos naturais.

Um 2017 mais sustentável sem largar a moda de lado!

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Que tal começar com 2017 em um mood diferente?
Moda sustentável vai muito além de uma tendência – é um estilo de vida!

Lojas de fast fashion perdem a força entre os jovens e passam a investir em programas de reciclagem e linhas feitas com tecidos tecnológicos. A Pantone escolhe o verde como como cor do ano, e pede um olhar mais atento à natureza. Marcas veganas e de menor produção ganham projeção nacional. Estamos em 2017 e uma das grandes preocupações do momento é um comércio justo tanto para quem compra quanto para quem cria e produz as peças. Vivienne Westwood já levanta essa bandeira há tempos, mas parece que a pauta está, finalmente, ganhando a importância que merece.

Mesmo assim, largar hábitos que fazem mal ao meio ambiente pode ser um desafio, especialmente para quem estava acostumada com a lógica de consumo desenfreado que se instalou na moda. Por isso, fomos atrás de pessoas que são referência quando se trata de sustentabilidade no mundo fashion para entender como foi o processo de entrada em uma nova rotina, mais consciente e sustentável, para pegar dicas práticas que podem ser adotadas no dia a dia de quem está começando a se interessar pelo assunto, mas não sabe por onde começar a mudança.

MAIS SUSTENTÁVEL NO DIA A DIA

Carla Lemos é o nome por trás do blog Modices. Seu site vai muito além das tendências, e é cheio de matérias sobre consumo consciente e empoderamento da mulher. Para ela, a melhor forma de ter uma vida mais sustentável é aprender a fazer escolhas: “Adquirir mais conhecimento sobre os produtos que são consumidos e como eles interferem não só na minha vida, mas na do planeta”, ela explica.

O principal é que passei a viver com menos, mas com a mesma ou até mais qualidade de vida.

Cristal Muniz

A ideia vai de encontro com o que acredita a designer Flavia Aranha, que criou a sua marca em cima do conceito de slow fashion, com uma produção justa e humanizada. Sua dica é para a hora de comprar roupas:  “Eu sempre me pergunto quem fez o produto no qual eu estou interessada. De que material ele foi feito? Vai durar bastante tempo? Preciso mesmo disso? Se não preciso, mas quero muito, tenho algo que eu possa me desfazer, doar ou vender para não acumular mais coisas no meu guarda-roupas?”. Ela não nega os desejos e impulsos, mas diz que o mais importante é superá-los. “Essas perguntas nos ajudam a nos relacionar com a moda de uma maneira mais harmônica, leve e positiva”.

  • Para Cristal Muniz, dona do projeto Um Ano Sem Lixo, sustentabilidade é a palavra de ordem. “Eu tento não produzir lixo levando comigo guardanapos de pano, copinhos e talheres para comer fora de casa. Compro comidas a granel e faço meus próprios produtos de limpeza; troquei descartáveis por reutilizáveis. Evito lixos de uma forma geral, evito desperdícios e evito tudo o que não seja extremamente necessário”, lista a blogueira.

Entre as mudanças do seu dia a dia desde o começo do blog, em 2015, ela aprendeu a fazer compras em feiras e não em mercados, aboliu as lojas de fast fashion e as compras por impulso. “Agora observo melhor o tecido, o caimento e principalmente o acabamento para decidir se vou levar. Só compro roupas planejadas, ou seja, quando preciso de blusas, casacos ou alguma coisa específica”.

O projeto foi levado tão a sério que até os produtos de belezas industrializados ficaram de lado: “Faço quase tudo em casa, eu mesma, com óleos vegetais e essenciais. Até sabão em pó e pasta de dente eu passei a fazer”, conta animada. E se você acha que todas essas escolhas fazem a vida dela mais difícil, a blogueira reforça: “O principal é que passei a viver com menos, mas com a mesma ou até mais qualidade de vida. Mais tempo para mim e mais felicidade em dormir sabendo que o que eu pratico é o que eu acredito para o mundo e para mim.”

DÁ PARA GOSTAR DE MODA E TER ESCOLHAS CONSCIENTES?

Para quem ama e está envolvido com moda, pode parecer difícil abrir mão das tendências do momento que chegam todas as semanas a lojas de fast fashion. Cair na tentação de acumular peças no armário é muito fácil para as fashionistas de plantão.

Bárbara Mattivy é uma das fundadoras da marca vegana Insecta Shoes, que produz sapatos superestilosos a partir do reuso de materiais, desde a sola até o tecido do calçado. Ela confessa que realmente não é simples manter o foco consciente na hora das compras. Para isso, ela indica os brechós: “Me divirto neles, e ainda economizo. Também tento ao máximo comprar de marcas locais, brasileiras e em feirinhas”.

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Se você trabalha diretamente com moda, vai entender perfeitamente a Marina Colerato, do site Modefica: “Quando se está todos os dias imerso nesse universo, é normal oscilar entre estar de saco cheio de tanto ver roupas e estar à frente das tendências, querendo algumas coisas antes de todo mundo”. A saída da designer, que trabalha na área há 10 anos, foi aprender a desvencilhar as compras do prazer. “Já sei que não é uma saia ou uma blusa que vai me fazer menos ou mais feliz de verdade, muito menos resolver os meus problemas ou mudar a minha vida”. Por isso, uma de suas prioridades quando vai adquirir algo novo é que a peça combine com o resto do seu guarda-roupa e que, preferencialmente, venha de “marcas de mulheres brasileiras que estão aí esquentando o mercado de maneira independente”. Cristal Muniz reforça: “Não adianta ter um guarda-roupa com 400 peças orgânicas, verdes, sustentáveis ou com tecido de reuso. Não é sustentável ter essa quantidade de peças. Moda sustentável tem a ver com o produto, mas também com o jeito como a gente consome“.

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CUSTO X SUSTENTABILIDADE

Quando comparados aos preços de fast fashion, os produtos que foram feitos a partir de preocupações com questões humanas e ambientais costumam ser mais caros, não há como negar. Mas Carla Lemos explica didaticamente o motivo disso: “A moda é uma indústria muito grande que envolve lojas, fábricas e plantações. É uma cadeia gigante, totalmente dependente do trabalho manual, e com uma carga tributária alta. Quando você começa a colocar no papel todas as pontas, você vê que é impossível uma blusinha ser vendida por 19 reais no Brasil, tendo sido produzida no sul da Ásia e percorrendo estradas e oceanos para chegar até a arara do shopping mais perto de casa”.

Porém, isso não significa que também é preciso pagar preços exorbitantes por uma peça. “Eu passei a entender que uma peça que custa R$ 20 não é normal ao passo que uma que custa R$ 20 mil também não. Hoje, eu prefiro comprar peças com valores medianos de marcas que sei que estão tentando trabalhar de maneira justa”, pondera Marina Colerato. Mesmo assim, não são todos que conseguem arcar com o custo médio de um produto. A estilista Flávia Aranha explica: “É caro e inacessível para grande parte da população. Então é necessário entendermos que o volume precisa ser repensado e que a qualidade precisa ser boa, para que os produtos que a gente compre durem mais também”.

A vlogger Nátaly Neri, do canal Afros e Afins, também aponta que o preço pode dizer muito sobre uma peça, mas é preciso ter cuidado. “Claro que nem toda peça cara é sinônimo de processo justo, vide grandes marcas que são sempre denunciadas. Vale a pena buscar saber mais sobre os processos produtivos dos locais em que escolher comprar”.

POR UM 2017 MAIS SUSTENTÁVEL

André Carvalhal acaba de lançar o livro “Moda com Propósito”, em que ele disserta sobre toda esta nova fase do consumo consciente. Para ele, seguir este estilo de vida é “garantir a sobrevivência dos nossos descendentes”. “O planeta está doente. As pessoas estão doentes em níveis físicos, mentais e energéticos. Se continuarmos com o nosso estilo de vida atual, dependendo do consumo desenfreado e inconsciente, vamos criar condições desfavoráveis à nossa sobrevivência”, explica. Bárbara Mattivy completa: “Deveria ser a prioridade de todos, pois já vimos que o cenário do futuro do planeta não é nada próspero, e se não revermos nossos hábitos, não teremos mais alternativas”.

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Joanna Moura, dona do blog Um Ano Sem Zara, acredita que não há um futuro sem empatia, por isso esta luta é tão importante: “Sustentabilidade nada mais é do que empatia pelo mundo e pelo restante da raça humana”.

DICAS PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO

Com um mundo de informações na palma da nossa mão, às vezes é fácil se perder e não saber exatamente por onde começar para finalmente começar a olhar para moda com uma postura mais consciente. A dica de André para o primeiro passo neste movimento é simples: pesquisar. “Existem sites, eventos, feiras e muitos conteúdos específicos direcionados ao tema. As opções não param de crescer”, ele afirma. “São várias ações em conjunto, mas todas vêm da consciência de que ter uma vida mais preocupada com as pessoas e o meio ambiente volta a nosso favor”, completa o escritor.

A fundadora da Insecta Shoes também reforça: “Existem ótimas leituras e documentários sobre o assunto, que esclarecem de forma bem didática os problemas na cadeia de moda e como ela é poluente. Acho que uma das maiores referências atuais nesse assunto é o documentário The True Cost, que dá um panorama muito completo sobre a gravidade da situação toda”. Os questionamentos são uma grande parte para dar um passo maior rumo ao consumo sustentável como Nátaly Neri relembra: “Precisamos ter 30 blusinhas diferentes, que são descartadas a cada nova tendência? Ou podemos investir em algo bacana e bonito, que respeita o trabalho dos outros e contribui para um mundo melhor e mais justo?”.

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Joanna Moura ainda ajuda a desmistificar o termo: “A palavra sustentabilidade parece complicada, mas não é. Tem um monte de coisas simples que você pode mudar na sua rotina agora mesmo pra tornar a sua vida mais sustentável. Depois que comecei a me interessar pelo assunto percebi que mudar não é difícil: passei a reciclar o lixo, evito produtos descartáveis, compro mais a granel, opto por produtos locais e orgânicos, consumo menos carne. Enfim, é um contínuo processo de olhar para a sua rotina e entender: como posso melhorar?“. Carla Lemos finaliza com um lembrete importante: “Respira e não pira. A gente ainda vive em um mundo que não foi feito para você ser sustentável. E você vai encontrar muitas barreiras e frustrações no caminho, mas o importante é ter consciência e ajudar a espalhá-la”.

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